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Bradesco fecha três novas parcerias com o varejo

Por Maria Christina Carvalho De São Paulo
O Bradesco acaba de assinar mais três acordos operacionais e estratégicos com redes de varejo. As redes são a EletroZema, de Araxá (MG), Grupo Ponte Irmãos, de Manaus (AM) e Dismar, de Maringá (PR).
Com as parcerias, o Bradesco inaugura nova onda no mercado financeiro, a dos acordos com redes regionais de médio porte: as três rede somam 231 pontos de venda e um faturamento próximo de R$ 1 bilhão neste ano. Outros acordos do mesmo porte estão sendo avaliados.
A EletroZema tem 100 lojas e faturamento previsto para R$ 233 milhões neste ano, 38% superior ao de 2004. O grupo Ponte Irmãos tem 80 lojas nas regiões Norte e Nordeste, além de possuir sete indústrias de móveis e colchões e de confecções.
Segundo o diretor executivo do Bradesco, Paulo Isola, as grandes redes de varejo já fizeram parcerias com o setor financeiro. “Agora é a vez dos varejistas que, apesar de médios, têm volumes importantes de vendas, nas faixas de R$ 200 milhões a R$ 400 milhões, e boa penetração regional”. O faturamento médio dos dez maiores do varejo é de R$ 1,08 bilhão, de acordo com a publicação Valor 1000.
O próprio Bradesco fechou, em novembro, a parceria mais cobiçada do mercado, com a Casas Bahia, empresa que faturou R$ 9 bilhões em 2004. Ainda no ano passado, em dezembro, começou a testar esse outro segmento do mercado ao fazer uma parceria com a rede Salfer, com faturamento na faixa de R$ 300 milhões e lojas de eletrodoméstico e móveis no Paraná e em Santa Catarina.
Isola está convencido que essas parcerias são um canal de crescimento para o sistema financeiro. “Nunca vi ninguém acordando de manhã querendo fazer um empréstimo, mas já vi gente querendo comprar uma geladeira.”
Lembrou que as estatísticas do mercado de crédito divulgadas nesta semana pelo Banco Central (BC) mostram que a linha que mais cresce é de financiamento de bens, em um fenômeno que contrariou a previsão de muito analista de aumento da desintermediação financeira. Esses negócios estavam fora “da lente do Banco Central”, disse Isola.
A concessão mensal desse tipo de crédito, excluindo veículos, aumentou 54,7% nos doze meses terminados em julho, fruto dessas parcerias. A concessão de crédito para pessoas físicas somando-se todas as linhas cresceu 20,3% no mesmo período. O estoque de crédito para financiamento de bens atingiu R$ 8,8 bilhões em julho em um total de R$ 139,4 bilhões a pessoas físicas.
No próprio Bradesco, a carteira de financiamento ao consumo fechou o semestre com R$ 24,6 bilhões , 57,7% a mais do que em junho de 2004. A participação do banco nesse mercado cresceu de 7% a 8% para 35%, informou o executivo.
As condições de cada acordo são diferentes. “Temos um chassis, mas há negociações individuais com cada empresa”, disse Isola. As principais questões na mesa são a divisão da margem financeira e do risco. O diretor executivo do Bradesco explicou que o banco tem procurado assumir um pouco do risco e não tirar toda a margem financeira do varejista. Mesmo porque muitos dos pequenos e médios varejistas misturam margem financeira com margem mercantil ao calcular seus resultados.
Mas é o varejista que tem conhecimento da clientela, informação que procuram preservar mas é paulatinamente transmitida ao banco. ” A gente aprende com eles, e eles com a gente”, afirmou Isola.
As empresas de varejo médias e regionais que ainda financiam com recursos próprios as vendas e podem fazer parceria com o Bradesco são prospectadas pela área de middle market do banco. Em geral, são empresas que já operam com o banco em folha de pagamento, desconto de duplicadas e cessão de crédito direto ao consumidor (CDC). A extensão da rede do Bradesco facilita o trabalho de prospecção.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.valoreonline.com.br/veconomico

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Bradesco fecha três novas parcerias com o varejo

Por Maria Christina Carvalho De São Paulo

O Bradesco acaba de assinar mais três acordos operacionais e estratégicos com redes de varejo. As redes são a EletroZema, de Araxá (MG), Grupo Ponte Irmãos, de Manaus (AM) e Dismar, de Maringá (PR).

Com as parcerias, o Bradesco inaugura nova onda no mercado financeiro, a dos acordos com redes regionais de médio porte: as três rede somam 231 pontos de venda e um faturamento próximo de R$ 1 bilhão neste ano. Outros acordos do mesmo porte estão sendo avaliados.

A EletroZema tem 100 lojas e faturamento previsto para R$ 233 milhões neste ano, 38% superior ao de 2004. O grupo Ponte Irmãos tem 80 lojas nas regiões Norte e Nordeste, além de possuir sete indústrias de móveis e colchões e de confecções.

Segundo o diretor executivo do Bradesco, Paulo Isola, as grandes redes de varejo já fizeram parcerias com o setor financeiro. “Agora é a vez dos varejistas que, apesar de médios, têm volumes importantes de vendas, nas faixas de R$ 200 milhões a R$ 400 milhões, e boa penetração regional”. O faturamento médio dos dez maiores do varejo é de R$ 1,08 bilhão, de acordo com a publicação Valor 1000.

O próprio Bradesco fechou, em novembro, a parceria mais cobiçada do mercado, com a Casas Bahia, empresa que faturou R$ 9 bilhões em 2004. Ainda no ano passado, em dezembro, começou a testar esse outro segmento do mercado ao fazer uma parceria com a rede Salfer, com faturamento na faixa de R$ 300 milhões e lojas de eletrodoméstico e móveis no Paraná e em Santa Catarina.

Isola está convencido que essas parcerias são um canal de crescimento para o sistema financeiro. “Nunca vi ninguém acordando de manhã querendo fazer um empréstimo, mas já vi gente querendo comprar uma geladeira.”

Lembrou que as estatísticas do mercado de crédito divulgadas nesta semana pelo Banco Central (BC) mostram que a linha que mais cresce é de financiamento de bens, em um fenômeno que contrariou a previsão de muito analista de aumento da desintermediação financeira. Esses negócios estavam fora “da lente do Banco Central”, disse Isola.

A concessão mensal desse tipo de crédito, excluindo veículos, aumentou 54,7% nos doze meses terminados em julho, fruto dessas parcerias. A concessão de crédito para pessoas físicas somando-se todas as linhas cresceu 20,3% no mesmo período. O estoque de crédito para financiamento de bens atingiu R$ 8,8 bilhões em julho em um total de R$ 139,4 bilhões a pessoas físicas.

No próprio Bradesco, a carteira de financiamento ao consumo fechou o semestre com R$ 24,6 bilhões , 57,7% a mais do que em junho de 2004. A participação do banco nesse mercado cresceu de 7% a 8% para 35%, informou o executivo.

As condições de cada acordo são diferentes. “Temos um chassis, mas há negociações individuais com cada empresa”, disse Isola. As principais questões na mesa são a divisão da margem financeira e do risco. O diretor executivo do Bradesco explicou que o banco tem procurado assumir um pouco do risco e não tirar toda a margem financeira do varejista. Mesmo porque muitos dos pequenos e médios varejistas misturam margem financeira com margem mercantil ao calcular seus resultados.

Mas é o varejista que tem conhecimento da clientela, informação que procuram preservar mas é paulatinamente transmitida ao banco. ” A gente aprende com eles, e eles com a gente”, afirmou Isola.

As empresas de varejo médias e regionais que ainda financiam com recursos próprios as vendas e podem fazer parceria com o Bradesco são prospectadas pela área de middle market do banco. Em geral, são empresas que já operam com o banco em folha de pagamento, desconto de duplicadas e cessão de crédito direto ao consumidor (CDC). A extensão da rede do Bradesco facilita o trabalho de prospecção.

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