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A histeria dos donos da mídia contra a Venezuela

Em sua campanha de calúnias, mentiras e desinformações sobre o governo de Hugo Chávez, os barões da mídia trouxeram ao Brasil o senhor Marcel Granier, presidente da RCTV, canal promotor do golpe de abril de 2002 contra o presidente eleito democraticamente.

Granier é o dono da emissora venezuelana cuja concessão não foi renovada por comprovado envolvimento em crimes de sonegação de impostos, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, propaganda de prostituição, divulgação de pornografia e apropriação das contribuições previdenciárias de seus funcionários. Em vez disso, o que os monopólios de informação martelam dia e noite é a perseguição “a uma emissora crítica do governo Chávez”. Pelas tevês, vemos notícias da passagem do “democrata” pelo país, sem que seja dado espaço ao contraditório: o protesto dos movimentos sociais à sua presença. Esta é a liberdade de imprensa na concepção dos donos dos meios: dar eco às suas próprias palavras.

Diante da estupidez transformada em notícia, nos somamos aos movimentos sociais no protesto contra a adulação a um elemento golpista, cujo canal fomentava o ódio e agressão. Contra os ataques à verdade e ao bom senso, manifestamos nossa mais irrestrita solidariedade ao governo e ao povo da Venezuela em sua decisão de democratizar os meios de comunicação e não renovar a concessão da RCTV.

Afinal, não bastou a esse canal participar e insuflar o golpe movido pela CIA, com o apoio da entidade patronal Fedecamaras. Tal emissora continuou falsificando imagens e desvirtuando declarações com o propósito de manipular a opinião pública e fomentar crises, em aberta oposição ao processo democrático e à própria Constituição venezuelana.

Ao ressaltar o nosso compromisso com a necessária pluralidade de opiniões – que só será respeitada com o estímulo ao florescimento e fortalecimento de canais públicos e comunitários, com a participação e protagonismo dos movimentos sociais – condenamos a campanha imunda, de uma nota só, movida pela chamada grande imprensa para satanizar a Venezuela.

Temos a convicção de que a determinação do povo venezuelano em trilhar o caminho do progresso e da justiça social se vê revigorada ao deixar claro que concessões públicas não são vitalícias e que cabe a Estados soberanos garantirem o respeito às instituições e à democracia.

Finalmente, rechaçamos de forma categórica a histeria com que os donos da mídia, por meio de seus jornais, rádios e televisões, atacam e caluniam a decisão do governo venezuelano, utilizando-se dos derrotados nas últimas eleições em nosso país para criar um clima retrógrado contra a unidade e a integração latino-americana. A entrada da Venezuela no Mercosul e a cada vez maior aproximação entre nossos países e povos, sem dúvida, contribuirá para acelerarmos juntos no caminho da afirmação da nossa independência política, econômica e informativa. É isso o que os papagaios de Washington tanto temem.

Por Rosane Bertotti é secretária nacional de Comunicação da CUT.

ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cut.org.br.
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Chávez ameaça retirar Venezuela do Mercosul em três meses

Brasília – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou retirar o país do Mercosul caso o país não esteja totalmente integrado ao bloco em três meses. A declaração foi feita hoje (3) durante uma solenidade em Caracas, segundo a Agência Bolivariana de Notícias, órgão oficial de informações do governo venezuelano.

Um ano depois de ser admitida no bloco como membro pleno, a Venezuela participa dos encontros, mas não tem direito a voto. Isso só pode ocorrer depois que os legislativos de todos os integrantes plenos do bloco ratificarem a adesão do país ao Mercosul, mas até agora apenas os parlamentares da Argentina, do Uruguai e da própria Venezuela aprovaram a entrada do país.

O governo paraguaio nem enviou o termo de adesão ao parlamento. No Brasil, a tramitação do protocolo está parada há quatro meses no Congresso Nacional porque a Venezuela, segundo os parlamentares, ainda não estabeleceu um cronograma de abertura de mercado nem de adoção da tarifa externa comum.

Chávez, segundo a agência venezuelana, reagiu a declarações do chanceler brasileiro Celso Amorim. O ministro das Relações Exteriores afirmou ontem (2) que não crê na saída da Venezuela do bloco e espera que as condições de ingresso do país sejam cumpridas para que a integração se dê rapidamente.

“Nós também esperamos que se chegue a um consenso em relação à nossa adesão”, afirmou o presidente venezuelano. “Não é possível que a Venezuela seja simplesmente uma figura sem voz nem voto nas decisões que se tomam no Mercosul; isso não é integração”, completou.

Chávez ressaltou que a intenção da Venezuela é promover mudanças na estrutura do Mercosul para reduzir as desigualdades na região e estimular a integração social entre os povos sul-americanos. “Temos a experiência da Televisão do Sul [Telesur] e do que virá a ser o Banco do Sul, iniciativas que têm como objetivo fortalecer a união das nações e erradicar as assimetrias que nos fazem tantos danos”, declarou.

O presidente venezuelano voltou a criticar o Senado brasileiro, que, na avaliação dele, está emperrando a integração da Venezuela ao Mercosul. “O mais provável é que as pressões que se estão exercendo desde várias instâncias, como por exemplo o Senado brasileiro, estejam esperando que mudemos nosso modelo político e econômico, o que é impossível porque foi feito um compromisso com os setores mais desprotegidos da nossa economia”, reclamou.

O Itamaraty não se manifestou sobre a possível saída da Venezuela do Mercosul e informou apenas que o chanceler Celso Amorim, em nenhum momento, exigiu que Chávez pedisse desculpas ao Congresso Nacional. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, nos últimos dias Amorim apenas sugeriu que o líder venezuelano fizesse um “gesto positivo” diretamente destinado aos parlamentares brasileiros, sem especificar como isso deveria ser feito.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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