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A III Conferência da Política Nacional de Formação na Estratégia da Central Única dos Trabalhadores

Na próxima semana, nos dias 13 a 16, estaremos realizando a III Conferência da Política Nacional de Formação da CUT, no Balneário de Praia de Leste na cidade do Pontal do Paraná, estado do Paraná. Este evento reveste-se de grande importância para a nossa Central, a medida em que realiza-se em um momento conjuntural onde a Direção Executiva Nacional vem formulando o seu planejamento estratégico com o objetivo de potencializar as lutas e mobilizações que, com certeza, nós trabalhadores(as) teremos que desencadear tendo em vista o aprofundamento da disputa de hegemonia na sociedade brasileira nos próximos períodos.

Importante ressaltar que a III Marcha do Salário Mínimo realizada durante esta semana em Brasília e, que reuniu mais de 20.000 pessoas já é parte deste processo de lutas e mobilizações por um novo padrão de desenvolvimento cuja base seja a ampliação de direitos, a distribuição de renda e a inclusão social.

No processo de debates e formulações estratégicas que a Direção Executiva Nacional vem realizando na perspectiva acima, é consenso que o tema da educação e, em particular da educação dos trabalhadores(as), incluída aí a dimensão da formação política e sindical, assume, cada vez mais, um papel central na agenda do sindicalismo cutista. Não apenas pelo fato de que não se pode imaginar um novo padrão de desenvolvimento sem a ampliação dos investimentos nas políticas educacionais, mais também porque prevemos uma agenda extremamente complexa para as direções sindicais no que tange as mudanças que propomos na estrutura sindical e nas relações de trabalho, onde insere-se o debate sobre garantias e ampliação dos direitos, redução da jornada de trabalho, formação e certificação profissional, entre outras questões.

Não obstante e, além desses aspectos, a Política Nacional de Formação da CUT tem que enfrentar o desafio de contribuir decisivamente no aprofundamento dos debates e formulações sobre a proposta da CUT de Sistema Democrático de Relações de Trabalho, o que implica num amplo processo de formação das nossas direções e lideranças sindicais, tendo em vista a necessidade de maior compreensão por parte dos mesmos sobre a origem de tal proposta, a qual remete a recuperação da história da nossa Central, sua concepção e prática.

Nos últimos anos, a Rede Nacional de Formação da CUT desenvolveu experiências significativas no campo da educação dos trabalhadores. Forjamos a concepção da educação integral que tornou-se referência nos debates sobre políticas públicas de educação de jovens e adulto e de educação profissional. Estamos desenvolvendo um dos maiores projetos de alfabetização de trabalhadores(as) que o movimento sindical brasileiro já executou. Um projeto que articula para além da alfabetização uma estratégia pedagógica que estimula os trabalhadores(as) a maior organização e intervenção social, ou seja, fazemos formação para a cidadania. Não por acaso, buscamos como fundamento da metodologia do Projeto Todas as Letras, a noção de letramento, que pressupõe para além do domínio da tecnologia da escrita e da leitura, o seu uso social.

Contudo, avalia-se que, mesmo com os significativos avanços no campo da educação integral, estimulados pelas parcerias que os viabilizam através de financiamento público, temos uma importante lacuna na PNF/CUT no que tange a formação das direções, esta responsabilidade da própria CUT. Este é um dos principais debates que a III Conferência tem que fazer. Diante dos complexos desafios da CUT no contexto atual, como dotar a Rede Nacional de Formação de capacidade para atender as demandas de formação das nossas direções e lideranças?

É certo que não deixamos de fazer formação de dirigentes. É certo que não abrimos mão de abordar em todas as atividades de formação no âmbito da Rede CUT, os seus princípios, as suas propostas e sua estratégia rumo a uma nova estrutura sindical e um novo padrão de relações de trabalho. No entanto, também é certo que não fazemos a formação das direções na abrangência que os desafios da CUT demandam. Portanto, entendo que este é um dos principais debates que temos a fazer na III Conferência.

Para tanto, além das inúmeras experiências que estamos desenvolvendo na Rede de Formação da CUT, teremos algumas experiências internacionais importantes que podem nos informar sobre possibilidades de garantir ao conjunto das direções um programa consistente de formação sindical.

Por José Celestino Lourenço, que é Secretário Nacional de Formação da CUT.

Publicada em: 08/12/2006 às 19:55 Seção: Ponto de Vista do sítio www.cut.org.br.

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A III Conferência da Política Nacional de Formação na Estratégia da Central Única dos Trabalhadores

Na próxima semana, nos dias 13 a 16, estaremos realizando a III Conferência da Política Nacional de Formação da CUT, no Balneário de Praia de Leste na cidade do Pontal do Paraná, estado do Paraná. Este evento reveste-se de grande importância para a nossa Central, a medida em que realiza-se em um momento conjuntural onde a Direção Executiva Nacional vem formulando o seu planejamento estratégico com o objetivo de potencializar as lutas e mobilizações que, com certeza, nós trabalhadores(as) teremos que desencadear tendo em vista o aprofundamento da disputa de hegemonia na sociedade brasileira nos próximos períodos.
Importante ressaltar que a III Marcha do Salário Mínimo realizada durante esta semana em Brasília e, que reuniu mais de 20.000 pessoas já é parte deste processo de lutas e mobilizações por um novo padrão de desenvolvimento cuja base seja a ampliação de direitos, a distribuição de renda e a inclusão social.
No processo de debates e formulações estratégicas que a Direção Executiva Nacional vem realizando na perspectiva acima, é consenso que o tema da educação e, em particular da educação dos trabalhadores(as), incluída aí a dimensão da formação política e sindical, assume, cada vez mais, um papel central na agenda do sindicalismo cutista. Não apenas pelo fato de que não se pode imaginar um novo padrão de desenvolvimento sem a ampliação dos investimentos nas políticas educacionais, mais também porque prevemos uma agenda extremamente complexa para as direções sindicais no que tange as mudanças que propomos na estrutura sindical e nas relações de trabalho, onde insere-se o debate sobre garantias e ampliação dos direitos, redução da jornada de trabalho, formação e certificação profissional, entre outras questões.
Não obstante e, além desses aspectos, a Política Nacional de Formação da CUT tem que enfrentar o desafio de contribuir decisivamente no aprofundamento dos debates e formulações sobre a proposta da CUT de Sistema Democrático de Relações de Trabalho, o que implica num amplo processo de formação das nossas direções e lideranças sindicais, tendo em vista a necessidade de maior compreensão por parte dos mesmos sobre a origem de tal proposta, a qual remete a recuperação da história da nossa Central, sua concepção e prática.
Nos últimos anos, a Rede Nacional de Formação da CUT desenvolveu experiências significativas no campo da educação dos trabalhadores. Forjamos a concepção da educação integral que tornou-se referência nos debates sobre políticas públicas de educação de jovens e adulto e de educação profissional. Estamos desenvolvendo um dos maiores projetos de alfabetização de trabalhadores(as) que o movimento sindical brasileiro já executou. Um projeto que articula para além da alfabetização uma estratégia pedagógica que estimula os trabalhadores(as) a maior organização e intervenção social, ou seja, fazemos formação para a cidadania. Não por acaso, buscamos como fundamento da metodologia do Projeto Todas as Letras, a noção de letramento, que pressupõe para além do domínio da tecnologia da escrita e da leitura, o seu uso social.
Contudo, avalia-se que, mesmo com os significativos avanços no campo da educação integral, estimulados pelas parcerias que os viabilizam através de financiamento público, temos uma importante lacuna na PNF/CUT no que tange a formação das direções, esta responsabilidade da própria CUT. Este é um dos principais debates que a III Conferência tem que fazer. Diante dos complexos desafios da CUT no contexto atual, como dotar a Rede Nacional de Formação de capacidade para atender as demandas de formação das nossas direções e lideranças?
É certo que não deixamos de fazer formação de dirigentes. É certo que não abrimos mão de abordar em todas as atividades de formação no âmbito da Rede CUT, os seus princípios, as suas propostas e sua estratégia rumo a uma nova estrutura sindical e um novo padrão de relações de trabalho. No entanto, também é certo que não fazemos a formação das direções na abrangência que os desafios da CUT demandam. Portanto, entendo que este é um dos principais debates que temos a fazer na III Conferência.
Para tanto, além das inúmeras experiências que estamos desenvolvendo na Rede de Formação da CUT, teremos algumas experiências internacionais importantes que podem nos informar sobre possibilidades de garantir ao conjunto das direções um programa consistente de formação sindical.
Por José Celestino Lourenço, que é Secretário Nacional de Formação da CUT.
Publicada em: 08/12/2006 às 19:55 Seção: Ponto de Vista do sítio www.cut.org.br.

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