“A Previ é protagonista, não só beneficiária”
A Previ não é simples beneficiária, mas protagonista da consolidação do Novo Mercado, da estabilidade econômica e da retomada dos investimentos no País. Presidente da Previ desde 2003, Sérgio Rosa lembra que a fundação foi decisiva para que empresas como Perdigão, Embraer e CPFL aderissem ao Novo Mercado, que impõem a seus participantes normas como o tag along (extensão aos minoritários do prêmio de controle) de 100% e o direito de voto a todas as ações, independente da classe.
A Brasil Telecom foi outro exemplo invocado por Sérgio Rosa para destacar o protagonismo do fundo, cujos ativos pularam para R$ 107,2 milhões em março deste ano. “Recentemente, o departamento de análise de um grande banco de investimentos elevou o rating e reforçou a recomendação da BRT. O fator decisivo para isso foi a retirada do desconto de 33% que pesava sobre o papel, por causa dos problemas de governança corporativa. E quem trabalhou forte para isso, enfrentando as distorções e liderando uma articulação para substituir os responsáveis por elas, recuperando valor para a empresa pela mudança das práticas de gestão, foi a Previ”, argumentou.
Sérgio Rosa não pôde comparecer à solenidade de abertura do Encontro de Conselheiros da Previ, na quarta-feira à noite, na Costa do Sauípe, na Bahia. Estava em Brasília, para uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) do governo federal. Saiu otimista do encontro na capital federal: “Minha visão, partilhada por muitos empresários presentes, é de que o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) segue no ritmo adequado: os projetos de lei mais importantes já foram votados, as licitações fundamentais estão sendo encaminhadas no prazo. Para nós, como brasileiros, é bom. Como beneficiários da Previ, nem se fala: o aumento do consumo interno e dos investimentos em infra-estrutura aumenta o leque de oportunidades para as empresas em que participamos”, argumentou.
É um rol de 81, só entre as que a Previ tem capital mínimo para participar do conselho fiscal ou de administração. Entre esses grupos, estão a Vale, que pagou R$ 248 milhões de dividendos ao fundo de pensão, e o próprio patrocinador, o Banco do Brasil, que pagou R$ 109,7 milhões ano passado.
Por Cezar Faccioli.
NOTÍCIA PUBLICADA NO Jornal do Commercio (15/06/2007) E COLHIDA NO SÍTIO www.anapar.com.br.