Três publicações lançadas durante o 9º CONCUT demonstram a crescente preocupação das entidades populares e sindicais com a formação política, o debate de idéias e a luta pela democratização dos meios de comunicação.
Na manhã da quinta-feira, (8) penúltimo dia do Congresso, os delegados e delegadas conheceram a revista “Estratégia e Organização da CUT – Construindo o Futuro”, publicação elaborada pelas secretarias de Formação e de Organização da CUT Nacional, com base no ciclo de seminários desenvolvidos com secretários de organização e formação dos estados e representantes de todos os ramos de atividade. Para a secretária nacional de Organização, Denise Motta Dau, o projeto democrático é extremamente importante para CUT. “Essa publicação é fruto das diversas atividades realizadas pela secretaria, onde mais de 400 dirigentes sindicais, federações e ramos deram sua contribuição”, salientou Denise.
Segundo o secretário nacional de Formação, José Celestino Lourenço (Tino), “a publicação sintetiza o resgate histórico da estratégia de organização dos trabalhadores e aponta para o enfrentamento de novos desafios, como a organização por local de trabalho”. Tino destaca, ainda, a importância da participação da Escola Sindical, da subseção do Dieese e das assessorias na condução do projeto, e do apoio internacional. “As parcerias com entidades internacionais, como a CISL-ISCOS, da Itália, a AFL-CIO e a Fundação Friedrich Ebert Stiftung entre outras, foram fundamentais para viabilizarmos os seminários e a publicação da revista e, mais ainda, para conhecermos outras realidades, o que nos ajuda a ver com sentido histórico mais profundo nossos próprios desafios”, afirma Tino.
A revista “Estratégia e Organização da CUT” teve tiragem de 10 mil exemplares e será distribuída gratuitamente epara os sindicatos cutistas.
Pesquisa histórica – Outro lançamento que mereceu destaque no CONCUT foi elaborado pela subseção do Dieese da CUT, com coordenação da Secretaria de Política Sindical e apoio da Fundacentro. Para elaborar a pesquisa, que resultou no livro “Hora extra – o que a CUT tem a dizer sobre isto”, foram distribuídos 5.300 questionários entre os ramos do Comércio, Metalúrgico, Químico, Transporte e Vestuário, englobando 29 sindicatos. “Desse total, três mil formulários retornaram, o que consideramos uma boa margem, foi com base neles que elaboramos o estudo”, explica a técnica do Dieese Patrícia Toledo Pelatieri.
Para a secretária de Política Sindical, Rosane da Silva, “este estudo debruça-se sobre tema de extremo interesse dos trabalhadores e suas organizações sindicais: as horas extras, prática intensivamente utilizada em diversas categorias profissionais”.
Segundo o estudo, “a proporção de trabalhadores com jornada acima das 44h semanais evidencia, de um lado, a crescente utilização de horas extras como instrumento de promoção da atividade empresarial, e, de outro, a utilização do sobretrabalho como forma de elevação dos rendimentos dos trabalhadores em um contexto de baixos salários”.
“Hora extra” terá distribuição gratuita entre os sindicatos e é um poderoso instrumento de análise e de formulação de políticas sindicais.
Revista sindical – Outra publicação que entra firme na disputa pela democratização dos meios de comunicação é a “Revista do Brasil”, publicada por um consórcio de sindicatos, capitaneado pelos Metalúrgicos do ABC e Bancários de São Paulo. Com tiragem mensal de 360 mil exemplares, a revista pretende disputar espaço com as publicações comerciais, mas sob o ponto de vista dos trabalhadores e trabalhadoras.
O lançamento oficial da revista acontece nesta segunda-feira, na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a partir das 18h.
Fonte: CUT
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