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A unificação do plano de saúde no banco Itaú Unibanco, a partir de 01 de março de 2010, é motivo de encontro de trabalhadores em São Paulo; em seguida, nesta segunda-feira, 16 de novembro, tem negociação com o patrão !

Contraf-CUT discute unificação do plano de saúde com Itaú Unibanco na segunda

A Contraf-CUT e o Itaú Unibanco voltam a se encontrar nessa segunda-feira, 16, para dar continuidade ao processo de negociação da equiparação de direitos entre os funcionários dos dois bancos. A reunião dará continuidade ao debate a respeito da unificação do plano de saúde, iniciado no último dia 3.

Nesta última reunião, foram discutidas as primeiras bases para a elaboração de uma proposta que será depois apreciada pelos trabalhadores em assembleias para a construção de um acordo coletivo sobre o tema. “Precisamos construir um modelo de plano que contemple as necessidades dos funcionários dos dois bancos, uma vez que os atuais planos possuem formatos muito distintos”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e funcionário do Itaú.

Avanços

Também na última rodada, os bancários conquistaram a equiparação pelo valor superior do piso de caixas e escriturários. A decisão garantiu aumento de mais de 6% no valor dos pisos dos bancários do Unibanco nesses cargos.

Além disso, também houve avanços na isenção das tarifas, que será estendida aos bancários originários do Unibanco, e nas taxas de juros, em que também foram garantidas as taxas mais baixas: o cheque especial seguirá a taxa praticada hoje no Itaú, e no caso do crédito imobiliário serão adotados os valores vigentes no Unibanco.

Fonte: Contraf-CUT.

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Bancários e Itaú Unibanco discutem unificação do plano de saúde

Um temas centrais da negociação entre Contraf-CUT e Itaú Unibanco ocorrida nesta terça-feira, 3, em São Paulo, foi a criação de um plano de saúde para os trabalhadores dos dois bancos. Após o debate, as partes chegaram a alguns indicativos da proposta, que será elaborada conjuntamente e depois apreciada pelos trabalhadores em assembleias para a construção de um acordo coletivo sobre o tema.

“Precisamos construir um modelo de plano que contemple as necessidades dos funcionários dos dois bancos, uma vez que os atuais planos possuem formatos muito distintos”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e funcionário do Itaú.

A proposta discutida prevê a constituição de um modelo híbrido de plano de saúde, com os seguintes parâmetros:

Plano Básico – Enfermaria
– 1 vida: 0,8% do salário
– 2 vidas: 1,6% do salário
– 3 ou mais vidas: 2,4% do salário
– Limitado a 70% do valor da taxa familiar do padrão que o funcionário estiver inscrito

Demais Planos
– 1 vida: 2% do salário
– 2 vidas: 3% do salário
– 3 ou mais vidas: 4% do salário
– Limitado a 70% do valor da taxa familiar do padrão que o funcionário estiver inscrito

Co-participação

Quanto à co-participação, cada grupo familiar terá direito a três consultas isentas de cobrança, ou seja, a partir da quarta consulta da família passaria a ser cobrada a co-participação, segundo os seguintes valores: 20% em consultas e Exames Simples, com limite de desconto mensal de 2% do salário.

O excedente seria assumido pela empresa. Continuam podendo realizar nove consultas sem co-participação as mulheres gestantes e os recém-nascidos.

A proposta prevê também mudanças no número de sessões com alguns especialistas. Seriam permitidas, para fonoaudiologia, 36 sessões por ano sem cobrança de co-participação; e para psicoterapia, 24 sessões por ano, também sem co-participação. A cirurgia de miopia seria permitida para casos acima de quatro graus. Os trabalhadores cobraram do banco a permissão a partir de três graus, o que a empresa ficou de avaliar.

O movimento sindical cobrou da empresa e aguarda resposta sobre a isenção de co-participação em tratamentos crônicos resultantes de acidentes de trabalho, traumas de assalto e para portadores do vírus HIV. Outra reivindicação dos representantes dos trabalhadores foi a redução de valores para agregados e aposentados.

Rede de atendimento

Entre os indicativos da proposta, foi definido que o plano unificado deverá ser de auto-gestão na região da Grande São Paulo e nos estados de Minas Gerais, Paraná, Goiás e Bahia. No Rio de Janeiro, o serviço será prestado pela Caberj. Nas demais localidades, a prestadora será a Central Nacional Unimed.

“Fizemos um debate sobre a rede credenciada que precisa ser satisfatória. Em muitos locais, os funcionários do Itaú sofrem com a falta de profissionais credenciados”, afirma Wanderley Crivellari, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco.

“O banco vai ter que estudar um plano para novos credenciamentos ou então rever a prestadora dos serviços em algumas localidades”, sustenta. Sobre o tema, a empresa apresentou também uma proposta de incremento da rede credenciada nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

“Insistimos que a cobertura nacional seja garantida. Vamos discutir numa próxima oportunidade o formato e a periodicidade de atuação dos comitês de acompanhamento do plano de saúde. Além disso, cobramos também a participação dos trabalhadores no conselho fiscal e deliberativo da Fundação que rege a auto-gestão”, afirma Jair Alves, um dos coordenadores da COE Itaú Unibanco.

Também foram discutidos novos valores de reembolso.

Dependentes

Ainda segundo a proposta, seriam considerados dependentes:
– Cônjuge ou companheiro (a)
– Filhos ou tutelados do titular, solteiros, até 21 ou 24 anos completos, se estudantes universitários.
– Enteados do titular desde que o cônjuge ou companheiro (a), tenha a guarda do filho.
– Filhos curatelados de qualquer idade

Os trabalhadores originários do Unibanco que tenham filhos com mais de 21 anos e menos do que 27 na data de unificação do plano poderão mantê-los como dependentes, seguindo a regra atual da empresa.

Plano odontológico

Sobre o plano odontológico, as definições deverão ocorrer também em próxima reunião, que está agendada para o dia 16 de novembro, às 14h.

Fonte: Contraf-CUT.

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Negociação garante reajuste no piso de escriturários e caixas do Unibanco

O piso de escriturários e caixas do Unibanco receberá em novembro um aumento de mais de 6% por conta da equiparação salarial com os bancários do Itaú. A conquista foi garantida durante negociação entre Contraf-CUT e a empresa ocorrida nesta terça-feira, 3, em São Paulo, em que os dirigentes sindicais cobraram mais uma vez igualdade de direitos entre os trabalhadores dos dois bancos no processo de fusão.

O salário inicial dos escriturários do Unibanco passará de R$ 1.089,49 para R$ 1.156,50, valor pago no Itaú, o que equivale a um reajuste de 6,15%. No caso do piso dos caixas do Unibanco, o valor subirá de R$ 1.538,98 para R$ 1.634,63, representando ganho de 6,21%.

“Temos discutido com o banco desde o início da fusão a garantia dos direitos dos funcionários do Itaú e Unibanco. Graças a essa pressão esse processo começa a chegar a soluções favoráveis para os trabalhadores”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. “Precisamos manter a nossa atenção para garantir as condições mais vantajosas para os trabalhadores nos demais pontos a serem negociados”, acrescenta.

O banco também anunciou a isenção das tarifas, que será estendida aos bancários originários do Unibanco. No caso dos juros do cheque especial, também será adotada a taxa praticada hoje no Itaú, a mais baixa entre as duas. Já as taxas de crédito imobiliário seguirão os valores vigentes no Unibanco, também os mais baixos.

O banco reafirmou que não manterá o Instituto de Assistência Pedro Di Perna (IAPP) do Unibanco para fins de empréstimo, mas se comprometeu em assegurar as condições para que os bancários tenham direito a mais um pedido. Os trabalhadores que já têm um empréstimo poderão concluir o atual e solicitar outro. Os que ainda não têm, poderão solicitar mais um pedido.

Plano de saúde

Outra discussão importante girou em torno da unificação do plano de saúde. Os trabalhadores discutiram com o banco a elaboração de uma proposta que será depois apreciada pelos trabalhadores em assembleias para a construção de um acordo coletivo sobre o tema.

Emprego

Na negociação, os trabalhadores pediram explicações sobre as declarações do presidente da empresa, Roberto Setúbal, ao blog do jornalista Guilherme Barros, de que contratará entre 13 mil e 14 mil novos trabalhadores (veja mais aqui).

A cobrança dos dirigentes sindicais ocorreu no mesmo dia em que houve o anúncio do balanço do banco no terceiro trimestre, que mostrou um lucro de R$ 6,853 bilhões, um aumento de 15,5% em relação ao ano passado, e a redução de 6.062 postos de trabalho desde o início da fusão entre Itaú e Unibanco, há exatamente um ano (veja mais aqui e aqui).

O banco se limitou a descartar a existência de qualquer processo de demissão em massa e de fechamento de agências. “Uma fusão lucrativa, como já demonstrou ser essa entre Itaú e Unibanco, não pode gerar perdas de qualquer tipo para os trabalhadores. A redução de postos de trabalho está aumentando a sobrecarga de trabalho dos funcionários, levando a stress e adoecimento. É preciso proteger os empregos e ainda contratar mais bancários para melhorar as condições de trabalho e saúde de todos”, afirma Carlos Cordeiro.

Uma nova rodada de negociação foi marcada para o próximo dia 16 de novembro. Serão discutidos outros pontos da equiparação de direitos para os funcionários dos dois bancos.

Fonte: Contraf-CUT.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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