fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 19:06 Sem categoria

Mortes de trabalhadores terceirizados geram protestos nas unidades da Petrobrás

Os acidentes de trabalho que vitimaram o mecânico Marco Antônio Faustino, 46, no Rio Grande de Norte, e o auxiliar de serviços gerais Rodrigo Gomes de Oliveira, 32, na Bacia de Campos [RJ], no início deste mês, causou revolta em toda a categoria petroleira. E não era para menos, pois nos últimos dez anos ocorreram 195 mortes por acidentes de trabalho no Sistema Petrobrás, sendo que 163 eram trabalhadores terceirizados, o que comprova a precarização desta relação laboral.

Marco Antônio era funcionário da empresa Perbras, contratada pela Petrobrás. Já a situação de Rodrigo era ainda mais precarizada, já que era funcionário da Limp Tec, prestadora de serviço à Siem Consub, ou seja, uma quarteirização.

Para protestar contra a falta de segurança na empresa, os petroleiros próprios e terceirizados organizaram mobilizações nas bases representadas pela Federação Única dos Petroleiros [FUP/CUT] nesta sexta-feira, 13/11. O Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina [Sindipetro], com o auxílio da CUT-PR e de alguns sindicatos filiados, promoveu atrasos na entrada do expediente na Refinaria Presidente Getúlio Vargas [Repar], em Araucária, na Usina do Xisto [SIX], em São Mateus do Sul, e nos terminais Transpetro de Paranaguá, São Francisco do Sul, Guaramirim, Itajaí e Biguaçu.

O protesto mais expressivo aconteceu em Araucária por contar com a participação dos trabalhadores das obras de ampliação da Repar. “Os operários estão preocupados com a segurança na área industrial e também com o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho firmado a partir da luta no movimento paredista deflagrado no mês de julho. É inadmissível que aconteçam acidentes fatais em uma empresa como a Petrobrás, que detém de muitos recursos, ainda mais com essa frequência média de quase duas mortes por mês”, disse Roni Anderson Barbosa, presidente da CUT Paraná.

Na avaliação de Silvaney Bernardi, presidente do Sindipetro, o ato em defesa da vida atingiu seu objetivo por contar com grande participação dos petroleiros do efetivo próprio e das atividades terceirizadas. “Isso demonstra a importância do tema para os trabalhadores e trabalhadoras, que denunciaram a política de Saúde, Meio Ambiente e Segurança de faz de conta do Sistema Petrobrás, mais preocupada em proteger juridicamente os gestores da responsabilização pelos acidentes e mortes, do que efetivamente garantir a segurança e a saúde daqueles que fazem a pujança da Companhia. A criminosa prática de subnotificações de acidentes é frequente e administrativamente orientada para não impactar nos indicadores da empresa. O recado foi dado: Basta de mortes! Basta de esconder os acidentes! Basta de hipocrisia!” conclui Bernardi.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.

Close