(São Paulo) Começam em fevereiro as negociações específicas dos bancários com o grupo ABN (ABN, Real, Sudameris, Bandepe e Paraiban). A primeira rodada deve ocorrer entre os dias 13 e 17 de fevereiro. A pauta de negociação foi definida a partir das indicações que surgiram durante os encontros dos empregados dos bancos privados, promovidos pela Confederação Nacional dos Bancários (CNB), no final da Campanha Salarial de 2005.
Manutenção e ampliação do emprego foi a principal reivindicação definida pelos trabalhadores do Grupo ABN. A preocupação se justifica uma vez que no ano passado, 50 bancários foram demitidos em média por mês, e outros 600 trabalhadores foram terceirizados em novembro.
“Como uma das maiores rentabilidades da empresa é alcançada no Brasil, a instituição financeira tem condições de sobra para reverter esta situação e atender à solicitação dos bancários”, ressalta Marcelo Gonçalves, diretor do Sindicato. “Além disso, o grupo ABN reduziu custos, lançou a campanha para atingir um milhão de clientes e nos últimos dois anos aumentou acima do esperado o número novas contas”, completa.
Seguindo o ranking das prioridades apontadas pelos bancários estão os salários. Os trabalhadores cobram o cumprimento do acordo firmado em 1998 – que prevê o realinhamento salarial para os casos dos supervisores de operações e dos subgerentes de vendas -, e a equiparação salarial, já que é comum o funcionário desenvolver várias funções e ser remunerado apenas por uma ou ainda receber salário inferior a outro bancário que desenvolve a mesma atividade.
Isenção integral de tarifas também será tema das negociações. Atualmente, apenas em alguns casos o bancário é dispensado do pagamento. Saúde e condições de trabalho também constam da pauta de debates, com destaque para prevenção de acidentes de trabalho e reabilitação e isonomia de direitos aos afastados. A inclusão dos pais no convênio médico e a participação de funcionários na contratação do plano de saúde serão levados à mesa de negociação, assim como a participação dos trabalhadores nos fundos de pensão.
“Os membros da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do grupo ABN vão à reunião com a expectativa de firmar acordos efetivos. Não vamos aceitar que as negociações se percam em debates. A empresa tem todas as condições de atender às reivindicações dos trabalhadores”, ressaltou Marcelo Gonçalves.
Fonte: Elisângela Cordeiro – Seeb SP
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Por Mhais• 9 de janeiro de 2006• 19:00• Sem categoria
ABN: Negociações específicas começam em fevereiro
(São Paulo) Começam em fevereiro as negociações específicas dos bancários com o grupo ABN (ABN, Real, Sudameris, Bandepe e Paraiban). A primeira rodada deve ocorrer entre os dias 13 e 17 de fevereiro. A pauta de negociação foi definida a partir das indicações que surgiram durante os encontros dos empregados dos bancos privados, promovidos pela Confederação Nacional dos Bancários (CNB), no final da Campanha Salarial de 2005.
Manutenção e ampliação do emprego foi a principal reivindicação definida pelos trabalhadores do Grupo ABN. A preocupação se justifica uma vez que no ano passado, 50 bancários foram demitidos em média por mês, e outros 600 trabalhadores foram terceirizados em novembro.
“Como uma das maiores rentabilidades da empresa é alcançada no Brasil, a instituição financeira tem condições de sobra para reverter esta situação e atender à solicitação dos bancários”, ressalta Marcelo Gonçalves, diretor do Sindicato. “Além disso, o grupo ABN reduziu custos, lançou a campanha para atingir um milhão de clientes e nos últimos dois anos aumentou acima do esperado o número novas contas”, completa.
Seguindo o ranking das prioridades apontadas pelos bancários estão os salários. Os trabalhadores cobram o cumprimento do acordo firmado em 1998 – que prevê o realinhamento salarial para os casos dos supervisores de operações e dos subgerentes de vendas -, e a equiparação salarial, já que é comum o funcionário desenvolver várias funções e ser remunerado apenas por uma ou ainda receber salário inferior a outro bancário que desenvolve a mesma atividade.
Isenção integral de tarifas também será tema das negociações. Atualmente, apenas em alguns casos o bancário é dispensado do pagamento. Saúde e condições de trabalho também constam da pauta de debates, com destaque para prevenção de acidentes de trabalho e reabilitação e isonomia de direitos aos afastados. A inclusão dos pais no convênio médico e a participação de funcionários na contratação do plano de saúde serão levados à mesa de negociação, assim como a participação dos trabalhadores nos fundos de pensão.
“Os membros da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do grupo ABN vão à reunião com a expectativa de firmar acordos efetivos. Não vamos aceitar que as negociações se percam em debates. A empresa tem todas as condições de atender às reivindicações dos trabalhadores”, ressaltou Marcelo Gonçalves.
Fonte: Elisângela Cordeiro – Seeb SP
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