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Altos lucros deixam bancos sem motivos para negativas neste dia de negociação

Na negociação desta sexta, banqueiros têm totais condições de atender às reivindicações
São Paulo – Após intensas mobilizações dos bancários, envolvendo cerca de 20 mil bancários em mais de cem agências, a Fenaban saiu da inércia e resolveu marcar a quarta negociação com o Comando Nacional. A reunião será nesta sexta-feira, a partir das 15h, em São Paulo. A última reunião aconteceu há 15 dias. A minuta de reivindicações foi entregue à Fenaban no dia 10 de agosto.
Na mesa, os bancários esperam um tratamento digno e uma negociação séria e que os banqueiros atendam às reivindicações da categoria, afinal de contas, os bancos têm totais condições para isso. Veja abaixo alguns pontos que reforçam isso:
Os lucros justificam o aumento real
Os 50 maiores bancos registraram um crescimento de 40,3% no lucro líquido em um ano, segundo o Banco Central, relativo ao primeiro semestre deste ano. Estas instituições representam 85% do sistema financeiro brasileiro. Além disso, um estudo realizado pelo Dieese junto a 271 acordos coletivos fechados no primeiro semestre deste ano revela que 82% (222 categorias) tiveram reajuste nos salários acima da inflação. Se outros setores econômicos, que não obtêm a lucratividade do financeiro, valorizam seus funcionários, os bancos têm obrigação de fazer sua parte.
Diretores recebem milhões
Bradesco, Itaú e Unibanco já distribuíram gordas PLRs para uma parcela de suas diretorias. Os prêmios chegam a R$ 400 mil. Os bancários exigem a ampliação da Participação para 1 salário mais R$ 1.500, acrescidos de 5% do lucro líquido dos bancos, com distribuição linear a seus empregados. Se a diretoria pode, os funcionários também têm direito.
Altas receitas com tarifas bancárias
Só os sete maiores bancos do país (BB, Caixa, Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander Banespa e Nossa Caixa) faturaram cerca de R$ 31 bilhões em taxas de serviços cobradas dos clientes.
Com esse dinheiro, pagam os custos de suas folhas de pagamento e, em alguns casos, ainda sobra dinheiro. Apesar disso, os bancos mantêm agências com cada vez menos funcionários, dos quais cobram metas de produção absurdas e empurram os clientes para o autoatendimento, a internet e os correspondentes bancários.
Mordomias
Os principais banqueiros do país estiveram em Comandatuba, litoral da Bahia, onde promoveram um seminário sobre crédito bancário, durante o feriadão de 7 de setembro (leia mais aqui). Naquela semana, porém, os bancários esperavam novas negociações, desta vez acerca das cláusulas econômicas da minuta de reivindicações.
Na platéia do seminário estavam 47 juízes, que tiveram todas as despesas pagas (pelo menos R$ 184 mil). Se tem dinheiro para essas despesas, também tem para atender as reivindicações dos bancários.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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Altos lucros deixam bancos sem motivos para negativas neste dia de negociação

Na negociação desta sexta, banqueiros têm totais condições de atender às reivindicações

São Paulo – Após intensas mobilizações dos bancários, envolvendo cerca de 20 mil bancários em mais de cem agências, a Fenaban saiu da inércia e resolveu marcar a quarta negociação com o Comando Nacional. A reunião será nesta sexta-feira, a partir das 15h, em São Paulo. A última reunião aconteceu há 15 dias. A minuta de reivindicações foi entregue à Fenaban no dia 10 de agosto.

Na mesa, os bancários esperam um tratamento digno e uma negociação séria e que os banqueiros atendam às reivindicações da categoria, afinal de contas, os bancos têm totais condições para isso. Veja abaixo alguns pontos que reforçam isso:

Os lucros justificam o aumento real

Os 50 maiores bancos registraram um crescimento de 40,3% no lucro líquido em um ano, segundo o Banco Central, relativo ao primeiro semestre deste ano. Estas instituições representam 85% do sistema financeiro brasileiro. Além disso, um estudo realizado pelo Dieese junto a 271 acordos coletivos fechados no primeiro semestre deste ano revela que 82% (222 categorias) tiveram reajuste nos salários acima da inflação. Se outros setores econômicos, que não obtêm a lucratividade do financeiro, valorizam seus funcionários, os bancos têm obrigação de fazer sua parte.

Diretores recebem milhões

Bradesco, Itaú e Unibanco já distribuíram gordas PLRs para uma parcela de suas diretorias. Os prêmios chegam a R$ 400 mil. Os bancários exigem a ampliação da Participação para 1 salário mais R$ 1.500, acrescidos de 5% do lucro líquido dos bancos, com distribuição linear a seus empregados. Se a diretoria pode, os funcionários também têm direito.

Altas receitas com tarifas bancárias

Só os sete maiores bancos do país (BB, Caixa, Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander Banespa e Nossa Caixa) faturaram cerca de R$ 31 bilhões em taxas de serviços cobradas dos clientes.

Com esse dinheiro, pagam os custos de suas folhas de pagamento e, em alguns casos, ainda sobra dinheiro. Apesar disso, os bancos mantêm agências com cada vez menos funcionários, dos quais cobram metas de produção absurdas e empurram os clientes para o autoatendimento, a internet e os correspondentes bancários.

Mordomias

Os principais banqueiros do país estiveram em Comandatuba, litoral da Bahia, onde promoveram um seminário sobre crédito bancário, durante o feriadão de 7 de setembro (leia mais aqui). Naquela semana, porém, os bancários esperavam novas negociações, desta vez acerca das cláusulas econômicas da minuta de reivindicações.

Na platéia do seminário estavam 47 juízes, que tiveram todas as despesas pagas (pelo menos R$ 184 mil). Se tem dinheiro para essas despesas, também tem para atender as reivindicações dos bancários.

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