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Por 23:04 Sem categoria

ANP lamenta não ter leilão para entregar blocos de petróleo para multinacionais

Para tentar “explicar” a venda total ou parcial de blocos petrolíferos no Brasil já licitados, Agência Nacional de Petróleo (ANP) saiu-se com uma pérola: a falta de leilões está estimulando a venda ou associações em blocos exploratórios de petróleo. “Estamos analisando bastante coisa porque o país continua atrativo e neste momento não há leilão”, afirmou o diretor da ANP Helder Queiroz, na terça-feira (1º).

O último leilão promovido pela agência foi em 2008, quando ocorreu a 10ª Rodada de Licitações, ano que explodiu a crise nos EUA provocada pela ação dos monopólios e que se espalhou pelo mundo afora – e que persiste até hoje, sem perspectiva de solução tanto para os norte-americanos quanto para Europa e Japão.

É por estarem imersos nessa profunda crise que os monopólios estão procurando se desfazer de alguns ativos para tapar o rombo em sua matrizes. Assim, a norte-americana Devon vendeu para a britânica British Petroleum (BP) ativos no Brasil, aprovada pela ANP em maio deste ano, e em outros países. Lembremos que a agência aprovou essa transferência após acidente em bloco da BP no Golfo do México, considerado o pior derramamento de petróleo nos EUA. Em abril, a ANP havia concedido classificação de operadora “A” para a BP, o que lhe permite operar em qualquer tipo de região de exploração de petróleo no Brasil.

A espanhola Repsol também se desfez de ativos no Brasil. Em dezembro do ano passado, vendeu 40% de sua participação nos blocos de Guará e Carioca, ambos no pré-sal, para a chinesa Sinopec. No mesmo mês vendeu para a Petrobrás os 30% de participação acionária que detinha na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). A norte-americana Anadarko também é outra que já anunciou a disposição de vender ativos, inclusive um bloco no pré-sal da Bacia de Campos.

CAMPO DE LULA

A BP estuda em colocar à venda parte dos ativos que possui no Brasil. Segundo matérias veiculadas na imprensa, o monopólio britânico teria a intenção de vender cerca de 10% de sua participação (25%) no campo de Lula (ex-Tupi), no pré-sal, para a Sinopec. Diante disso, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, disse que a estatal irá exercer o seu direito de preferência de compra. O campo tem reservas estimadas em oito bilhões de barris.

A Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) destacou no site o artigo do jornalista Fernando Brito que adverte que “sem que a Petrobrás exerça seu direito contratual, o maior campo de petróleo do Brasil, e um dos maiores do mundo, hoje tem seu destino totalmente alienado dos interesses nacionais”. Segundo Brito, “os ingleses, em tempos de retração da economia europeia, estão loucos para vender”.

TNK-BP

O fato de a brasileira HRT ter vendido 45% de 21 blocos no rio Solimões para a anglo-russa TNK-BP só demonstra quão temerária é a intenção do diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, de estimular a participação de pequenas empresas nos leilões. O contrato entre as duas empresas prevê a opção de a TNK – na qual a BP possui 50% de participação – poder aumentar em 10% sua participação, ou seja, alcançaria 55% nos blocos na Amazônia. A HRT foi formada por ex-funcionários da Petrobrás.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.horadopovo.com.br

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