Mesmo com a interferência do Poder Judiciário no direito de greve dos trabalhadores bancários que imputou multa de 200 mil reais diários para cada agência do Itaú fechada e de 70 mil por hora para cada agência do banco Bradesco sem expediente, 184 agências não abriram nesta quarta-feira, dia 15 de outubro.
Pelo direito a greve. A CUT e a CTB realizam amanhã, às 11 horas, em frente ao banco Bradesco da Marechal Deodoro, um ato em defesa do direito de greve garantido pela Constituição Federal. O protesto é contra as decisões judiciais chamadas de interdito proibitório que impedem a não abertura de agências bancárias e a adesão dos trabalhadores bancários à greve. As centrais apóiam a greve dos bancários e lutam pelo fim da prática anti-sindical e do “estrangulamento” do direito de greve por medidas judiciais.
Nesta quarta, apesar dos interditos proibitórios conquistados pelos bancos Bradesco e Itaú, 184 agências e 11 Centros Administrativos (4 HSBC, 3 CEF e 4 BB) não tiveram expediente. A greve se manteve forte nos bancos públicos, 46 agências da Caixa Econômica e 52 do Banco do Brasil estão fechadas em curitiba e região.
Amanhã (16), às 10h, os representantes dos bancários estarão reunidos com a Federação Nacional dos Bancos. A expectativa dos trabalhadores é que a Federação apresente uma proposta coerente com os anseios da categoria, já que a última proposta foi no dia 24 de setembro e de apenas 0,3% de ganho real.
Fonte: SEEB/Curitiba
No oitavo dia de greve trabalhadores bancários continuam firmes na LUTA
A greve dos bancários permanece forte em todo o Brasil. Nesta quarta-feira, 15, véspera da nova rodada de negociações com a Fenaban (Federação dos Bancos), são mais 5400 agências paralisadas no país. No Paraná, nas bases dos sindicatos dos bancários filiados à Federação dos Bancários da CUT – FETEC-CUT/PR, são pelo menos 18.000 trabalhadores bancários parados.
A adesão só não é ainda maior devido a inúmeros interditos proibitórios que “chovem” em cima dos sindicatos, no intuito de desmobilizar a categoria. Isso sem falar na truculência dos bancos, que convocam até a força policial para abrir as agências e impedir o movimento grevista.
O interior do estado mostra sua força e a disposição para a greve. Hoje já são 231 agências fechadas. Na capital, 184 agências e 11 centros administrativos estão sem expediente. “É a resposta dura dos trabalhadores, que estão dispostos a cruzar os braços até que os banqueiros apresentem uma proposta condizente com as reivindicações da categoria”, avalia Roberto von der Osten, presidente da FETEC-CUT/PR e representante paranaense nas negociações com os bancos.
Com informações de Isabela Medeiros
Imprensa – FETEC-PR/CUT