Centrais sindicais vão defender fim do fator previdenciário, diz presidente da CUT
Brasília – As centrais sindicais defenderão na Câmara dos Deputados a aprovação dos projetos de lei que acabam com o fator previdenciário e reajustam os benefícios da Previdência Social com base no mesmo percentual de aumento do salário mínimo, informou hoje (24) o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, depois de reunião de seis centrais sindicais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.
“Vamos defender o fim do fator previdenciário, a não ser que haja um processo de apresentação de proposta [por parte do governo]. Estamos abertos para a negociação”, disse.
O sindicalista argumentou que “o fator previdenciário tem claramente um erro na sua fórmula, porque dá um peso muito grande na expectativa de vida. Isso faz com que ninguém saiba quando vai se aposentar e nem quanto vai receber de aposentadoria”.
O governo alega que não tem como arcar com os gastos que serão provocados pelos projetos. Em reunião hoje (24) com o Conselho Político, o presidente Lula pediu aos líderes aliados que apontem fontes de recursos.
Para Artur Henrique, é possível ter fontes de recursos se o governo mudar a política econômica. “Estamos defendendo que é possível construir alternativas, inclusive no orçamento. Basta diminuir o superávit primário”, defendeu.
De acordo com Artur Henrique, os sindicalistas não discutiram o assunto com Lula. A pauta do encontro de hoje foi a redução da informalidade no mercado de trabalho, a recuperação da massa salarial dos trabalhadores na renda nacional e a expansão da estrutura sindical.
O debate foi conduzido pelo ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.
Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil.
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CUT vai acompanhar e participar da discussão da reforma tributária, diz secretário
Brasília – O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, afirmou hoje (23) que os trabalhadores querem e vão participar das discussões da proposta de reforma tributária.
“A reforma tributária interessa muito aos trabalhadores. Portanto, nós estamos empenhados nesse debate e queremos acompanhar e intervir nesse processo de construção de proposta durante a tramitação [no Congresso Nacional]”, disse em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
O sindicalista reconheceu que a reforma é positiva, mas alguns pontos preocupam os trabalhadores.
“A reforma é positiva no aspecto da simplificação da tributação no Brasil, na medida em que unifica os impostos, com a criação do Imposto de Valor Agregado (IVA), em nível federal. Entretanto, entendemos que existem várias lacunas na proposta de reforma que o governo está apresentando”, disse Quintino.
A primeira lacuna, segundo o representante da CUT, diz respeito à substituição do salário-educação e o fim dos impostos hoje destinados especialmente à seguridade social – o Cofins e a Contribuição sobre Lucro Líquido (CSLL).
Quintino disse que outra preocupação dos trabalhadores é a forma como foi apresentada a proposta de desoneração da folha de pagamento, ou seja, a redução da contribuição patronal sobre a folha de pagamento, que, segundo ele, pode diminuir os recursos para a seguridade social.
“Nós concordamos e defendemos que haja uma desoneração da folha. Nossa proposta é que seja feita sobre o faturamento e não mais sobre a folha de salários da empresa”, defende Quintino.
Por Agência Brasil.
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