Paraná foi o sétimo Estado a ser visitado pelo presidente nacional da CUT desde sua posse
O auditório do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) sediou na última quinta-feira (14) a plenária dos sindicalistas paranaenses com o presidente nacional da CUT, Artur Henrique da Silva Santos. A atividade começou às 14h e contou com a participação de aproximadamente cinqüenta dirigentes da capital e do interior do Estado.
Antes da fala de Artur, o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro, fez uma exposição sobre o mercado de trabalho no Paraná. Segundo ele, de janeiro a julho deste ano o Paraná gerou 76.906 novas vagas de emprego formal no setor privado. “Este é o terceiro melhor resultado desde 2002, mas mostra uma desaceleração na criação de empregos, já que desde 2004 o número de novas vagas vem diminuindo”, disse. Cid afirmou que a razão dessa retração é o pequeno crescimento da economia e os resultados ruins obtidos pela agricultura, setor madeireiro e mobiliário no Estado. “Fatores como a seca, a ameaça de febre aftosa e a queda de renda no campo, em função do câmbio e da cotação dos produtos, influenciaram os resultados”.
Roni Anderson Barbosa, presidente CUT-Paraná, aproveitou o evento para fazer uma apresentação sobre a história da Central e o planejamento da atual gestão para o próximo período. “Visitaremos todas as dez regionais da CUT no Estado até o final do ano para fazer essas apresentações visando integrar cada vez mais os sindicatos com a Central”.
O presidente nacional da CUT começou sua exposição dizendo que essa é a sétima visita de uma série que ele está fazendo Brasil afora com o objetivo disso de diminuir a distância da CUT nacional com as estaduais. “Vamos trocar experiências para subsidiar as próximas lutas da Central”, enfatizou.
Toda a apresentação de Artur enfocou os desafios e prioridades da Central neste mandato, sistematizados em cinco eixos estratégicos (1 – Disputa de projetos; 2 – Papel negociador da CUT; 3 – Políticas públicas; 4 – Comunicação e formação; 5 – Hegemonia da CUT).
1 – Disputa de projetos – O primeiro ponto abordado por Artur na plenária foi as eleições 2006. “O que está em jogo nesse processo não é só Lula X Alckmin, mas sim uma disputa de projetos políticos. Não queremos o retorno do Estado mínimo e da criminalização dos movimentos sociais, com a constante tentativa de destruir as organizações populares. Queremos sim o fortalecimento da democracia e a valorização dos direitos. E isso certamente não virá com Alckmin, ou Geraldo? ou Geraldo Alckmin? ninguém mais sabe ao certo”, ironizou.
2 – Papel negociador da CUT – De acordo com o presidente nacional da CUT, a Campanha Unificada dos Trabalhadores é o centro desse eixo e é dividida em seis itens (salário e emprego, jornada de trabalho, saúde, segurança, políticas públicas, e direitos sindicais). “Precisamos envolver todas nossas entidades nesse projeto. Ele vai além das lutas de caráter corporativo, já que dialoga com toda sociedade. A intenção é aprimorar a experiência e a prática da CUT negociadora”.
3 – Políticas Públicas – “Precisamos fazer uma mudança cultural na CUT. Debater orçamento público é tarefa de todos, e não apenas dos servidores, como temos agido nos últimos anos. Vamos mudar esse pensamento e atuar nas três esferas de Poder. O primeiro passo é contratar uma assessoria política permanente no escritório de Brasília para acompanhar o trabalho do Congresso Nacional e auxiliar nossa intervenção naquela casa”.
4 – Comunicação e Formação – Segundo Artur, a CUT precisa construir mecanismos para disputar a opinião pública. “Se juntarmos todos os veículos de comunicação das nossas entidades temos mais tiragem do que qualquer jornal do país. A revista do Brasil, assim como o programa TV CUT, é uma iniciativa que busca disputar a opinião pública. Hoje ela conta com 360 mil exemplares em circulação por edição. A idéia é chegar ao mês de fevereiro com 600 mil, fazendo-a chegar a casa de cada filiado aos sindicatos que participam desse projeto”.
5 – Hegemonia da CUT – Para o presidente da CUT é necessário utilizar a formação para fazer a disputa ideológica com as outras centrais. “Na década de 80 ganhamos várias disputas sindicais. Nos anos 90 nossa principal tarefa foi resistir à ofensiva neoliberal. Nesse processo ganhamos espaço no Poder Público, mas nos acomodamos com a estrutura sindical. Isso não deve continuar a acontecer. Temos que ampliar nossa base de representação, deixando bem claro que nossa ideologia é bem diferente das outras centrais que existem no país”.
Após a fala de Artur, a plenária abriu para intervenções do público. Um dos temas mais abordados foi os ataques do Governo do Estado à organização sindical, com a abertura de processos administrativos disciplinares contra sindicalistas e suspensão de seus respectivos salários. A necessidade do combate à informalidade, com o avanço da economia solidária também foi uma constante nos debates.
As CUTs da Bahia e Ceará serão as próximas a receberem a visita do presidente nacional da Central.
Por Davi Macedo.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.
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Por Mhais• 18 de setembro de 2006• 23:46• Sem categoria
Artur Henrique, o presidente da CUT, expõe desafios e prioridades da Central Sindical em plenária no Paraná
Paraná foi o sétimo Estado a ser visitado pelo presidente nacional da CUT desde sua posse
O auditório do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) sediou na última quinta-feira (14) a plenária dos sindicalistas paranaenses com o presidente nacional da CUT, Artur Henrique da Silva Santos. A atividade começou às 14h e contou com a participação de aproximadamente cinqüenta dirigentes da capital e do interior do Estado.
Antes da fala de Artur, o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro, fez uma exposição sobre o mercado de trabalho no Paraná. Segundo ele, de janeiro a julho deste ano o Paraná gerou 76.906 novas vagas de emprego formal no setor privado. “Este é o terceiro melhor resultado desde 2002, mas mostra uma desaceleração na criação de empregos, já que desde 2004 o número de novas vagas vem diminuindo”, disse. Cid afirmou que a razão dessa retração é o pequeno crescimento da economia e os resultados ruins obtidos pela agricultura, setor madeireiro e mobiliário no Estado. “Fatores como a seca, a ameaça de febre aftosa e a queda de renda no campo, em função do câmbio e da cotação dos produtos, influenciaram os resultados”.
Roni Anderson Barbosa, presidente CUT-Paraná, aproveitou o evento para fazer uma apresentação sobre a história da Central e o planejamento da atual gestão para o próximo período. “Visitaremos todas as dez regionais da CUT no Estado até o final do ano para fazer essas apresentações visando integrar cada vez mais os sindicatos com a Central”.
O presidente nacional da CUT começou sua exposição dizendo que essa é a sétima visita de uma série que ele está fazendo Brasil afora com o objetivo disso de diminuir a distância da CUT nacional com as estaduais. “Vamos trocar experiências para subsidiar as próximas lutas da Central”, enfatizou.
Toda a apresentação de Artur enfocou os desafios e prioridades da Central neste mandato, sistematizados em cinco eixos estratégicos (1 – Disputa de projetos; 2 – Papel negociador da CUT; 3 – Políticas públicas; 4 – Comunicação e formação; 5 – Hegemonia da CUT).
1 – Disputa de projetos – O primeiro ponto abordado por Artur na plenária foi as eleições 2006. “O que está em jogo nesse processo não é só Lula X Alckmin, mas sim uma disputa de projetos políticos. Não queremos o retorno do Estado mínimo e da criminalização dos movimentos sociais, com a constante tentativa de destruir as organizações populares. Queremos sim o fortalecimento da democracia e a valorização dos direitos. E isso certamente não virá com Alckmin, ou Geraldo? ou Geraldo Alckmin? ninguém mais sabe ao certo”, ironizou.
2 – Papel negociador da CUT – De acordo com o presidente nacional da CUT, a Campanha Unificada dos Trabalhadores é o centro desse eixo e é dividida em seis itens (salário e emprego, jornada de trabalho, saúde, segurança, políticas públicas, e direitos sindicais). “Precisamos envolver todas nossas entidades nesse projeto. Ele vai além das lutas de caráter corporativo, já que dialoga com toda sociedade. A intenção é aprimorar a experiência e a prática da CUT negociadora”.
3 – Políticas Públicas – “Precisamos fazer uma mudança cultural na CUT. Debater orçamento público é tarefa de todos, e não apenas dos servidores, como temos agido nos últimos anos. Vamos mudar esse pensamento e atuar nas três esferas de Poder. O primeiro passo é contratar uma assessoria política permanente no escritório de Brasília para acompanhar o trabalho do Congresso Nacional e auxiliar nossa intervenção naquela casa”.
4 – Comunicação e Formação – Segundo Artur, a CUT precisa construir mecanismos para disputar a opinião pública. “Se juntarmos todos os veículos de comunicação das nossas entidades temos mais tiragem do que qualquer jornal do país. A revista do Brasil, assim como o programa TV CUT, é uma iniciativa que busca disputar a opinião pública. Hoje ela conta com 360 mil exemplares em circulação por edição. A idéia é chegar ao mês de fevereiro com 600 mil, fazendo-a chegar a casa de cada filiado aos sindicatos que participam desse projeto”.
5 – Hegemonia da CUT – Para o presidente da CUT é necessário utilizar a formação para fazer a disputa ideológica com as outras centrais. “Na década de 80 ganhamos várias disputas sindicais. Nos anos 90 nossa principal tarefa foi resistir à ofensiva neoliberal. Nesse processo ganhamos espaço no Poder Público, mas nos acomodamos com a estrutura sindical. Isso não deve continuar a acontecer. Temos que ampliar nossa base de representação, deixando bem claro que nossa ideologia é bem diferente das outras centrais que existem no país”.
Após a fala de Artur, a plenária abriu para intervenções do público. Um dos temas mais abordados foi os ataques do Governo do Estado à organização sindical, com a abertura de processos administrativos disciplinares contra sindicalistas e suspensão de seus respectivos salários. A necessidade do combate à informalidade, com o avanço da economia solidária também foi uma constante nos debates.
As CUTs da Bahia e Ceará serão as próximas a receberem a visita do presidente nacional da Central.
Por Davi Macedo.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.
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