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Assembléia popular marca os 25 anos da Central Única dos Trabalhadores, os 25 anos de fundação da CUT

Ato, em São Bernardo do Campo, contou com a participação de trabalhadores de todo o Brasil

São Paulo – A 12ª Plenária Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi encerrada com um grande ato na sexta, 8 de agosto: a Assembléia Popular da Classe Trabalhadora, em São Bernardo do Campo, um dos berços do movimento sindical cutista.

O evento contou com a participação de brasileiros vindos de vários estados do país, para comemorar os 25 anos da CUT e conhecer o Plano de Lutas, que irá a voto durante a assembléia. O plano, elaborado pela 12ª Plenária, é um conjunto de propostas e bandeiras que vão orientar as ações da Central para o próximo período.

“Essa assembléia tem um significado simbólico e prático de grandes dimensões. Além de comemorar os 25 anos de lutas e conquistas da CUT, coloca em marcha uma das resoluções reforçadas pela plenária, que é aprofundar a disputa de hegemonia junto à sociedade. Vamos apresentar nosso Plano de Lutas em um ato aberto, disputando a opinião pública durante a plenária”, disse o presidente Artur Henrique.

O ato político sai na defesa mais e melhores direitos, desenvolvimento com distribuição de renda, igualdade e soberania nacional, entre outros eixos da estratégia cutista. O Plano de Lutas, debatido por 528 delegados e delegadas na plenária, aprofunda e detalha esses eixos.

Propostas – Saíram da plenária propostas estratégicas que darão suporte ao Plano de Lutas. Entre as decisões, destacam-se:

. combate às Fundações Estatais de Direito Privado;

. exigir o fortalecimento do serviço público de fiscalização das relações de trabalho, através de mais investimentos nas Delegacias Regionais do Trabalho e abertura de concursos públicos em número consistente para a missão de combater o trabalho escravo, infantil, “pejotização” de trabalhadores e outros ataques aos direitos;

. disputar, através dos valores fundamentais cutistas, os projetos de investimento em agroenergia, de modo que todos os investimentos públicos tenham contrapartidas sociais como trabalho decente, capacitação, garantia de respeito ao meio ambiente e fortalecimento da agricultura familiar, incluindo a valorização dos trabalhadores em toda a cadeia produtiva, no campo e na cidade;

. reforma urbana;

. engajar a CUT na luta contra a violência sexual contra crianças e adolescentes; e

. aprofundar as relações com os movimentos sociais.

Cláudia Motta com informações da CUT – 08/08/2008.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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CUT aprova novo plano de lutas durante assembléia em São Bernardo do Campo

São Paulo – Como parte das comemorações dos seus 25 anos, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou na tarde de hoje (08), em São Bernardo do Campo (SP), uma assembléia para votar seu novo plano de lutas. Debaixo de chuva, na Praça da Matriz, as cerca de seis mil pessoas, segundo a organização (duas mil pessoas, nos números da Polícia Militar), aprovaram o plano de lutas por unanimidade.

Entre os temas apresentados pela CUT em seu plano de lutas estão o combate à inflação, a defesa de uma nova tabela do Imposto de Renda, a redução de jornada de trabalho, a intervenção nas eleições municipais e a busca pela hegemonia de projetos na sociedade, item que foi destacado pelo presidente nacional da central, Artur Henrique.

Segundo ele, a disputa pela hegemonia vai exigir uma disputa pelo modelo de desenvolvimento. “Queremos ter desenvolvimento, mas que venha junto com crescimento econômico, com distribuição de renda, com valorização do trabalho e, principalmente, com sustentabilidade social e ambiental”, disse.

Sobre a busca por um novo modelo no Imposto de Renda, Artur Henrique disse que a proposta da CUT é que “quem ganha menos, pague menos; quem ganha mais, pague mais”. A idéia, segundo ele, é que “quem aplica no setor produtivo e gera emprego e renda”, pague menos impostos. “Mas quem aplica na Bolsa de Valores, quem aplica no mercado financeiro e não gera absolutamente nenhum emprego, tem que pagar mais impostos”.

Henrique também criticou o aumento de juros para conter a inflação. “Nossa proposta é menos juros, menos especulação, mais crescimento econômico e mais comida no prato brasileiro. Para isso é preciso reforma agrária, fortalecimento da agricultura familiar e a possibilidade de produzir alimentos de melhor qualidade e de maior quantidade para o conjunto da população”.

Edílson de Paula Oliveira, presidente da CUT em São Paulo, acredita que uma das principais lutas da central será a da redução da jornada de trabalho. “Nós não podemos esperar 80 anos para reduzir a jornada de trabalho. Temos que trabalhar na perspectiva de fazer uma organização, uma luta em todo o Brasil e convencer os nossos deputados federais e senadores de que é importante a redução da jornada de trabalho no país para se poder ter uma jornada mais adequada para a realidade de hoje”. A CUT defende a jornada de trabalho de 40 horas semanais.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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