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Por 16:33 Agenda Sindical, Destaque

Ato em frente ao Banco Central em Curitiba exige fim dos juros altos

A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT-PR) participou nesta terça-feira (21) de um protesto em frente à sede do Banco Central em Curitiba. O ato, organizado pelas centrais sindicais, foi contra os juros altos da Selic e contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Os movimentos sociais entendem que a manutenção dos juros em 13,75% é inadmissível e que isso vem impedindo o Brasil de gerar empregos. A Selic neste valor interessa apenas àqueles que vivem de especulação e traz prejuízos para a população.

O presidente da Fetec, Deonísio Schmidt, ressalta que vivemos um governo que defende o povo e que esta política de juros altos nos remete aos terríveis anos do período anterior. “Vamos lutar para baixar estas altas taxas. Não podemos aceitar que o presidente do BC, um bolsonarista convicto, conduza a instituição desta forma. Nós derrotamos esta política fascista da gestão passada. O povo quer comida, desenvolvimento, emprego, saúde e educação. Os juros altos impedem isto. Ou o Campos Neto baixa os juros ou que vá embora”, opina.
Deonísio diz também que esta política atual do BC está “matando” a população. “Temos uma das maiores taxas reais do mundo e um dos menores índices de crescimento. O vencedor do Nobel de economia (Jospeh Stiglitz, economista estadunidense) disse que os juros daqui são chocantes e equivalem à pena de morte. Não há outra saída, a não ser fora Campos Neto. Viva o povo brasileiro”.

Explicar para a população

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Financiários de Curitiba e região, Antonio Fermino, é importante que o movimento sindical explique para a população dos malefícios dos juros altos. “A Selic a este valor só privilegia o capital especulativo. Precisamos mostrar na prática para a sociedade o quanto eles perdem com isso. A cada momento em que a taxa fica como está, menos dinheiro para saúde, educação, entre outros. Não dá para ficar com uma pessoa eleita por um mandato que não faça parte do projeto vencedor das urnas. É a raposa cuidando do galinheiro. Por isso exigimos ‘fora Campos neto’”, salienta.

Fora da realidade

A política de juros atual do BC é fora da realidade. O Brasil vive hoje a chamada inflação por oferta e não há justificativa para a manutenção de uma taxa tão alta. De acordo com Sandro Dias, economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), esta taxa impacta fortemente na vida dos trabalhadores. “Quem for financiar uma casa, um automóvel, acaba pagando mais, pois o custo do bem acaba ficando mais caro. Em contrapartida, quem vive de especulação aplica os seus recursos em títulos públicos federais, pois o retorno financeiro deste é muito maior de quem investe na produção. Juros altos resultam em concentração de renda, de impedir o crescimento efetivo da economia, de atraso para o país. Por isso a importância em questionar esta política de juros do BC”, informa.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT/PR), Marcio Kieller, indaga os motivos de os juros continuarem tão altos. “Não é possível um presidente do Banco Central, alinhado com os banqueiros e indicado por outro presidente seguir atrapalhando os planos de desenvolvimento para o Brasil. Esta taxa de juros é impraticável em qualquer lugar do mundo e serve, apenas, para dar dinheiro para banqueiro enquanto a classe trabalhadora é quem paga a conta. Menos juros, mais investimento e mais desenvolvimento”, encerra.

Texto e foto: Flávio Augusto Laginski

Fonte: Fetec

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