Rio – Entre 2002 e 2003, o número de brasileiros que vivem na miséria aumentou em 2,4 milhões. Passou de 45 milhões para 47,4 milhões no espaço de um ano. A proporção da população que não tem renda suficiente para suprir as necessidades básicas de alimentação subiu de 26,23% em 2002 para 27,26% em 2003. O crescimento ocorrido no primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva interrompe pela segunda vez a trajetória de queda registrada desde 1993, quando a miséria atingia 36,57% da população.
Os cálculos são do economista Marcelo Néri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) 2003, do IBGE. Néri considera miseráveis os brasileiros que têm renda individual inferior a R$ 108 mensais. Este é o valor apontado pelo economista como o mínimo necessário para o consumo diário de 2.888 calorias. Em 2002, a renda mínima necessária calculada por Néri era de R$ 93 mensais.
O estudo mostra que a miséria cresceu nas regiões metropolitanas e caiu na área rural. No Brasil Metropolitano, a proporção subiu de 16,6% para 19,14%. Na rural, houve queda, mas a miséria ainda atinge mais de metade a população. A redução foi de 51,4% para 51%.
Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Social disse não conhecer a metodologia da FGV, mas considerou que “as estatísticas estão de acordo com a prioridade que o governo Lula deu às áreas pobres do interior do Brasil” e que o governo “espera melhorar os indicadores metropolitanas este ano”, com a inclusão de 900 mil famílias dessas áreas do Bolsa-Família.
Fonte: O Estadão – Luciana Nunes Leal
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Por Mhais• 15 de outubro de 2004• 09:57• Sem categoria
Aumenta número de brasileiros miseráveis entre 2002 e 2003
Rio – Entre 2002 e 2003, o número de brasileiros que vivem na miséria aumentou em 2,4 milhões. Passou de 45 milhões para 47,4 milhões no espaço de um ano. A proporção da população que não tem renda suficiente para suprir as necessidades básicas de alimentação subiu de 26,23% em 2002 para 27,26% em 2003. O crescimento ocorrido no primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva interrompe pela segunda vez a trajetória de queda registrada desde 1993, quando a miséria atingia 36,57% da população.
Os cálculos são do economista Marcelo Néri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) 2003, do IBGE. Néri considera miseráveis os brasileiros que têm renda individual inferior a R$ 108 mensais. Este é o valor apontado pelo economista como o mínimo necessário para o consumo diário de 2.888 calorias. Em 2002, a renda mínima necessária calculada por Néri era de R$ 93 mensais.
O estudo mostra que a miséria cresceu nas regiões metropolitanas e caiu na área rural. No Brasil Metropolitano, a proporção subiu de 16,6% para 19,14%. Na rural, houve queda, mas a miséria ainda atinge mais de metade a população. A redução foi de 51,4% para 51%.
Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Social disse não conhecer a metodologia da FGV, mas considerou que “as estatísticas estão de acordo com a prioridade que o governo Lula deu às áreas pobres do interior do Brasil” e que o governo “espera melhorar os indicadores metropolitanas este ano”, com a inclusão de 900 mil famílias dessas áreas do Bolsa-Família.
Fonte: O Estadão – Luciana Nunes Leal
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