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Balanço das negociações dos reajustes salariais no primeiro semestre de 2009

As negociações salariais de 245 categorias com data-base no primeiro semestre de 2009 registraram resultados melhores que os apurados em 2008, segundo levantamento realizado a partir de dados reunidos pelo SAS-DIEESE. Esta informação faz parte do Estudos e Pesquisa 47, Balanço das negociações dos reajustes salariais no primeiro semestre de 2009 que para esta análise reuniu dados do mesmo grupo de categorias estudado em 2008.

Para este painel, em 2009, o percentual de negociações com reajustes iguais ou acima do INPC-IBGE ficou próximo a 93%, enquanto no ano anterior, 87% haviam apresentado desempenho positivo. Este quadro confirma que, de maneira geral, a crise mundial teve pouco efeito sobre os resultados para este item de pauta nas negociações coletivas.

Dos três setores de atividade analisados, a indústria foi o que mais sofreu com a redução da atividade econômica causada pela crise internacional, e o percentual de reajustes salariais inferiores à inflação cresceu de 6% em 2008, para 9% em 2009. No Comércio, somente um dos 31 documentos assinados por entidades sindicais do setor apresentou reajuste insuficiente para a reposição das perdas salariais em 2009, contra quatro em 2008. O setor de serviços apresenta a maior mudança no quadro dos reajustes salariais na comparação entre 2008 e 2009. Neste ano, cerca de 72% das negociações analisadas do setor obtiveram reajustes com incorporação de aumentos reais, o que implica um crescimento da ordem de 12 pp em relação a 2008 – o maior na comparação entre os setores.

Entre as considerações finais, o estudo destaca alguns fatores que podem ajudar a compreender o comportamento dos reajustes no primeiro semestre de 2009:

* o ajuste das empresas – nos segmentos econômicos e regiões geográficas em que a crise se manifestou com força – ocorreu principalmente pelo expediente da demissão de trabalhadores, e não pelos reajustes salariais das categorias;

* os efeitos da crise na economia brasileira que, ao longo do tempo, foram se configurando menos graves que o observado nos países centrais;

* a trajetória de recuo dos preços apontada pelo INPC-IBGE nos seis primeiros meses de 2009 foi um fator facilitador da negociação dos reajustes salariais; e

* a política de valorização do salário mínimo que impulsionou o reajuste dos menores salários, como observado em algumas categorias, em especial do setor de serviços.

Para conhecer o trabalho completo, acesse o endereço eletrônico http://www.dieese.org.br/restrito/estPesq47BalancoNegociacoes1sem09.pdf

Atenção:
Este link só estará ativo temporariamente. O acesso aos estudos e pesquisas do DIEESE é restrito a filiados e assinantes.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.dieese.org.br.

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Maioria dos trabalhadores teve ganhos acima da inflação no primeiro semestre, diz Dieese

São Paulo – Os reflexos da crise financeira internacional, que se agravou em setembro do ano passado, não chegaram a afetar as negociações salariais da maioria dos trabalhadores com data-base no primeiro semestre deste ano. É o que mostra o estudo Balanço das Negociações dos Reajustes Salariais no Primeiro Semestre de 2009, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base no Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS) da entidade.

O levantamento, feito com 245 categorias profissionais com base em acordos e convenções coletivas de trabalho, indica que 93% das correções igualaram-se ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou ficaram acima dele. O percentual foi superior ao de 2008 (87%). No conjunto analisado, 77% das negociações resultaram em ganhos maiores do que o INPC-IBGE contra 72% no ano passado.

As correções feitas apenas a título de reposição inflacionária foram dadas a 15,9% das categorias ante 14,7%, no ano passado.

Apenas 7,3% de um total de 18 categorias mantiveram-se com salários abaixo do INPC-IBGE. Ainda assim, o quadro indica melhora nas condições, porque, em 2008, eram 13,1%, atingindo 32 categorias.

A situação mais desfavorável foi constatada na indústria, área mais afetada pela crise financeira internacional. Nesse caso, aumentou a parcela de trabalhadores com reajustes salariais abaixo da inflação, passando de 6,2% para 9,3%. A maioria de um total de 98 segmentos da indústria (58,2%) obteve ganhos ligeiramente acima, ficando entre 0,01% e 1%, seguida dos que conquistaram reajustes em níveis entre 1,01% e 2%, caso de 19,4% dos empregados do setor. Apenas 1% conseguiu se situar em índices superiores a 5%.

No comércio, o estudo verificou que em 31 documentos firmados por entidades sindicais representativas dos trabalhadores apenas um mostra que eles não conseguiram repor as perdas inflacionárias em relação ao ano passado. Praticamente a metade dos sindicatos (14) convenceu os empresários a corrigir os vencimentos em níveis que oscilam entre 0,01% e 1%, uma condição igual à do ano anterior.

A mudança mais significativa ocorreu no setor de serviços, com 72% das negociações realizadas por 116 sindicatos resultando em incorporação de aumentos reais. A maioria, no entanto, ainda se manteve na faixa até 1%.

Por Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.

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Publicação com dados sobre mercado de trabalho e emprego é lançada em todo o país

São Paulo – Os indicadores sobre o emprego, em todo o país, estão agora compilados no anuário Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda, documento lançado hoje (12), simultaneamente, em todos os estados brasileiros.

O objetivo é que as informações sirvam de base para a implementação de políticas públicas voltadas para o setor. Em São Paulo, o lançamento contou com a presença de representantes das secretarias Estadual de São Paulo e municipais do Trabalho e Emprego, superintendentes regionais do Trabalho e sindicalistas.

O trabalho é uma realização do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Ministério do Trabalho e Emprego.

São cinco livretos com os temas Mercado de Trabalho, Intermediação de Mão de Obra, Seguro-Desemprego, Qualificação Social e Profissional e Economia Solidária, Proger (Programa de Geração de Emprego, Trabalho e Renda) e Juventude.

Segundo o superintendente regional do Trabalho de São Paulo, José Roberto de Melo, os dados serão divulgados para toda a sociedade. “Com esses indicadores, nós saímos das suposições e temos dados concretos, para que todos os atores possam agir de forma coordenada. Queremos tornar essas informações o mais coletivas possível”, observou.

O presidente do Dieese, Tadeu Moraes, destacou que o anuário é uma pesquisa inédita e completa que dará não só ao governo, como aos trabalhadores e empresários, um retrato do mundo do trabalho no Brasil. “A partir daí, poderemos debater uma política pública voltada para o trabalho, emprego e a renda. Todos os pontos são importantes, mas é preciso pegar cada tema para verificar onde são precisos investimentos”, disse.

O anuário traz dados de 2007. Segundo a publicação, no estado de São Paulo concentra-se 22,4% da população do país (os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). A População em Idade Ativa (PIA) é de 22,9% dos seus habitantes e a População Economicamente Ativa (PEA) é de 23,1% dos moradores do estado.

O trabalho indica, ainda, que 22,8% daqueles que compõem a PEA estão ocupados e 26,1% estão desempregados. O anuário mostra que 29,5% dos paulistas estão no trabalho formal.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lana Cristina.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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