Em reunião promovida nesta sexta-feira, dia 21, pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC) com vários gerentes de segurança dos bancos, o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) cobrou medidas eficazes para acabar com a onda crescente de ataques às instituições financeiras. O comandante do CPC, coronel Edson Ferreira Alves, concordou que “a situação é preocupante”, ouviu as propostas dos participantes e apresentou sugestões para os bancos.
O encontro foi realizado no auditório da Secretaria da Justiça e da Segurança (SJS), no centro da capital. Alves informou que os indicadores apontam uma elevação no número de assaltos em Porto Alegre. Em junho foram registrados seis casos e em julho já são oito, superando as ocorrências no ano passado.
Veja o quadro de roubos a estabelecimentos bancários na capital:
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Total
2005 3 3 6 2 3 4 1 22
2006 0 3 3 4 2 6 8 26
Fonte: Brigada Militar
O comandante ressaltou que “é preciso reduzir as oportunidades de cometimento do crime e que a sociedade unida e organizada é obstáculo para quem busca praticar um assalto”. Ele reclamou da legislação penal. “Muitos assaltantes de bancos são presos e depois são soltos”, comentou.
Alves sugeriu aos bancos “a colocação de grade interna ou externa, nos vidros que dão acesso à rua, e para possíveis ingressos pelas laterais de portas giratórias”. Também propôs “video-monitoramento no auto-atendimento e interior das agências com melhor qualidade nas imagens”.
O diretor do SindBancários e representante do RS na Comissão Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr, defendeu mais policiais e viaturas nas ruas para inibir a ação das quadrilhas e reduzir a sensação de insegurança. Ele reiterou a importância de instalar portas giratórias com detectores de metais na fachada das agências e postos, visando proteger o setor de auto-atendimento, onde hoje é realizada a maioria das operações bancárias.
O dirigente sindical reforçou a colocação de câmeras de vídeo, mas com monitoramento externo. Ainda lembrou a necessidade de que a abertura e o fechamento das agências seja feito através de empresas especializadas em segurança, evitando que gerentes e tesoureiros continuem sendo seqüestrados.
O presidente da Comissão de Segurança Bancária da Associação dos Bancos do RS, Jacir Meier, reclamou da exigência de vigilantes no auto-atendimento, conforme determinação da Polícia Federal. Também ressaltou a precariedade do treinamento feito por muitas empresas de vigilância.
“A presença do vigilante no auto-atendimento é positiva, desde que a porta giratória esteja instalada na fachada da agência e posto”, respondeu o representante dos bancários.
A volta de cabines blindadas também foi discutida. O gerente do Banrisul contou que a colocação de uma cabine no auto-atendimento, ao lado da porta giratória, acabou com o drama de uma agência da capital que sofreu cinco assaltos em apenas um ano.
Para Ademir, “a solução para a insegurança depende cada vez mais de investimentos do governo Rigotto em políticas sociais e segurança pública. Também passa pela utilização de parte dos lucros dos bancos para a compra de equipamentos de segurança, que faltam em muitas unidades, além da mudança de procedimentos”. Além disso, “diante dos níveis atuais de violência, é importante uma cultura de segurança na sociedade”, conclui o diretor do SindBancários.
Nova reunião será marcada pela Brigada Militar para agosto ou setembro com os gerentes de segurança dos bancos para avaliar a situação. O SindBancários será novamente convidado.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região
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