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Bancários de Curitiba e Região aprovam estado de greve

Em assembléia realizada nesta terça-feira (19), na Sociedade 13 de maio, mais de 200 bancários aprovaram o estado de greve, autorizaram a continuidade das paralisações parciais e a realização de uma assembléia no dia 25, que deflagrará greve no dia 26.

O caráter desta greve, por tempo indeterminado ou paralisação de 24 horas, será definido na nova assembléia. Ontem, na quinta rodada de negociação, o Comando Nacional ouviu mais um não dos banqueiros, que não apresentaram proposta econômica e continuam intransigentes. Hoje (20), foram realizadas negociações específicas com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Gilberto Reck, secretário de assuntos dos bancos públicos do Sindicato dos Bancários de Curitiba, lembrou na assembléia que a cada ano a campanha salarial tem uma dinâmica diferente. “No ano passado nós radicalizamos e fomos para a greve no dia 6 de outubro, mantendo a mobilização até o dia 11. Mais uma vez, nós estamos dispostos a enfrentar os banqueiros. Não vamos entregar as conquistas dos anos anteriores, não vamos aceitar perdas”, concluiu.

“Nas paralisações que já realizamos recebemos um forte apoio dos bancários dos bancos privados. O índice zero ofertado pelos banqueiros pegou muito mal e foi um fator de mobilização. Temos que desmistificar a idéia de que bancários do setor privado não fazem greve. A categoria não vai ficar refém dos interditos proibitórios”, afirmou Junior Cesar Dias, secretário de assuntos dos bancos privados.

“Os interditos são um problema sério, que temos que enfrentar com cautela e responsabilidade, mas não com medo”, complementou Eustáquio Moreira dos Santos, secretário de assuntos jurídicos do Sindicato.

O presidente em exercício do Sindicato dos Bancários de Curitiba, José Paulo Staub, lembrou que o banco HSBC já possui interditos proibitórios para suas agências e centros administrativos. “Até o Citibank que ainda não foi alvo de paralisações, já conseguiu o interdito na tentativa de coibir as atividades da campanha salarial dos bancários. Mas nós vamos provar que a categoria é mobilizada e consciente. Nossas conquistas foram asseguradas com muita luta e nós vamos enfrentar os interditos”.

A presidente licenciada do Sindicato, Marisa Stedile, afirmou que os bancários não baixarão a cabeça, mesmo diante das ameaças e da postura provocativa da Fenaban na mesa de negociação e responderão com um movimento forte.

Já o presidente licenciado da Federação dos Bancários, FETEC-CUT-PR, Adilson Stuzata, afirmou que o comportamento da Fenaban era esperado. “Os banqueiros são gananciosos, não iam dar nada de mão beijada. Eles estão insensíveis. Depende dos bancários, da união, garra e luta de cada um, o sucesso desta campanha salarial”.

Durante a assembléia os bancários presentes demonstraram indignação com a estratégia e infantilidade dos banqueiros, com o feriado dos desembargadores e ministros patrocinado pela Febraban em Comandatuba/BA, e com a insistência dos bancos em não debater a isonomia de direitos, entre trabalhadores da ativa – há diferenças para os que ingressaram pós-98- e trabalhadores ativos e inativos, e ainda, com a ausência de Planos de Cargos e Salários em diversos bancos.

Antonio Fermino, secretário-geral do Sindicato, salientou que a campanha salarial deste ano vai consolidar a campanha unificada, uma grande conquista de toda a categoria. “Deixamos de ser funcionários públicos, hoje somos bancários”, afirmou o dirigente, trabalhador da Caixa Econômica Federal. Fermino ressaltou que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil não apenas estão negociando concomitantemente as questões específicas, como também irão assinar a mesma Convenção Coletiva de Trabalho com as cláusulas econômicas.

Os dirigentes sindicais também enfatizaram que estão fazendo visitas às agências, discutindo a campanha com os trabalhadores bancários, bem como, irão promover reuniões com os delegados sindicais e ampliar os diálogos com os clientes, no intuito de mostrar a verdadeira face dos banqueiros e seus bancos. “O Sindicato em suas últimas atividades preveniu os clientes de que iria parar, que iríamos fazer greve. Apresentamos os lucros dos bancos, salientando que estão cada vez maiores e que, mesmo assim, os banqueiros estão virando as costas para os trabalhadores”, disse Fermino.

Patrícia Meyer
FETEC-CUT-PR

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Bancários de Curitiba e Região aprovam estado de greve

Em assembléia realizada nesta terça-feira (19), na Sociedade 13 de maio, mais de 200 bancários aprovaram o estado de greve, autorizaram a continuidade das paralisações parciais e a realização de uma assembléia no dia 25, que deflagrará greve no dia 26.
O caráter desta greve, por tempo indeterminado ou paralisação de 24 horas, será definido na nova assembléia. Ontem, na quinta rodada de negociação, o Comando Nacional ouviu mais um não dos banqueiros, que não apresentaram proposta econômica e continuam intransigentes. Hoje (20), foram realizadas negociações específicas com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
Gilberto Reck, secretário de assuntos dos bancos públicos do Sindicato dos Bancários de Curitiba, lembrou na assembléia que a cada ano a campanha salarial tem uma dinâmica diferente. “No ano passado nós radicalizamos e fomos para a greve no dia 6 de outubro, mantendo a mobilização até o dia 11. Mais uma vez, nós estamos dispostos a enfrentar os banqueiros. Não vamos entregar as conquistas dos anos anteriores, não vamos aceitar perdas”, concluiu.
“Nas paralisações que já realizamos recebemos um forte apoio dos bancários dos bancos privados. O índice zero ofertado pelos banqueiros pegou muito mal e foi um fator de mobilização. Temos que desmistificar a idéia de que bancários do setor privado não fazem greve. A categoria não vai ficar refém dos interditos proibitórios”, afirmou Junior Cesar Dias, secretário de assuntos dos bancos privados.
“Os interditos são um problema sério, que temos que enfrentar com cautela e responsabilidade, mas não com medo”, complementou Eustáquio Moreira dos Santos, secretário de assuntos jurídicos do Sindicato.
O presidente em exercício do Sindicato dos Bancários de Curitiba, José Paulo Staub, lembrou que o banco HSBC já possui interditos proibitórios para suas agências e centros administrativos. “Até o Citibank que ainda não foi alvo de paralisações, já conseguiu o interdito na tentativa de coibir as atividades da campanha salarial dos bancários. Mas nós vamos provar que a categoria é mobilizada e consciente. Nossas conquistas foram asseguradas com muita luta e nós vamos enfrentar os interditos”.
A presidente licenciada do Sindicato, Marisa Stedile, afirmou que os bancários não baixarão a cabeça, mesmo diante das ameaças e da postura provocativa da Fenaban na mesa de negociação e responderão com um movimento forte.
Já o presidente licenciado da Federação dos Bancários, FETEC-CUT-PR, Adilson Stuzata, afirmou que o comportamento da Fenaban era esperado. “Os banqueiros são gananciosos, não iam dar nada de mão beijada. Eles estão insensíveis. Depende dos bancários, da união, garra e luta de cada um, o sucesso desta campanha salarial”.
Durante a assembléia os bancários presentes demonstraram indignação com a estratégia e infantilidade dos banqueiros, com o feriado dos desembargadores e ministros patrocinado pela Febraban em Comandatuba/BA, e com a insistência dos bancos em não debater a isonomia de direitos, entre trabalhadores da ativa – há diferenças para os que ingressaram pós-98- e trabalhadores ativos e inativos, e ainda, com a ausência de Planos de Cargos e Salários em diversos bancos.
Antonio Fermino, secretário-geral do Sindicato, salientou que a campanha salarial deste ano vai consolidar a campanha unificada, uma grande conquista de toda a categoria. “Deixamos de ser funcionários públicos, hoje somos bancários”, afirmou o dirigente, trabalhador da Caixa Econômica Federal. Fermino ressaltou que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil não apenas estão negociando concomitantemente as questões específicas, como também irão assinar a mesma Convenção Coletiva de Trabalho com as cláusulas econômicas.
Os dirigentes sindicais também enfatizaram que estão fazendo visitas às agências, discutindo a campanha com os trabalhadores bancários, bem como, irão promover reuniões com os delegados sindicais e ampliar os diálogos com os clientes, no intuito de mostrar a verdadeira face dos banqueiros e seus bancos. “O Sindicato em suas últimas atividades preveniu os clientes de que iria parar, que iríamos fazer greve. Apresentamos os lucros dos bancos, salientando que estão cada vez maiores e que, mesmo assim, os banqueiros estão virando as costas para os trabalhadores”, disse Fermino.
Patrícia Meyer
FETEC-CUT-PR

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