Durante três dias, 323 delegados construíram a pauta de reivindicações que será defendida na mesa de negociação com o banco
19/06/2016
Reunidos durante três dias, em São Paulo, no 27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), 323 delegados e delegadas (212 homens e 111 mulheres) aprovaram, na manhã de domingo (19), as reivindicações específicas para a Campanha Nacional 2016. Os bancários debateram, no Hotel Holiday Inn, no Parque Anhembi, temas sobre remuneração, saúde, organização do movimento, sistema financeiro nacional e previdência, com a aprovação unânime do Fora Temer e das mobilizações em defesa dos bancos públicos.
Para o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Wagner Nascimento, a pauta aprovada dialoga com todos os funcionários do BB e reforça a luta da categoria contra as ameaças de privatização e de retirada de direitos dos trabalhadores. “Os debates foram muito produtivos, com uma programação maior para as discussões em grupos, que teve como resultado na planária final um número maior de consenso. Foi um grande Congresso, com muitas pautas consensuais para desenvolver uma campanha defendendo o Banco do Brasil, defendendo as empresas públicas e defendendo a nossa minuta de reinvindicação específica. Mesmo em uma conjuntura adversa nós entendemos que é possível avançarmos nas conquistas e os bancos têm condições de atender as nossas reivindicações”, ressaltou.
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Confira as principais reivindicações dos funcionários do BB
Remuneração e condições de trabalho
Os delegados e delegadas presentes no 27º CNFBB reforçaram a importância da unidade nacional da categoria na política de aumento real de salários, com o índice de reajuste a ser retirado na Conferência Nacional dos Bancários, que ocorrerá de 29 a 31 de julho, em São Paulo, com a participação de toda a categoria.
Os funcionários do BB reivindicam um Plano de Carreira e Remuneração (PCR) com aumento nas promoções por mérito e com inclusão de escriturários. Eles vão propor ao banco que seja estipulado como piso para o PCR o salário mínimo do Dieese e o interstício na tabela de antiguidade de 6%, com mérito maior e para todos.
Na luta por melhores condições de trabalho, os bancários denunciaram práticas antissindicais dentro do BB e exigem o fim do assédio moral e das metas abusivas, assim como o respeito à jornada de trabalho e a inclusão dos 15 minutos de descanso para as mulheres dentro da jornada.
Saúde Pública e Suplementar/Cassi
Entre as propostas aprovadas no Congresso está a realização de um fórum nacional sobre saúde. Os delegados e delegadas discutiram o grande número de bancários adoecidos e a importância do fortalecimento do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF), com a ampliação de cobertura do déficit da Cassi pelo Banco do Brasil.
Também foi aprovada a manutenção do princípio de solidariedade na Cassi e a inclusão de funcionários oriundos de bancos incorporados pelo BB para que sejam assistidos pela ESF.
Os bancários reivindicam um serviço de prevenção mais completo, com melhorias na eficiência do Exame Periódico de Saúde (EPS) do banco, além de mais autonomia na estrutura do Serviço Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).
Aumentar o número de ausências permitidas de todos os funcionários e das pessoas com deficiência (PCD) é outra reivindicação. Muitos bancários destacaram que cadeirantes, ou mesmo funcionários que usam próteses, necessitam de tempo para fazer a manutenção dos equipamentos.
Previdência Pública e Complementar/Previ
O Congresso referendou a instalação de uma mesa de negociação com o banco sobre o Economus (Instituto de Seguridade Social da Nossa Caixa). Os funcionários reivindicam que os participantes sejam os únicos beneficiários e criticam a indicação da diretoria feita apenas pelo BB, e antigamente pela Nossa Caixa.
Outro consenso foi a luta contra o PLP 268 (Fundos de Pensão). Está marcado para esta segunda-feira (20), às 13h, um grande tuitaço com a hashtag #Contra PLP268 para pressionar os parlamentares e barrar o projeto no Congresso Nacional. O Projeto de Lei altera para pior a governança dos fundos de pensão, acaba com a eleição de diretores e reduz os representantes dos participantes dos conselhos deliberativo e fiscal.
A reforma da previdência proposta pelo governo interino e ilegítimo de Michel Temer também foi rechaçada pelo 27º CNFBB. O Congresso defendeu uma previdência pública solidária e universal, que garanta aposentadoria integral a todos os trabalhadores.
Em relação à Previ, os funcionários do BB querem o fim da resolução 26, para que o superávit do plano de previdência seja investido na melhoria dos benefícios. Outra reivindicação reiterada é o fim do voto minerva no Conselho Deliberativo e a implantação de teto para os benefícios, já que os diretores do banco se aposentam ganhando muito mais que os demais funcionários.
Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional
Os delegados e delegadas discutiram o papel do Banco do Brasil no resgate social do banco público, com ênfase na defesa da democracia e das empresas públicas, além de sua importância como fomentador de desenvolvimento.
Outra bandeira é a luta contra a privatização, com continuidade das mobilizações em relação ao PL 4918, chamado Estatuto das Estatais. Muitos avanços já foram conquistados por entidades e movimentos sindicais que compõem o Comitê em Defesa das Empresas Públicas, que conseguiu mudar a essência privatista do projeto. O texto modificado volta agora para a análise do Senado.
Os bancários defenderam a regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal que trata do Sistema Financeiro Nacional.
Organização do Movimento
Houve consenso sobre a organização atual do movimento, reafirmando a importância da campanha nacional unificada na garantia e ampliação de direitos da categoria bancária.
Os delegados também destacaram o fortalecimento do papel da Comissão de Empresa da Contraf-CUT, que assessora o Comando Nacional dos Bancários nas negociações específicas junto à direção do Banco do Brasil, e que já soma grandes conquistas no último período.
Moções
Foram aprovadas moções durante o Congresso. As mulheres apresentaram duas e uma delas de repúdio ao assédio sexual em todos os espaços. A segunda defendeu uma nova forma de composição das mesas no CNFBB e exigiu a garantia de participação protagonista, das mulheres, na condução de debates durante o congresso.
Também foram aprovadas as moções de repúdio à dívida pública e atuação truculenta da polícia nas manifestações dos bancários de São Paulo.
Fonte: Rede Nacional de Comunicação dos Bancários
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27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil aprova paridade de gênero
A decisão vai ampliar a participação feminina, assegurando a representatividade das mulheres
20/06/2016
Em 2017, no 28º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil haverá paridade de gênero. A proposta foi aprovada por unanimidade no 27º Congresso realizado nos dias 17 a 19 de junho em São Paulo.
A decisão vai ampliar a participação feminina, assegurando a representatividade das mulheres que, apesar de ocuparem metade dos postos de trabalho, têm uma participação minoritária neste importante espaço de discussão do movimento nacional da categoria. No Congresso deste ano, dos 323 delegados presentes, 111 eram mulheres, 34,36% do total
A proposta de paridade foi apresentada no grupo de Organização do Movimento para ser votada. Após construído acordo, a coordenação da mesa sugeriu aprovar a proposta por consenso, sem necessidade de votação.
Para Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, os sindicatos terão que construir um debate estratégico com suas bases para cumprir este desafio: “Esta decisão ousada vai fazer avançar o processo democrático nos espaços representativos da nossa categoria. Todas as correntes políticas concordaram com a proposta e ela foi aprovada por unanimidade. Agora cabe aos sindicatos consolidar este avanço confirmando esta deliberação como conquista real”, destaca.
“É uma decisão importantíssima. As mulheres estão avançando na construção da paridade. Não apenas nos fóruns de debates, mas também nas direções das entidades, como já aconteceu na CUT. Além de lutar pela igualdade de oportunidades nos bancos, precisamos garantir a nossa representação política. Nas eleições para o Legislativo federal brasileiro (Câmara e Senado) em 2014, por exemplo, menos de 10% dos parlamentares eleitos são mulheres, apesar de a exigência legal destinar cota mínima de 30% às candidaturas do sexo feminino” afirma Elaine Cutis, secretária da Mulher da Contraf-CUT.
Segundo Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.serão realizadas discussões nos sindicatos e federações, em conjunto com a Secretaria de Mulheres da Contraf-CUT, para que a paridade seja efetivamente construída: “Vamos trabalhar para que tenhamos pelo menos 150 mulheres delegadas no próximo Congresso”, destaca.
Fonte: Contraf-CUT
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Bancários do Banco do Brasil debatem pautas específicas em grupos
Remuneração, saúde, organização do movimento, sistema financeiro e previdência foram os temas dos grupos
18/06/2016
Os 323 delegados (212 homens e 111 mulheres) presentes no 27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil foram divididos em cinco grupos, neste sábado (18), para debater a pauta específica, que será apresentada e aprovada em plenária final neste domingo (19). Os temas dos grupos foram remuneração, saúde, organização do movimento, sistema financeiro nacional e previdência.
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Grupo 1 – Remuneração e condições de trabalho
Na questão de remuneração, os bancários debateram a unidade da categoria na política de aumento real de salários, com o índice a ser retirado na Conferência Nacional dos Bancários, que ocorrerá de 29 a 31 de julho.
Também discutiram a necessidade de um plano de carreira e remuneração melhor do que já existe hoje no Banco do Brasil, com aumento nas promoções por mérito e com inclusão de escriturários.
Segundo o coordenador do grupo e dirigente da Contraf-CUT, Ernesto Izumi, as discussões também se estenderam sobre a necessidade de negociar com o banco as questões específicas, que incluem várias funções, desde assistentes, gerentes, supervisores, ficais, engenheiros e arquitetos.
“Nas condições de trabalho, nós discutimos a necessidade de dar melhoria no combate ao assédio moral, contra as práticas antissindicais, comissionamento e descomissionamento, além do respeito à jornada de trabalho. No que se refere às mulheres, reivindicamos que os 15 minutos, fora do período de trabalho, sejam inseridos na jornada, e remunerados. Também debatemos questões relacionadas ao atendimento, agências digitais e inovações tecnológicas”, destacou.
Grupo 2 – Cassi/ Saúde Pública e Suplementar
Entre as propostas do grupo está a realização de um fórum nacional sobre saúde, tendo como sugestão de data um dia antes do congresso dos funcionários. Os delegados e delegadas discutiram o grande número de bancários adoecidos e a importância do fortalecimento do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF), com a ampliação de cobertura de déficit da Cassi pelo Banco do Brasil.
Os bancários também querem um serviço de prevenção mais completo, uma das demandas é melhorar a eficiência do Exame Periódico de Saúde (EPS), além de mais autonomia na estrutura do SESMT.
Aumentar o número de ausências permitidas de todos os funcionários e das pessoas com deficiência (PCD) foi consenso no grupo. Os bancários destacaram que cadeirantes, ou mesmo funcionários que usam próteses, necessitam de tempo para fazer a manutenção dos equipamentos.
O coordenador do grupo e dirigente do Sindicato dos Bancários do Ceará, José Eduardo Marinho, avaliou de forma extremamente positiva o debate dos funcionários. “No âmbito geral a discussão foi boa e acalorada sobre o modelo de gestão da Cassi, com indicações fortes sobre o modelo de estratégia de saúde da família. Levaremos menos de dez itens à plenária geral deste domingo, o que demonstra consenso sobre a importância e os problemas enfrentados sobre o tema saúde”, reforçou.
Grupo 3 – Organização do Movimento
Também houve consenso nas discussões do grupo sobre organização do movimento, reafirmando a importância da campanha nacional unificada na garantia e ampliação de direitos da categoria bancária.
Entre as bandeiras de luta, os bancários e bancárias do Banco do Brasil discutiram a intensificação das mobilizações contra os projetos de lei 4918 (Estatuto das Estatais) e 268 (Fundos de Pensão), além das cobranças por melhorias nas condições de trabalho, no plano de carreira e renumeração.
O grupo também destacou o fortalecimento do papel da comissão de empresa junto à direção do Banco do Brasil, que já soma grandes conquistas no último período.
“O debate foi bastante produtivo, conduzido de forma democrática, com uma grande participação dos bancários e bancárias de base. Temos certeza que a construção da nossa minuta de reivindicações realmente vai dialogar com o dia a dia dos trabalhadores do BB, para que se mobilizem e resistam às ameaças que estão surgindo no horizonte”, avaliou Rodrigo Franco Leite, coordenador do grupo e diretor da Fetec/SP.
Grupo 4 – Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional
O destaque principal do grupo que discutiu o papel do Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional foi o resgate social do banco público, com ênfase na defesa da democracia e das empresas públicas, além da importância do seu papel como fomentador de desenvolvimento.
“Estamos construindo uma pauta de reivindicações através de intensos debates e com a participação coletiva dos funcionários do BB. A expectativa é a de fortalecermos a unidade da categoria para a campanha nacional de 2016”, afirmou Sandra Trajano, coordenadora do grupo e dirigente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco.
Grupo 5 – Previ, Previdência Pública e Previdência Complementar
Após o debate em grupo, os funcionários do Banco do Brasil entraram em consenso para a construção da pauta de reivindicações sobre a Previ, Previdência Pública e Previdência Complementar, entre elas estão a instalação de uma mesa de negociação com o banco sobre o Economus (Instituto de Seguridade Social da Nossa Caixa); a luta contra o PLP 268 (Fundos de Pensão); contra a reforma da Previdência em elaboração pelo governo Temer; e por uma Previdência Pública, Solidaria e Universal, que garanta aposentadoria integral a todos os trabalhadores.
Segundo o coordenador do grupo e dirigente sindical do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Fukunaga, os fundos de pensão com déficit têm de apresentar proposta de equacionamento até dezembro deste ano, para ser aplicada a partir de 2017. Estabelece ainda, que essa conta deve ser dividida entre o participante e o patrocinador. “No Economus, as diretorias – que têm responsabilidade pela gestão – são todas indicadas pelo BB e, antigamente, pela Nossa Caixa. E essa situação deficitária só está sendo exposta devido a uma obrigação legal. Estamos reivindicando que os participantes sejam os únicos beneficiários”, concluiu.
