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32º Conecef aprova pauta de reivindicações específicas, com Fora Temer e defesa da Caixa 100% pública

A edição deste ano foi marcada por uma forte representação e pelo pioneirismo da adoção do princípio da paridade de gênero

19/06/2016

Augusto Coelho/ Fenae

Foi aprovada ainda a estratégia de campanha nacional unificada dos bancários - Augusto Coelho/ Fenae

Foi aprovada ainda a estratégia de campanha nacional unificada dos bancários

Depois de três dias de debates, o 32º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) foi encerrado, neste domingo (19), no Hotel Holiday Inn, no Parque Anhembi, em São Paulo, com a aprovação da pauta de reivindicações específicas que será defendida durante a Campanha Nacional dos Bancários 2016, tendo como alguns dos eixos o Fora Temer, a defesa da Caixa 100% pública, o fortalecimento do papel social do banco, as condições dignas de trabalho e mais contratação de empregados.

A edição deste ano foi marcada por uma forte representação e pelo pioneirismo da adoção do princípio da paridade de gênero, que passa a ser obrigatória a partir do 32º Conecef, conforme deliberação aprovada em 2013. Esse objetivo foi quase atingido no evento de 2016, que contou com a participação de 352 delegados, dos quais 185 homens (52%) e 168 mulheres (48%). “Essa é uma bandeira histórica do movimento dos empregados da Caixa, que sempre foi vanguarda na política de igualdade de gêneros”, destacou Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) nas negociações com o banco.
Na abertura da plenária geral deste domingo, Fabiana Matheus também prestou esclarecimentos sobre como as delegações estaduais devem ser formadas em relação à questão de gênero. Segundo a dirigente, que responde ainda pelo cargo de diretora de Administração e Finanças da Fenae, “a paridade deve ser respeitada pela delegação como um todo, tanto para ativos quanto para o segmento dos aposentados. Quanto aos observadores, não é obrigatória, mas a orientação do congresso é para que também seja observada”.
A coordenadora da CEE/Caixa informou que serão aprimoradas as condições de estrutura com creche e a garantia de deslocamento de menores, para que os delegados e as delegadas possam trazer seus filhos, conforme proposta aprovada na plenária que apreciou os relatórios dos grupos. Fabiana Matheus lembrou que a paridade deve ser construída pelas bases a partir de agora e não às vésperas do próximo Conecef. “Assim, acreditamos que, com a construção nos estados, no 33º Conecef a paridade estará consolidada. Isso é fundamental para fortalecer o processo democrático nos espaços representativos,” acrescentou.

Reivindicações para a campanha unificada
Foi aprovada ainda, na ocasião, a estratégia de campanha nacional unificada dos trabalhadores dos bancos públicos e privados. Aliado a isso, os participantes do 32º Conecef definiram a mobilização pelo Fora Temer, diante da ameaça real para os direitos dos trabalhadores e para as empresas públicas. Par isso, os delegados e as delegadas decidiram juntar esforços ao movimento social e sindical na construção de uma Greve Geral que mobilize a sociedade, envolvendo as centrais sindicais e os movimentos populares organizados. O propósito é o de reafirmar o “Fora Temer” e combater a política econômica neoliberal desse governo interino e ilegítimo que está golpeando violentamente direitos trabalhistas, civis e sociais.
Para os participantes do 32º Conecef, o ataque à CLT, a criminalização dos movimentos sociais, a promoção da intolerância religiosa e sexual, dentre outros, promovidos pela aliança político-judicial-midiática, que sempre foi reacionária, devem ser combatidos sem trégua por todas as forças progressistas e classistas do país. E deixam claro o seguinte: bancários e bancárias da Caixa, mais uma vez, fazem-se presentes na luta por mais democracia e pelos direitos de todos. A mobilização, portanto, é para que a Caixa permaneça 100% pública e que se mantenha e se fortaleça como banco social, continuando a atuar como grande responsável por políticas públicas de transferência de renda e de habitação e moradia.
“Chegamos ao 32º Conecef com uma plataforma de reivindicações única que representa os trabalhadores. Viva os empregados da Caixa, viva a Caixa e vamos à luta!”, frisou Genésio Cardoso, membro da CEE/Caixa e dirigente sindical do Paraná.
O Conecef deste ano teve como lema “Lutar sempre vale a pena – Nós somos a resistência!”. A defesa da Caixa 100% pública, somada à luta por mais contratações e contra a precariedade das condições de trabalho, foi o principal tema em discussão. A crescente elevação do volume de trabalho face à forte carência de pessoal, a prática rotineira de horas extras sem registro correto e pagamento correspondente e a cobrança por metas desmedidas figuraram entre os fatores críticos apontados nos debates dos cinco grupos de trabalho. Esse processo também foi norteado pelo princípio de que defender a Caixa é defender o Brasil, sobretudo porque o banco sem papel social perde a sua razão de ser.
Uma necessidade premente foi apontada como urgente e imediata: intensificar a mobilização contra o processo de reestruturação e contra o Programa de Gestão por Desempenho (GDP). Outra prioridade é o combate ao assédio moral e sexual, e a todas as formas de violência organizacional, com a inclusão, entre outras medidas, das punições normativas previstas nos manuais disciplinadores contra os assediadores que pratiquem, comprovadamente, qualquer forma de violência moral contra colegas, subordinados e demais pessoas, sem negligenciar os aspectos organizacionais envolvidos. Ficou acertado ainda que, concluído o processo administrativo, e confirmadas às denúncias, caberá à Caixa, como em qualquer caso de crime, denunciar às autoridades competentes.

Muita mobilização e grandes debates 
Por ocasião do 1º Seminário Nacional em Defesa dos Bancos Públicos, realizado em conjunto com os trabalhadores do Banco do Brasil, na sexta-feira (17), o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, enfatizou a árdua batalha contra o PL 4918, antigo PLS 555, o projeto da privatização. “Foi um período de muita mobilização e grandes debates, com o apoio dos senadores Paulo Paim (PT/RS) e Lindbergh Farias (PT/RJ). A luta não terminou e exige resistência dos trabalhadores. Ainda não podemos nos desmobilizar. Se é público, é para todos, tendo em vista que o privado é para poucos”, alertou. Coube a esse seminário abrir oficialmente os debates dos congressos específicos dos trabalhadores dos dois maiores bancos públicos do país.
Jair Ferreira lembrou ainda que a luta é por um Estado inclusivo, que distribua renda e respeite as pessoas, pois não dá mais para retroceder. E acrescentou: “O papel social da Caixa precisa ser reafirmado, com o devido respeito aos empregados. Isto é fundamental para uma empresa mais justa e para um país mais democrático”.
Essa demanda foi reforçada por Roberto Von der Osten, presidente da Contraf/CUT, entidade que organizou o evento com o apoio da Fenae. O dirigente sindical, que também coordena o Comando Nacional dos Bancários, convocou a categoria bancária para se mobilizar contra qualquer tentativa de retrocessos nos direitos dos trabalhadores e nas políticas para redução da desigualdade social no Brasil.
Na cerimônia de abertura do evento, ocorrida na sexta-feira (17), o presidente da Contraf/CUT destacou a importância dos bancos públicos para o desenvolvimento econômico e social do país, acrescentando ser preciso evitar que Caixa e BB sejam transformados em meros escritórios de políticas públicas. Na ocasião, Roberto Osten ressaltou a atuação do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, “para barrar no Congresso Nacional os projetos de lei que visam enfraquecer o segmento e retomar as privatizações, a exemplo do que ocorreu durante o governo FHC”.
A conjuntura nacional também foi debatida durante o 32º Conecef. Isso ocorreu por ocasião do Seminário Nacional em Defesa dos Bancos Públicos, que contou com a participação de personalidades da academia, de parlamentares e de representantes dos movimentos sindicais e sociais. De comum, todos os discursos reafirmaram o seguinte: em um momento em que o retrocesso ameaça a todos, a unidade e a resistência dos trabalhadores são fundamentais.
Reuniões em grupo no segundo dia
No segundo dia do Conecef, os delegados e as delegadas fizeram os debates em grupos sobre os temas saúde do trabalhador, condições de trabalho, Saúde Caixa e GDP (1); Funcef, Prevhab e aposentados (2); segurança bancária, infraestrutura das unidades e terceirização (3); Caixa 100% pública, contratação, Sipon e jornada de trabalho (4); isonomia, carreira e reestruturação (5). O tema organização do movimento foi abordado em todos os grupos.
Para Jair Pedro Ferreira, a ênfase dada pelo congresso à difícil realidade do trabalho nas agências, resultando em deliberações que fortalecem a pressão sobre a empresa por soluções consistentes e adequadas, mostra que o principal objetivo do 32º Conecef foi alcançado com louvor. “Saímos desse congresso com uma pauta de reivindicações sintonizada com as expectativas dos trabalhadores, com aperfeiçoamentos na nossa estratégia de organização e de mobilização e com a nossa unidade fortalecida”, ressaltou.

Fonte: Rede Nacional de Comunicação dos Bancários

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Paridade de gênero passou a ser obrigatória no 32º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa

Para a categoria, a paridade é fundamental para fortalecer o processo democrático

21/06/2016

Augusto Coelho / Fenae

O objetivo é que no próximo Congresso a paridade esteja consolidada - Augusto Coelho / Fenae

O objetivo é que no próximo Congresso a paridade esteja consolidada

A edição deste ano do Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal foi marcada por uma forte representação e pelo pioneirismo da adoção do princípio da paridade de gênero, que passou a ser obrigatória a partir do 32º Conecef, conforme deliberação aprovada em 2013. Esse objetivo foi quase atingido no evento de 2016, que contou com a participação de 352 delegados, dos quais 185 homens (52%) e 168 mulheres (48%). “Essa é uma bandeira histórica do movimento dos empregados da Caixa, que sempre foi vanguarda na política de igualdade de gêneros”, destacou Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) nas negociações com o banco.

Na abertura da plenária geral deste domingo, Fabiana Matheus também prestou esclarecimentos sobre como as delegações estaduais devem ser formadas em relação à questão de gênero. Segundo a dirigente, que responde ainda pelo cargo de diretora de Administração e Finanças da Fenae, “a paridade deve ser respeitada pela delegação no somatório total de ativos e aposentados. Quanto aos observadores, não é obrigatória, mas a orientação do congresso é para que também seja observada”.

A coordenadora da CEE/Caixa informou que serão aprimoradas as condições de estrutura com creche e a garantia de deslocamento de menores, para que os delegados e as delegadas possam trazer seus filhos, conforme proposta aprovada na plenária que apreciou os relatórios dos grupos. Fabiana Matheus lembrou que a paridade deve ser construída pelas bases a partir de agora e não às vésperas do próximo Conecef. “Assim, acreditamos que, com a construção nos estados, no 33º Conecef a paridade estará consolidada. Isso é fundamental para fortalecer o processo democrático nos espaços representativos,” acrescentou.

Fonte: Contraf-CUT com Fenae

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Apresentação de relatórios dos grupos de trabalho marca segundo dia de debates do 32º Conecef

Os 352 delegados (184 mulheres e 168 homens) do evento discutiram vários temas, a partir das deliberações dos congressos estaduais e das teses inscritas

18/06/2016

Augusto Coelho/ Fenae

Os 352 delegados do 32º Conecef foram divididos em cinco grupos de trabalho - Augusto Coelho/ Fenae

Os 352 delegados do 32º Conecef foram divididos em cinco grupos de trabalho

A apresentação dos relatórios de cinco grupos de trabalho marcou, neste sábado (18), no Hotel Holiday Inn, no Parque Anhembi, em São Paulo, os debates no 32º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef). Os 352 delegados (184 mulheres e 168 homens) do evento discutiram vários temas, a partir das deliberações dos congressos estaduais e das teses inscritas. Foram aprovados itens de cinco grupos, ficando as propostas relativas ao tema da Organização do Movimento para apreciação da plenária final do 32º Conecef, que ocorre neste domingo (19).

Clique aqui para ver a galeria de foto dos grupos de trabalho.

“Foi um dia intenso de muitas discussões nos grupos de trabalho, garantindo voz e vez aos participantes do congresso, que aprofundaram os debates sobre importantes temas para todos os empregados da Caixa e fortaleceram ainda mais o processo democrático, que é marca registrada do Conecef”, afirmou Genésio Cardoso, da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), órgão que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) nas negociações com o banco.

“Agora, vamos realizar uma grande plenária neste domingo para definir as reivindicações específicas que serão apresentadas à direção do banco na campanha salarial 2016 e nas negociações permanentes, com unidade, luta e mobilização para conquistar ainda mais, para que possamos reforçar a Caixa como banco público e melhorar as condições de trabalho dos empregados. O momento exige muita luta e resistência, pois existe uma ameaça real para os direitos dos trabalhadores e para as empresas públicas”, salientou Fabiana Matheus, coordenadora da CEE/Caixa.

Grupo 1: Saúde do Trabalhador, condições de trabalho, Saúde Caixa e GDP

Os delegados do 32º Conecef, que participaram do Grupo 1, discutiram itens prioritários sobre os temas que serão reivindicados na campanha salarial deste ano. O grupo conseguiu avançar em questões relacionadas à saúde do trabalhador, Saúde Caixa, GDP e condições de trabalho.

Dentre as propostas debatidas e aprovadas estão o fim do programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) e medidas de combate ao assédio moral e sexual. Foram definidas também reivindicações que visam à adoção de políticas de prevenção voltadas para a saúde do trabalhador. Os delegados inscritos no grupo também debateram propostas em torno dos eixos de gestão, participação e melhoria no atendimento do Saúde Caixa.

“Tivemos um debate bastante produtivo, em que todos puderam colocar suas opiniões e encaminhar para definição da nossa pauta específica propostas que são extremamente importantes para os trabalhadores e trabalhadoras da Caixa”, ressaltou Sergio Amorim, coordenador da mesa e representante da base sindical do Rio de Janeiro.

Grupo 2: Funcef, aposentados e Prevhab

Funcef, Aposentados e Prevhab foram os temas debatidos no Grupo 2. Com ampla participação, as discussões se concentraram em torno de pontos que preocupam os participantes e assistidos do fundo de pensão dos empregados da Caixa, como o contencioso judicial, o fim do voto de minerva, a incorporação do REB ao Novo Plano e o projeto de lei 268/2016 pela Câmara dos Deputados, que propõe o fim da representação dos trabalhadores nos fundos de pensão, trazendo um grave retrocesso no que foi conquistado pelos participantes e assistidos com muita luta, para democratizar a gestão das instituições de previdência complementar.

Os delegados ratificaram a continuidade da mobilização pela extinção do voto de Minerva, que depende de mudança de legislação, e definiram como uma das reivindicações da campanha salarial deste ano a não utilização desse instrumento antidemocrático em todas as instâncias da Fundação.

“Tivemos algumas discussões polêmicas, mas conseguimos avançar em temas relevantes que nortearão, além da nossa minuta de reivindicações, a mobilização do movimento dos empregados em defesa da Funcef”, ressaltou o coordenador do grupo, o ex-conselheiro deliberativo da Fundação e diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Antônio Luiz Fermino.

Entre as preocupações com o equilíbrio dos planos de benefícios, os associados destacaram o contencioso jurídico com ações de cunhos trabalhistas, especialmente as que tratam de CTVA, auxílio-alimentação, cesta-alimentação, abono e horas extras, e a necessidade de continuar cobrando da Caixa a responsabilidade no passivo judicial, que foi gerado pelo não cumprimento de obrigações trabalhistas por parte da patrocinadora.

Grupo 3: Segurança bancária, infraestrutura das unidades e terceirização

O debate no Grupo 3 foi em torno dos seguintes temas: segurança bancária, infraestrutura das unidades e terceirização. Sobre a infraestrutura e segurança das unidades da Caixa, os delegados consideram que a empresa deve criar condições mais adequadas de trabalho para os empregados desempenharem suas funções e garantir um banco voltado aos interesses da sociedade. Quanto ao funcionamento das agências, entre outros pontos, foi defendido o fim do Caixa Minuto.

O debate no grupo girou em torno ainda do combate à terceirização na Caixa, bem como da atuação do movimento dos empregados, juntamente com trabalhadores de outras categorias, no Congresso Nacional, para derrubar a legislação favorável à terceirização, que precariza as relações de trabalho e tira direitos da classe trabalhadora.

“Nossa luta é também por melhores condições de trabalho para os empregados, com mais segurança nas unidades. Lutamos também para que a Caixa invista na prevenção, na instalação de equipamentos adicionais e realize alterações operacionais que, efetivamente, inibam a ação de criminosos em todas as unidades”, reforçou Carlos Augusto Silva (Pipoca), da Federação dos Bancários de SP e MS, que coordenou a mesa do Grupo 3.

Grupo 4: Caixa 100% pública, contratação, Sipon e Jornada 

Os participantes reafirmaram a luta por mais contratação de empregados como a forma mais adequada para combater a carência de pessoal nas unidades e para reafirmar condições dignas de trabalho. Nesse quesito, especificamente, o grupo apontou a proposta pela abertura de negociação com a representação dos empregados para o estabelecimento de critérios que definam o quantitativo mínimo necessário de empregados por unidade, com a ressalva de que não seja inferior a 15.

Também foi considerada vital a luta para que a Caixa defina a quantidade necessária em cada tipo de unidade, com o compromisso de haver reposição sempre que o número efetivo ficar abaixo do estabelecido, devendo haver contratação no caso de não existir possibilidade de transferências ou quando se tratar de desligamento da Caixa, mantendo-se a Lotação Autorizada de Pessoal (LAP) e a estrutura de funções das unidades. Duas outras propostas foram ainda aprovadas: a manutenção da campanha “Mais empregados para a Caixa – Mais Caixa para o Brasil” e o cumprimento da Lei 8.213/91, de modo a exigir que o banco atenda a norma legal que prevê a destinação de 5% dos postos de trabalho para pessoas com alguma deficiência.

O debate sobre a Caixa 100% pública foi norteado pelo princípio de que defender as empresas públicas é defender o Brasil. Entre as propostas aprovadas, os destaques são a defesa do papel social do banco e de sua participação como instrumento eficiente e eficaz de políticas públicas. Diretamente relacionada a esse item estão a contratação imediata de mais empregados, para suprir as necessidades das agências de todo o país, e a adoção de medidas para a melhoria das condições de trabalho, saúde e de vida dos trabalhadores.

Na discussão sobre jornada e Sipon, os participantes do grupo aprovaram ainda propostas como a que prevê o pagamento obrigatório de todas as horas extras realizadas, com acréscimo de 100% da hora normal. Outros destaques são a adoção de jornada de 6 horas para todas as funções, a extinção da jornada indeterminada e a proibição do trabalho em dias de descanso remunerado.

Para Leonardo Quadros, que coordenou o grupo e é dirigente da Fetec SP, a discussão de todos os temas previstos foi o que ocorreu de mais positivo. “Fizemos o debate das resoluções do último Conecef e dos relatórios estaduais e conseguimos consensos importantes, como a luta pela manutenção da Caixa 100% pública e pelo fortalecimento do papel social do banco”, observou.

Grupo 5: Isonomia, carreira e reestruturação

O grupo reafirmou a luta por isonomia de direitos entre novos e antigos empregados, com ênfase para a extensão da licença-prêmio e do anuênio para todos os trabalhadores. Foi apontada ainda a proposta pela extensão dos direitos constantes no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) a todos os trabalhadores terceirizados, assim como a extensão da Estrutura Salarial Unificada (ESU) e do Plano de Cargos e Salários (PCS) da carreira administrativa, com valorização profissional.

O grupo discutiu assuntos relativos ao cotidiano das unidades. Em relação à carreira, uma das propostas em destaque é a criação de um comitê de acompanhamento dos Processos Seletivos Internos por Competência (PSCIs) e do banco de habilitados, oportunidades e sucessores, com a participação dos empregados e um membro da Gipes. Outras duas reivindicações são a criação de função gratificada para empregados que atuam no atendimento social, FGTS e para quem trabalha no setor social e a concessão de um delta a cada dois anos pelo período em que não houve promoção por mérito nos PCSs de 1989 e 1998.

O fim do processo de reestruturação também será reivindicado. O entendimento é de que, em qualquer caso de reestruturação, a Caixa deve debater prévia, objetivamente e com transparência as mudanças com a Comissão Executiva dos Empregados. Outra exigência diz respeito à defesa das funções e de melhores condições de trabalho.

“Foi bom o andamento dos trabalhos do grupo. Pela primeira vez em anos, conseguimos avaliar e votar propostas estratégicas para a valorização do nosso movimento”, afirmou Jorge Luiz Furlan, coordenador da mesa e diretor da Fenae e do Sindicato dos Bancários do ABC.

Mais 32º Conecef neste domingo

Neste domingo (19), quando haverá a plenária final do 32º Conecef, o foco será a questão relativa à Organização do Movimento, comum a todos os cinco grupos de trabalho. Caberá a esse coletivo aprovar a pauta de reivindicações específicas para a Campanha Nacional dos Bancários 2016 e para nortear o processo de negociações permanentes.

Fonte: Rede Nacional de Comunicação dos Bancários

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