Dia de luta Paralisam o Centro Administrativo do HSBC e várias agências em Londrina e Apucarana
O Sindicato dos Bancários de Curitiba, com a participação da FETEC-CUT/PR, realizou uma grande atividade de paralisação nesta manhã de quinta feira, 25 de setembro, no centro administrativo do HSBC na Vila Hauer e Centrais de Atendimento no prédio Michelangelo/24 de maio, no centro da capital paranaense.
Desde às 6:30 horas da manhã os trabalhadores bancários dos quatro blocos e da central telefônica na rua 24 de maio estão paralisados. É Dia Nacional de Luta e os trabalhadores exigem propostas condizentes com os lucros exorbitantes dos bancos, que ajudaram a atingir.
Estima-se que 3,6 mil trabalhadores bancários estiveram de braços cruzados até às 11h da manhã, quando a assembléia foi realizada. Os dirigentes sindicais repassaram as informações sobre o andamento da campanha salarial. “A proposta foi muito aquém das nossa reivindicações. Queremos discutir a melhoria da PLR, com cálculo simplificado, aumento diferenciado para os vales alimentação e refeição, e a questão de atribuir o piso com base no salário mínimo do Dieese (que nem sequer foi citado na proposta de ontem”, discursou Otávio Dias, presidente do sindicato de Curitiba e participante no Comando Nacional.
A “Porta do Inferno” estampou a entrada do bloco 1 do Centro Administrativo HSBC, na vila Hauer. São denúncias diárias de assédio moral, pressão por cumprimento de metas e ameaça de demissões. Nesta época de campanha salarial, os funcionários são pressionados a burlar o movimento grevista – direito constitucional. São convocados para iniciar o expediente ainda de madrugada, a partir das 3 horas. Mulheres, mães de filhos pequenos, estudantes. Ninguém é poupado. São instaladas geladeiras para que os funcionários não precisem deixar o prédio para realizar as refeições.
Para Marcelo Socoloski, secretário geral da FETEC-CUT/PR e trabalhador bancário no HSBC, a receptividade foi muito boa, porque os bancários pressionados a atingir metas e mais metas todos os dias, tem a compreensão que a alta lucratividade dos bancos é mérito dos trabalhadores. “Apesar da pressão dos banqueiros para que os funcionários cheguem de madrugada e burlem o esquema de greve, os 4 blocos do Centro Administrativo da Vila Hauer ficaram fechados. Com a mobilização conseguiremos arrancar uma proposta melhor para ampliação do índice de correção salarial, bem como na participação nos Lucros”, garante Marcelo.
No edifício Michelangelo, prédio que fica no centro de Curitiba e abriga parte das centrais de atendimento do HSBC, o clima da mobilização foi bastante tenso. Num ato de covardia, a polícia foi chamada e cercou os dirigentes sindicais e os bancários que protestavam. Houve resistência justamente para garantir o direito legítimo de exigir melhores condições de trabalho e cobrar seriedade dos bancos no momento de valorizar seus trabalhadores.
Paralisação em Londrina e Apucarana
O Sindicato de Londrina também preparou uma grande atividade para este Dia Nacional de Luta. Hoje pela manhã, cinco agências bancárias do centro ficaram paradas: Bradesco, Banco Mercantil do Brasil, HSBC, Itaú e Santander/Banespa.
Em Apucarana houve retardamento da abertura da agência do Banco Itaú em uma hora.
Em todos os locais de trabalho foram feitas reuniões com os funcionários, esclarecendo a proposta apresentada ontem, divulgando o andamento da campanha e convocando para a Assembléia Geral onde serão avaliados e decididos os rumos desta Campanha Salarial. As agências permaneceram fechadas até o meio-dia.
Para João Antônio Silva Neto, diretor do sindicato dos bancários de Londrina e secretário executivo da FETEC-CUT/PR os bancários querem uma proposta decente. “A proposta é indecente, ruim e vergonhosa. Um ganho que mais parece uma esmola, levando em conta os altos lucros dos bancos e também, se comparado com o ganho real conseguido por outras categorias.
“A proposta dos patrões desqualifica o bancário, quando não trata com seriedade a elevação do piso e demonstra a incapacidade do banqueiro em trabalhar com a distribuição dos lucros”, garante João.
Reuniões e Manifestações agitam Campanha Salarial em todo o Paraná
Os sindicatos dos bancpários de Arapoti, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Guarapuava, Paranavai, Toledo e Umuarama e região promovem atividades de rua, reuniões e atos nas agências bancárias, debates com a categoria e com a sociedade sobre os rumos da Campanha Salarial 2008 durante toda esta semana. A intenção destas manifestações é alertar a população sobre a possibilidade de greve da categoria nos próximos dias.
Assembléias irão decidir os rumos da Campanha Salarial
Até dia 29, os sindicatos estarão realizando assembléias para avaliação e deliberação sobre a proposta economica apresentada pela Fenaban e deliberação de paralisação de 24 horas a partir da zero hora do dia 30 de setembro.
Isabela Medeiros – FETEC/CUT-PR
BB acena com avanços no Plano Odontológico e programa da Cassi
Aconteceu ontem, dia 24, em São Paulo, mais uma rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e o Banco do Brasil. No encontro, foram discutidas questões relativas a saúde e condições de trabalho.
Os bancários questionaram os representantes do BB a respeito da criação do Plano Odontológico da Cassi, reivindicação dos funcionários. O banco afirmou que tratará o tema com especial atenção e que vê com bons olhos a implantação desta cobertura como um produto da Cassi.
Outro avanço na negociação ocorreu na discussão da estratégia de Saúde da Família da Cassi. O BB concorda que é necessário valorizar essa ação como forma de prevenir doenças. “Nesse sentido, é preciso criar interação entre o programa da Cassi e o Exame Periódico de Saúde, realizado anualmente pelos funcionários, uma vez que o trabalho pode contribuir para o adoecimento das pessoas”, avalia Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB da Contraf-CUT, que assessora o Comando nas negociações específicas com o banco federal. Ficou definido o desenvolvimento conjunto por banco e funcionários de um programa que busque apresentar propostas objetivas para garantir que o exame periódico retrate com fidelidade as condições de trabalho e seus impactos para a saúde do trabalhador.
O movimento sindical propôs também que na definição da estratégia da empresa, sejam considerados itens como nível de adoecimento, reclamações na ouvidoria interna e ações judiciais. “Com isso, o acordo de trabalho passaria a refletir também o bem estar dos funcionários”, explica Marcel.
Uma nova rodada de negociações ficou definida para o dia 29, quando serão discutidas as cláusulas econômicas. “É importante que os funcionários participem ativamente das atividades da Campanha Nacional dos Bancários, pois só com mobilização alcançaremos novas conquistas”, defende Marcel.
Besc – Considerando que o dia 30 foi definido como “Dia D” para a incorporação do Besc, ficou acertada para o próximo dia 1º de outubro negociação em Santa Catarina, quando o banco, já no papel de controlador, apresentará propostas de migração dos funcionários do Besc para o BB. O banco adiantou que o prazo desta migração será de 180 dias.
O Banco do Brasil reconheceu que deve proporcionar saúde e condições de trabalho aos seus funcionários, quando renova as cláusulas sociais do acordo específico, assume o compromisso de implantar um novo programa de saúde da família e admite estudar a viabilidade de um plano odontológico na Cassi. A responsabilidade social exigida das empresas requer uma gestão eficiente de seus recursos humanos, fundamentada em indicadores de qualidade de vida e não somente em resultados financeiros, declara Gilberto Reck representante paranense na comissão de empresa no Banco do Brasil.
Fonte:Contraf e Fetec/Cut-Pr