(São Paulo) Os bancários do Grupo Santander Banespa realizaram ontem em todo o país atividades com entrega de carta aberta à população denunciando a direção do Grupo que anunciou o fechamento de 14 agências no próximo dia 13, que pode acarretar a demissão de centenas de bancários. E pior: o banco diz que esta é apenas uma primeira fase, ou seja, o número de agências a serem extintas podem ainda ser maiores, bem como o número de demissões.
“, Somente em fevereiro deste ano, ocorrerão 600 demissões no Banespa em todo o país, sendo que 200 foram na base de São Paulo. O levantamento das homologações feitas no Sindicato dos Bancários de São Paulo mostram uma realidade ainda mais cruel: os perfil dos demitidos é composto por bancários com doenças ocupacional, com falta de exame demissional e outros”, denuncia Luiz Campestrin, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que destaca que dos 250 demitidos em São Paulo, 65 estavam comprovadamente adoecidos e estão com ações na Justiça pedindo reintegração.
“A atitude do banco mostra a falta de respeito com o país. Apesar dos bancários brasileiros terem sido responsáveis por mais de 20% de todo o lucro mundial do grupo, são tratados como subtrabalhadores”, denuncia o secretário de Finanças da CNB/CUT, Paulo Stekel. Ele lembrou que quando o Santander comprou o Central Hispano, os trabalhadores tiveram seus empregos garantidos por cinco anos e poderão renovar o acordo. “O processo de fusão no Brasil é especialmente cruel, na Europa há garantia de que não ocorrerão demissão, mas no Brasil não. Esta é a política perversa do banco para os trabalhadores da América latina”, destacou o presidente da Afubesp, Cido Sério.
“A fachada de responsabilidade social do Santander Banespa precisa ser desmascarada. O banco vem para o país, tem lucro astronômico que não fica no Brasil e ainda demite pais e mães de família que terão muita dificuldade de retornarem ao mercado de trabalho. A responsabilidade social que queremos é o emprego e com qualidade”, diz a diretora do Sindicato de São Paulo, Rita Berlofa.
Outra face cruel da atuação do Santander no Brasil é em relação à terceirização. De acordo com as denúncias feitas hoje à imprensa pela CNB e Comissão dos Empregados, dos 20 mil empregados do Grupo, 5 mil são estagiários e terceirizados.
Ministério do Trabalho mobilizado – Na última sexta, dia 30, o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, foi contatado para impedir o fechamento das agências do Santader/Banespa e a demissão de dezenas de bancários. Berzoini afirmou que pedirá explicações ao banco sobre o assunto para a solução do problema.
Para o secretário de Finanças da CNB/CUT, Paulo Stekel, que participou da audiência, a intervenção do ministro será muito importante para tentar barrar o processo de demissões. “O Brasil está se esforçando para reduzir o desemprego e as notícias têm sido positivas. Mas os bancos, apesar de não enfrentarem crise, estão na contramão e causam mais desemprego”, reforçou.
Na audiência com Berzoini, os bancários denunciaram ao ministro do Trabalho a decisão do Santander de fechar 14 agências, as demissões que estão feitas pelo banco – apenas em fevereiro foram cerca de 500 – e a falta de disposição da direção em negociar com seus funcionários.
Fonte: Meire Bicudo – CNB/CUT
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Por Mhais• 5 de agosto de 2004• 09:57• Sem categoria
Bancários do Santander se mobilizam contra demissões e extinção de agências
(São Paulo) Os bancários do Grupo Santander Banespa realizaram ontem em todo o país atividades com entrega de carta aberta à população denunciando a direção do Grupo que anunciou o fechamento de 14 agências no próximo dia 13, que pode acarretar a demissão de centenas de bancários. E pior: o banco diz que esta é apenas uma primeira fase, ou seja, o número de agências a serem extintas podem ainda ser maiores, bem como o número de demissões.
“, Somente em fevereiro deste ano, ocorrerão 600 demissões no Banespa em todo o país, sendo que 200 foram na base de São Paulo. O levantamento das homologações feitas no Sindicato dos Bancários de São Paulo mostram uma realidade ainda mais cruel: os perfil dos demitidos é composto por bancários com doenças ocupacional, com falta de exame demissional e outros”, denuncia Luiz Campestrin, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que destaca que dos 250 demitidos em São Paulo, 65 estavam comprovadamente adoecidos e estão com ações na Justiça pedindo reintegração.
“A atitude do banco mostra a falta de respeito com o país. Apesar dos bancários brasileiros terem sido responsáveis por mais de 20% de todo o lucro mundial do grupo, são tratados como subtrabalhadores”, denuncia o secretário de Finanças da CNB/CUT, Paulo Stekel. Ele lembrou que quando o Santander comprou o Central Hispano, os trabalhadores tiveram seus empregos garantidos por cinco anos e poderão renovar o acordo. “O processo de fusão no Brasil é especialmente cruel, na Europa há garantia de que não ocorrerão demissão, mas no Brasil não. Esta é a política perversa do banco para os trabalhadores da América latina”, destacou o presidente da Afubesp, Cido Sério.
“A fachada de responsabilidade social do Santander Banespa precisa ser desmascarada. O banco vem para o país, tem lucro astronômico que não fica no Brasil e ainda demite pais e mães de família que terão muita dificuldade de retornarem ao mercado de trabalho. A responsabilidade social que queremos é o emprego e com qualidade”, diz a diretora do Sindicato de São Paulo, Rita Berlofa.
Outra face cruel da atuação do Santander no Brasil é em relação à terceirização. De acordo com as denúncias feitas hoje à imprensa pela CNB e Comissão dos Empregados, dos 20 mil empregados do Grupo, 5 mil são estagiários e terceirizados.
Ministério do Trabalho mobilizado – Na última sexta, dia 30, o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, foi contatado para impedir o fechamento das agências do Santader/Banespa e a demissão de dezenas de bancários. Berzoini afirmou que pedirá explicações ao banco sobre o assunto para a solução do problema.
Para o secretário de Finanças da CNB/CUT, Paulo Stekel, que participou da audiência, a intervenção do ministro será muito importante para tentar barrar o processo de demissões. “O Brasil está se esforçando para reduzir o desemprego e as notícias têm sido positivas. Mas os bancos, apesar de não enfrentarem crise, estão na contramão e causam mais desemprego”, reforçou.
Na audiência com Berzoini, os bancários denunciaram ao ministro do Trabalho a decisão do Santander de fechar 14 agências, as demissões que estão feitas pelo banco – apenas em fevereiro foram cerca de 500 – e a falta de disposição da direção em negociar com seus funcionários.
Fonte: Meire Bicudo – CNB/CUT
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