Bancários de quase todo o país estão em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira.
De acordo com a Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), praticamente todos os 108 sindicatos filiados à entidade —incluindo os das principais capitais do país— realizaram assembléias e decidiram pela paralisação em protesto contra proposta de reajuste feita da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que na terça-feira passada ofereceu reposição da inflação do período, de 2,85%, entre outros benefícios.
Os bancários reivindicam como ponto principal da pauta de negociações um aumento de 7,05% além da correção da inflação registrada entre setembro de 2005 e o mês passado.
Em algumas localidades, como Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Brasília, Pernambuco, Maranhão, entre outras, os bancários já estavam em greve, contrariando orientação do Comando Nacional de Greve, que recomendava que o movimento fosse deflagrado somente a partir de hoje, depois da realização de uma paralisação de 24 horas na última quarta-feira, dia 27 de setembro.
“A greve é uma resposta aos banqueiros, que estão com a nossa pauta de reivindicações desde 10 de agosto e não apresentaram uma proposta decente. Por isso, temos que construir uma greve forte em todo o Brasil. Só com pressão vamos conseguir aumento real de salários, PLR (participação nos lucros e resultados) mais justa e melhores condições de trabalho. Nossa experiência mostra que todas as conquistas da categoria sempre vieram com muita luta”, afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT, em comunicado divulgado pela entidade sindical.
Até o momento, sete rodadas de negociações foram realizadas com a Fenaban, sendo que a última proposta apresentada pelos banqueiros prevê o reajuste salarial de 2,85%, mais participação nos lucros equivalente a 80% dos salários, acrescida de R$ 823.
“Não aceitaremos proposta que não traga aumento real de salário. Além disso é necessária uma PLR que dialogue com os lucros recordes que os bancos vêm obtendo”, ressalta Vagner na nota.
“Os banqueiros empurraram os bancários para a greve. Nossa data-base é 1º de setembro, já estamos em outubro e eles se recusam a aumentar os salários dos trabalhadores”, disse o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, em comunicado.
Os bancários reivindicam, além do aumento real de 7,05%, abono de um salário bruto acrescido de R$ 1.500, e participação de 5% no lucro dos bancos, excluídos fatores extraordinários.
(Com informações da Reuters)
Da Redação – Em São Paulo.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.uol.com.br/economia.
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