(São Paulo) A presidência da Caixa Econômica Federal divulgou, nesta manhã, comunicado informando que cumprirá imediatamente a decisão do Tribunal Superior do Trabalho e lamentando que o desfecho para o dissídio coletivo tenha menosprezado a via negocial, resultando em rebaixamento dos parâmetros negociados anteriormente.
A partir do comunicado, o banco acena com a possibilidade de não vir a negociar as cláusulas do acordo coletivo que ficaram de fora do julgamento do dissídio desta quinta-feira.
Para o presidente da FETEC/CUT-SP, Sebastião Geraldo Cardozo, o fato reforça a tese de que buscar o TST para resolver impasse negocial coloca em risco uma série de garantias do funcionalismo. “A primeira sensação é de que a decisão do tribunal foi uma vitória. Mas, na realidade, o acordo, tanto do BB, como da Caixa, na sua integralidade, deixa de existir. Pois, como o julgamento só tratou das questões econômicas, não existem mais regras para as cláusulas sociais e sindicais. Deste modo, os bancos podem regê-las do modo que lhes convier”, afirma o dirigente ao lembrar os prejuízos que a via judicial já causou aos direitos trabalhistas, a exemplo do fim do anuênio e do rebaixamento do interstício do PCS no BB, durante o governo FHC.
Diante desse quadro, a Executiva Nacional dos Bancários, que esteve reunida nesta manhã, em São Paulo, chama a atenção para que os bancários mantenham-se mobilizados.
A Executiva busca retomar o processo negocial com a Fenaban e com as direções do BB e da Caixa, de forma a preservar as garantias dos bancários.
A retomada dos diálogos com a Fenaban está agendada para a segunda-feira, às 11h, em São Paulo. BB e Caixa ainda não se posicionaram com relação à questão.
Jornalista: Lucimar Cruz Beraldo – FETEC/CUT-SP
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Por Mhais• 22 de outubro de 2004• 18:26• Sem categoria
Bancários: Mobilização na defesa de direitos
(São Paulo) A presidência da Caixa Econômica Federal divulgou, nesta manhã, comunicado informando que cumprirá imediatamente a decisão do Tribunal Superior do Trabalho e lamentando que o desfecho para o dissídio coletivo tenha menosprezado a via negocial, resultando em rebaixamento dos parâmetros negociados anteriormente.
A partir do comunicado, o banco acena com a possibilidade de não vir a negociar as cláusulas do acordo coletivo que ficaram de fora do julgamento do dissídio desta quinta-feira.
Para o presidente da FETEC/CUT-SP, Sebastião Geraldo Cardozo, o fato reforça a tese de que buscar o TST para resolver impasse negocial coloca em risco uma série de garantias do funcionalismo. “A primeira sensação é de que a decisão do tribunal foi uma vitória. Mas, na realidade, o acordo, tanto do BB, como da Caixa, na sua integralidade, deixa de existir. Pois, como o julgamento só tratou das questões econômicas, não existem mais regras para as cláusulas sociais e sindicais. Deste modo, os bancos podem regê-las do modo que lhes convier”, afirma o dirigente ao lembrar os prejuízos que a via judicial já causou aos direitos trabalhistas, a exemplo do fim do anuênio e do rebaixamento do interstício do PCS no BB, durante o governo FHC.
Diante desse quadro, a Executiva Nacional dos Bancários, que esteve reunida nesta manhã, em São Paulo, chama a atenção para que os bancários mantenham-se mobilizados.
A Executiva busca retomar o processo negocial com a Fenaban e com as direções do BB e da Caixa, de forma a preservar as garantias dos bancários.
A retomada dos diálogos com a Fenaban está agendada para a segunda-feira, às 11h, em São Paulo. BB e Caixa ainda não se posicionaram com relação à questão.
Jornalista: Lucimar Cruz Beraldo – FETEC/CUT-SP
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