Presidente do BB garante que não haverá descomissionamento em função de reestruturação
A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, representada por Deli Soares Pereira, o presidente do Sindicato de Brasília, Jacy Afonso, os presidentes dos Sindicatos de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino, do Rio de Janeiro, Vinicius de Assumpção, além do diretor do SEEB-SP Vagner Freitas, do assessor sindical de Brasília César Costa, se reuniram na última quinta-feira, 13 de abril, com o Conselho Diretor do Banco do Brasil (composto pelo presidente do banco, Rossano Maranhão, e pelos sete vice-presidentes) para discutir as ações decorrentes da medida anunciada pelo banco, em 15 de março, de redução de gastos com despesas de pessoal na direção geral, além da redução da Parcela Previ, PCC/PCS e Cassi.
O Conselho Diretor do BB garantiu às entidades sindicais que não haverá demissões e nenhum descomissionamento como resultado do processo de reestruturação. O Conselho afirmou que nenhum bancário será considerado excedente e que os ajustes vão ocorrer ao longo do tempo sem prazo definido para que se atinjam as novas dotações, ou seja, com as aposentadorias e as saídas naturais de funcionários, haverá a acomodação do quadro.
Durante a audiência, o presidente do Sindicato, Jacy Afonso, criticou o tensionamento provocado pela medida do banco, argumentando que, para o banco vencer os desafios de uma nova realidade econômica em curso, com taxas de juros menores e mais crédito produtivo, por exemplo, é preciso valorizar e motivar o funcionalismo. “A decisão do banco ia justamente na contramão desses objetivos, pois, da forma como foi anunciada, enfraquecia a capacidade da empresa de responder a eles”, afirmou. “O Sindicato vai acompanhar todo o processo para defender os interesses dos funcionários”.
‘Pressão do Sindicato e mobilizações foram decisivas’
“Todas essas ações representam uma vitória do funcionalismo do BB, que desde o anúncio da medida pelo banco, resistiu ativamente, participando das mobilizações promovidas pelo Sindicato contra essa decisão de cortar despesas com pessoal, que causaria vários descomissionamentos”, destaca o diretor do Sindicato Eduardo Araújo.
Foram quase 30 dias de intensas atividades promovidas pelo Sindicato, com mobilização do funcionalismo e ações desenvolvidas também no campo político. O Sindicato repudiou a medida da direção do banco e cobrou desde o primeiro dia a sua suspensão. A partir de reuniões com o Conselho de Delegados Sindicais do BB, foram realizados dois grandes atos em frente aos Edifícios Sede I e III. Queima de fogos, uso de roupas e tarjas pretas simbolizando luto, encenação artística, distribuição de materiais, inclusive com a participação dos deputados Erika Kokay e Chico Vigilante (distritais), e do deputado federal Wasny de Roure, todos do PT. Tudo para chamar a atenção do banco e exigir dele a revisão da decisão.
“Essa vitória dos bancários do Banco do Brasil também foi fruto da unidade da categoria, tanto da direção geral quanto das agências, que entendeu a gravidade da medida e se mobilizou para revertê-la”, frisou Rodrigo Britto, diretor do Sindicato.
No campo político, além do apoio dos parlamentares, o Sindicato solicitou ainda audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e conversou sobre o assunto com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Houve também intermediação do deputado federal Sigmaringa Seixas (PT) e conversas com integrantes do Conselho de Administração do banco. Atendendo solicitação do Sindicato, Rossano Maranhão, presidente do BB, recebeu Jacy Afonso, que reafirmou a posição da entidade mencionando inclusive estudo técnico da subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos) no Sindicato que demonstrou a inoportunidade da medida.
Parcela Previ
O banco informou que a implementação de redução da Parcela Previ, acordada com o movimento sindical e aprovada pelo funcionalismo, já foi autorizada pelo Ministério da Fazenda e deverá ser ratificada pelo Ministério do Planejamento e pela Secretaria de Previdência Complementar. Segundo o banco, o acordo já foi negociado com todas as áreas do governo envolvidas, e resta somente o cumprimento de trâmites legais e burocráticos, o que deverá ocorrer logo.
Cassi
Foi agendada para o próximo dia 15 de maio a reabertura de negociações com o banco para tratar dos problemas da Cassi. O banco se comprometeu a apresentar na ocasião uma proposta definitiva para resolver a delicada situação financeira da Caixa de Assistência. “A saúde financeira da Cassi não pode esperar. Se o BB não resolver esse grave problema já, é a saúde dos associados e dos nossos familiares que estará seriamente ameaçada”, frisou o diretor do Sindicato José Pacheco.
PCC/PCS
O banco disse que está aguardando a conclusão de estudos técnicos sobre os custos e o impacto das propostas do movimento sindical em relação ao PCC/PCS para apresentar uma contra-proposta. “Esperamos que, dessa vez, o BB cumpra a promessa de negociar seriamente uma proposta de Plano de Cargos e Salários, pois a paciência do funcionalismo está se esgotando”, afirmou Mirian Fochi, diretora do Sindicato.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília
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