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Bancários protestam no Dia de Prevenção à LER/DORT

(São Paulo) Bancários dos quatro cantos do país realizam nesta segunda-feira, dia 28, uma série de atividades para marcar o Dia Internacional de Prevenção à LER/DORT. Os sindicatos vão promover mobilizações em todos os grande centros financeiros do Brasil para cobrar dos banqueiros e do governo medidas preventivas.

Conforme recente levantamento divulgado pelo INSS, a LER é uma das doenças que mais acomete os trabalhadores e é na categoria bancária que se encontram as maiores incidências. “Os bancários têm doenças osteomusculares muito acima da média da população. E isso se deve aos problemas que a categoria enfrenta desde o início dos anos 90, como a intensificação da informatização, a redução de 50% dos postos de trabalho e o aumento significativo da pressão por produtividade”, explicou Plínio Pavão, secretário de Saúde da CNB/CUT.

Segundo o dirigente, as causas da LER/DORT não estão ligadas somente a questões físicas, como querem reduzir os banqueiros. “Os fatores psicológicos também contam. O assédio moral pelo cumprimento de metas absurdas, por exemplo, também faz parte das causas da LER/DORT. São os chamados fatores biopsicossociais”, definiu.

Plínio ressalta que os banqueiros tentam descaracterizar a doença, procurando buscar fatores externos ao ambiente de trabalho. Ele conta que os bancos culpam até as tarefas domésticas e hobbies dos bancários, como tocar um instrumento, ou praticar determinado esporte como causa da doença. “Por isto é importante que os sindicatos denunciem esses problemas no dia 28. Os banqueiros não têm política de prevenção, pois é um gasto que consideram perdido. Mas num médio prazo o custo social acaba sendo muito grande, não só para o sistema financeiro, mas para a economia do país”, disse. Plínio cita que os especialistas consideram que o custo do afastamento por doenças e acidentes de trabalho gira em torno de R$ 30 bilhões por ano.

Reflexão – Para Plínio Pavão, mais do que protestar o dia 28 de fevereiro é uma data para “conscientização e reflexão” de toda sociedade. Segundo ele, o bancário precisa conhecer os seus direitos, pois a Constituição define a saúde do trabalhador como direito fundamental.

“Mas os banqueiros, que tanto falam em responsabilidade social, precisam assumir que a LER/DORT tem um custo social muito grande. Não adianta fazer marketing se não tiver uma política que promova o bem estar do seu empregado. E o governo, que nos últimos tempos tem demonstrado uma preocupação em efetivar uma política de saúde conjunta entre os ministérios da Saúde, Previdência e Trabalho, precisa ter maior eficácia nas suas ações”, afirmou.

Plínio diz que a CNB já apresentou várias propostas para os banqueiros com o objetivo de reduzir a ocorrência de doenças ocupacionais. “O excesso de trabalho é um problema, pois a grande maioria dos bancários acaba extrapolando a sua jornada de seis horas de trabalho. A CNB defende já há alguns anos a proposta de aumento do horário de atendimento ao público para o período das 9h às 18h com a implantação de dois turnos, o que vai garantir aumento dos postos de trabalho, melhor atendimento à população e redução das doenças ocupacionais”, explicou.

O diretor da CNB destaca que os lucros exorbitantes que o sistema financeiro vem apresentando de forma crescente a cada ano mostram que é possível um investimento na área de saúde muito maior do que é hoje.

Fonte: CNB/CUT – Fábio Jammal Makhoul

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Bancários protestam no Dia de Prevenção à LER/DORT

(São Paulo) Bancários dos quatro cantos do país realizam nesta segunda-feira, dia 28, uma série de atividades para marcar o Dia Internacional de Prevenção à LER/DORT. Os sindicatos vão promover mobilizações em todos os grande centros financeiros do Brasil para cobrar dos banqueiros e do governo medidas preventivas.
Conforme recente levantamento divulgado pelo INSS, a LER é uma das doenças que mais acomete os trabalhadores e é na categoria bancária que se encontram as maiores incidências. “Os bancários têm doenças osteomusculares muito acima da média da população. E isso se deve aos problemas que a categoria enfrenta desde o início dos anos 90, como a intensificação da informatização, a redução de 50% dos postos de trabalho e o aumento significativo da pressão por produtividade”, explicou Plínio Pavão, secretário de Saúde da CNB/CUT.
Segundo o dirigente, as causas da LER/DORT não estão ligadas somente a questões físicas, como querem reduzir os banqueiros. “Os fatores psicológicos também contam. O assédio moral pelo cumprimento de metas absurdas, por exemplo, também faz parte das causas da LER/DORT. São os chamados fatores biopsicossociais”, definiu.
Plínio ressalta que os banqueiros tentam descaracterizar a doença, procurando buscar fatores externos ao ambiente de trabalho. Ele conta que os bancos culpam até as tarefas domésticas e hobbies dos bancários, como tocar um instrumento, ou praticar determinado esporte como causa da doença. “Por isto é importante que os sindicatos denunciem esses problemas no dia 28. Os banqueiros não têm política de prevenção, pois é um gasto que consideram perdido. Mas num médio prazo o custo social acaba sendo muito grande, não só para o sistema financeiro, mas para a economia do país”, disse. Plínio cita que os especialistas consideram que o custo do afastamento por doenças e acidentes de trabalho gira em torno de R$ 30 bilhões por ano.
Reflexão – Para Plínio Pavão, mais do que protestar o dia 28 de fevereiro é uma data para “conscientização e reflexão” de toda sociedade. Segundo ele, o bancário precisa conhecer os seus direitos, pois a Constituição define a saúde do trabalhador como direito fundamental.
“Mas os banqueiros, que tanto falam em responsabilidade social, precisam assumir que a LER/DORT tem um custo social muito grande. Não adianta fazer marketing se não tiver uma política que promova o bem estar do seu empregado. E o governo, que nos últimos tempos tem demonstrado uma preocupação em efetivar uma política de saúde conjunta entre os ministérios da Saúde, Previdência e Trabalho, precisa ter maior eficácia nas suas ações”, afirmou.
Plínio diz que a CNB já apresentou várias propostas para os banqueiros com o objetivo de reduzir a ocorrência de doenças ocupacionais. “O excesso de trabalho é um problema, pois a grande maioria dos bancários acaba extrapolando a sua jornada de seis horas de trabalho. A CNB defende já há alguns anos a proposta de aumento do horário de atendimento ao público para o período das 9h às 18h com a implantação de dois turnos, o que vai garantir aumento dos postos de trabalho, melhor atendimento à população e redução das doenças ocupacionais”, explicou.
O diretor da CNB destaca que os lucros exorbitantes que o sistema financeiro vem apresentando de forma crescente a cada ano mostram que é possível um investimento na área de saúde muito maior do que é hoje.
Fonte: CNB/CUT – Fábio Jammal Makhoul

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