O Banco Central determinou hoje a liqüidação do Banco Santos, que estava sob intervenção desde novembro. O rombo estimado da instituição apurado durante o processo de intervenção é de R$ 2,236 bilhões.
O liqüidante da instituição financeira será Vânio Cesar Pickler Aguiar, que já era o interventor. Ele também irá pedir a falência do Banco Santos.
Durante o processo de liqüidação, que não tem prazo determinado, os bens da instituição serão vendidos para o pagamento dos credores. Têm prioridade de recebimento as dívidas trabalhistas e tributárias.
No entanto, segundo Paulo Sérgio Cavalheiro, diretor de Fiscalização do BC, não há praticamente nenhuma dívida desse tipo. Os credores são entre 600 e 700, em sua maior parte empresas.
No relatório do interventor, entregue há cerca de dois meses, a estimativa é que eles recebam cerca de 25% do valor ao que teriam direito.
A maior parte do rombo do banco é proveniente de operações de empréstimo feitas com empresas não-financeiras ligados ao controlador. Essas operações somam R$ 2,450 bilhões.
“Nós ficamos surpresos com esse tipo de operação”, disse Cavalheiro.
Para Gustavo Matos do Vale, diretor de Liquidações e Desestatizações, não há sinais de que outros bancos atuem da mesma forma. “Eu tenho absoluta certeza que não.”
O comitê de auditoria, após concluir o inquérito, irá encaminhar ao Ministério Público quais foram os indícios de crime que podem ter levado o banco a chegar a essa situação. Isso irá ocorrer em julho.
Histórico
A intervenção do BC ocorreu no dia 12 de novembro. Foi o primeiro caso de intervenção da autoridade monetária em um banco privado desde 1998.
O BC constatou que o recolhimento compulsório dos depósitos a prazo, que os bancos são obrigados a fazer, não estavam sendo realizados há vinte dias.
Além disso, o banco não vinha provisionando corretamente recursos para se proteger de devedores duvidosos, o que provocou um rombo no patrimônio líqüido do banco.
Na época, o BC constatou ainda irregularidades no balanço financeiro, como a avaliação de operações com derivativos acima do preço de mercado.
Fonte: Folha Online – ANA PAULA RIBEIRO
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Por Mhais• 5 de maio de 2005• 09:29• Sem categoria
Banco Central decreta liqüidação do Banco Santos
O Banco Central determinou hoje a liqüidação do Banco Santos, que estava sob intervenção desde novembro. O rombo estimado da instituição apurado durante o processo de intervenção é de R$ 2,236 bilhões.
O liqüidante da instituição financeira será Vânio Cesar Pickler Aguiar, que já era o interventor. Ele também irá pedir a falência do Banco Santos.
Durante o processo de liqüidação, que não tem prazo determinado, os bens da instituição serão vendidos para o pagamento dos credores. Têm prioridade de recebimento as dívidas trabalhistas e tributárias.
No entanto, segundo Paulo Sérgio Cavalheiro, diretor de Fiscalização do BC, não há praticamente nenhuma dívida desse tipo. Os credores são entre 600 e 700, em sua maior parte empresas.
No relatório do interventor, entregue há cerca de dois meses, a estimativa é que eles recebam cerca de 25% do valor ao que teriam direito.
A maior parte do rombo do banco é proveniente de operações de empréstimo feitas com empresas não-financeiras ligados ao controlador. Essas operações somam R$ 2,450 bilhões.
“Nós ficamos surpresos com esse tipo de operação”, disse Cavalheiro.
Para Gustavo Matos do Vale, diretor de Liquidações e Desestatizações, não há sinais de que outros bancos atuem da mesma forma. “Eu tenho absoluta certeza que não.”
O comitê de auditoria, após concluir o inquérito, irá encaminhar ao Ministério Público quais foram os indícios de crime que podem ter levado o banco a chegar a essa situação. Isso irá ocorrer em julho.
Histórico
A intervenção do BC ocorreu no dia 12 de novembro. Foi o primeiro caso de intervenção da autoridade monetária em um banco privado desde 1998.
O BC constatou que o recolhimento compulsório dos depósitos a prazo, que os bancos são obrigados a fazer, não estavam sendo realizados há vinte dias.
Além disso, o banco não vinha provisionando corretamente recursos para se proteger de devedores duvidosos, o que provocou um rombo no patrimônio líqüido do banco.
Na época, o BC constatou ainda irregularidades no balanço financeiro, como a avaliação de operações com derivativos acima do preço de mercado.
Fonte: Folha Online – ANA PAULA RIBEIRO
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