Uma ação inédita do Ministério Público do Trabalho será o ponto de partida para combater a discriminação de gênero e raça no mercado de trabalho brasileiro. Em uma investigação sobre o quadro de pessoal dos cinco maiores bancos privados do Distrito Federal foram constatadas inúmeras desigualdades. Divulgada no dia 11 de abril, a pesquisa revela que negros e mulheres ainda são minoria e sofrem muita discriminação.
Os dados fornecidos pelas instituições financeiras foram comparados com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Trabalho. Em um dos bancos, a relação apresentada foi de 339 homens para 272 mulheres, o que significa que as mulheres ocupam apenas 44,7% dos postos de trabalho. Quanto ao salário médio das mulheres, equivale a 75% do que ganham os homens. Além disso, eles ocupam 61% dos cargos de chefia. Já na relação entre negros e brancos, apenas 10% dos empregados são negros.
Segundo o vice-procurador geral do Ministério do Trabalho, Otávio Brito Lopes, após o estudo será feito agora um levantamento para descobrir que empresas apresentam maior desigualdade e fazer com que assinem um termo de compromisso para diminuir essas diferenças. Quem não concordar, pode ser alvo de ações judiciais e de multas. Otávio Brito Lopes disse que para a questão não existem cotas, exceto a portadores de necessidades especiais, mas há um princípio constitucional contra a discriminação.
Para 2005, o programa deve ser estendido a outros segmentos da economia em todo o país. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, o projeto começou pelo setor bancário porque é o que se apresenta com maiores problemas. As notificações dos bancos começaram por Brasília e se estenderão a instituições nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul.
Fonte: OIT
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Por Mhais• 4 de maio de 2005• 15:38• Sem categoria
Pesquisa do Ministério Público servirá de base para combater discriminação
Uma ação inédita do Ministério Público do Trabalho será o ponto de partida para combater a discriminação de gênero e raça no mercado de trabalho brasileiro. Em uma investigação sobre o quadro de pessoal dos cinco maiores bancos privados do Distrito Federal foram constatadas inúmeras desigualdades. Divulgada no dia 11 de abril, a pesquisa revela que negros e mulheres ainda são minoria e sofrem muita discriminação.
Os dados fornecidos pelas instituições financeiras foram comparados com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Trabalho. Em um dos bancos, a relação apresentada foi de 339 homens para 272 mulheres, o que significa que as mulheres ocupam apenas 44,7% dos postos de trabalho. Quanto ao salário médio das mulheres, equivale a 75% do que ganham os homens. Além disso, eles ocupam 61% dos cargos de chefia. Já na relação entre negros e brancos, apenas 10% dos empregados são negros.
Segundo o vice-procurador geral do Ministério do Trabalho, Otávio Brito Lopes, após o estudo será feito agora um levantamento para descobrir que empresas apresentam maior desigualdade e fazer com que assinem um termo de compromisso para diminuir essas diferenças. Quem não concordar, pode ser alvo de ações judiciais e de multas. Otávio Brito Lopes disse que para a questão não existem cotas, exceto a portadores de necessidades especiais, mas há um princípio constitucional contra a discriminação.
Para 2005, o programa deve ser estendido a outros segmentos da economia em todo o país. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, o projeto começou pelo setor bancário porque é o que se apresenta com maiores problemas. As notificações dos bancos começaram por Brasília e se estenderão a instituições nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul.
Fonte: OIT
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