O movimento sindical considera como legítimo todo e qualquer programa de participações em lucros desde que o mesmo seja objeto de acordo coletivo entre as partes, ou seja, entre os trabalhadores representados pelos sindicatos e o banco.
Historicamente, o banco HSBC coloca o carro na frente dos bois, pois inventou o discurso que a PLR, a Participação nos Lucros e Resultados da Convenção Coletiva está dentro da PPR. É comum a propagação dentro do banco que o importante seria a PPR e, consequentemente, tenta desprezar a PLR que é a légítma conquista dos trabalhadores conforma a Lei 10101/2000.
Desta vez, além de prometer e não fazer o pagamento da PPR, foi além e distorceu o pagamento do seu programa próprio, aplicando regras discriminatórias na forma desta remuneração variável. O trabalhador bancário e presidente da FETEC-CUT-PR lamenta o fato e considera “inoportuna a atitude do HSBC que pagou uma PPR diferenciada aos dirigentes sindicais liberados, estranhamente num momento que não paga uma PPR com o mesmo critério aos demais trabalhadores”.
Esta é uma situação descabida que a FETEC-CUT-PR repudia e, ao mesmo tempo, estará debatendo na próxima reunião da Diretoria Executiva da Federação, marcada para o dia 08/04/2010, onde serão determinados os procedimentos administrativos e judiciais a respeito deste assunto.
FETEC-CUT-PR.
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HSBC: Dirigentes sindicais não estão à venda
Banco tenta pagar PPR diferenciada para representantes dos trabalhadores como estratégia para enfraquecer imagem dos Sindicatos perante a categoria
Os dirigentes sindicais liberados do HSBC de todo o país foram surpreendidos, no mês de março, com um valor referente à PPR diferente daquele pago a maioria dos membros do corpo funcional do banco. A medida adotada pelo HSBC, que beneficia os dirigentes sindicais liberados em detrimento do conjunto dos trabalhadores, causou desconfiança, estranhamento e perplexidade. Apesar de tentar estabelecer com o HSBC uma relação de diálogo e negociação, a atitude do banco foi interpretada como uma tentativa de silenciamento e desmobilização da entidade sindical. Todo o coletivo de dirigentes, independente dos bancos de origem, se sentiu ofendido com a notícia de um pagamento que beneficiava os dirigentes sindicais liberados do HSBC.
No dia 8 de março, em nome dos maiores sindicatos de todo o país, a Contraf-CUT emitiu um ofício para o HSBC exigindo tratamento isonômico entre os trabalhadores. Não há justificativa plausível para uma PPR diferenciada. Até agora o banco não respondeu oficialmente.
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região defende que o mesmo critério em relação ao pagamento da PPR seja aplicado para todos os trabalhadores e não somente para alguns, conforme prerrogativa do CEO.
Os dirigentes liberados do HSBC de Curitiba e região farão a devolução da diferença entre o que lhes cabe, como trabalhadores no banco, e o que foi pago. A devolução será feita oficialmente ao banco ou via depósito judicial. A assessoria jurídica da entidade já foi acionada para prestar o devido acompanhamento.
A medida é imprescindível para que não existam dúvi-das da categoria bancária em relação à idoneidade desta entidade sindical. “A luta pelos trabalhadores bancários é um compromisso e uma responsabilidade assumida pelo Sindicato até as últimas consequências e não serão aceitas atitudes dos bancos que deponham contra a credibilidade conquistada ao longo de 68 anos de história”, afirma Marco Aurélio Cruz, dirigente sindical e bancário no HSBC.
O Sindicato também ajuizará ação por substituição processual em favor de todos os trabalhadores do HSBC postulando o pagamento da PPR 2009. Em breve informaremos o número do processo judicial.
Por: Patrícia Meyer.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.