Foram demitidos funcionários advindos de fusões e aquisições feitas desde 1995
(São Paulo) BFB, Banerj, Bemge, Banestado, BEG, BBA e Banco Fiat. Desde 1995, o Itaú realizou todas essas aquisições. O número de agências e postos de atendimento, que era de 1.902 antes da compra desses bancos, saltou para 3.172, num total de 14.314.000 contas correntes – em 1995 eram pouco mais de 6 milhões. Em contrapartida, o número de funcionários saiu dos 36.398, quando da aquisição do BFB em 1995, para apenas 41.437 hoje. Nesse período de oito anos, o Itaú desempregou 17.990 bancários. Os bancos que adquiriu eram responsáveis por 24 mil postos de trabalho. Ou seja, o Itaú colocou na rua grande parte dos funcionários das instituições que comprou.
“O dado, assustador, demonstra a política que as instituições financeiras vêm colocando em prática nos últimos anos”, avalia o secretário-geral do Sindicato e funcionário do Itaú, Luiz Cláudio Marcolino. “Eles fazem as aquisições, levam a carteira de clientes, depois fecham agências e demitem os trabalhadores, empurrando os clientes para as filas e os caixas eletrônicos”, completa o dirigente sindical.
Terceirizados – Essa informação pode ser comprovada pelo vertiginoso crescimento no número de caixas eletrônicos no Itaú: de 7.450 em 1995 para 20.021 em 2003. “Além disso, o Itaú mantém 10 mil trabalhadores terceirizados que realizam serviços bancários, comprometendo o sigilo bancário de seus clientes”, destaca Luiz Cláudio.
O Sindicato vem negociando com as instituições financeiras o fim das terceirizações e uma política de recuperação dos empregos. Os lucros acumulados pelo Itaú – os R$ 592 milhões em 1995 foram substituídos pela cifra recorde de R$ 3,15 bi em 2003 – no mesmo período em que demitiu quase 18 mil trabalhadores denunciam a total ausência de responsabilidade social dessa empresa, a exemplo dos demais bancos do país.
Fonte: Folha Bancária – Seeb São Paulo
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Por Mhais• 2 de março de 2004• 19:20• Sem categoria
BANCO ITAÚ MANDA EMBORA QUASE 18 MIL DESDE 95
Foram demitidos funcionários advindos de fusões e aquisições feitas desde 1995
(São Paulo) BFB, Banerj, Bemge, Banestado, BEG, BBA e Banco Fiat. Desde 1995, o Itaú realizou todas essas aquisições. O número de agências e postos de atendimento, que era de 1.902 antes da compra desses bancos, saltou para 3.172, num total de 14.314.000 contas correntes – em 1995 eram pouco mais de 6 milhões. Em contrapartida, o número de funcionários saiu dos 36.398, quando da aquisição do BFB em 1995, para apenas 41.437 hoje. Nesse período de oito anos, o Itaú desempregou 17.990 bancários. Os bancos que adquiriu eram responsáveis por 24 mil postos de trabalho. Ou seja, o Itaú colocou na rua grande parte dos funcionários das instituições que comprou.
“O dado, assustador, demonstra a política que as instituições financeiras vêm colocando em prática nos últimos anos”, avalia o secretário-geral do Sindicato e funcionário do Itaú, Luiz Cláudio Marcolino. “Eles fazem as aquisições, levam a carteira de clientes, depois fecham agências e demitem os trabalhadores, empurrando os clientes para as filas e os caixas eletrônicos”, completa o dirigente sindical.
Terceirizados – Essa informação pode ser comprovada pelo vertiginoso crescimento no número de caixas eletrônicos no Itaú: de 7.450 em 1995 para 20.021 em 2003. “Além disso, o Itaú mantém 10 mil trabalhadores terceirizados que realizam serviços bancários, comprometendo o sigilo bancário de seus clientes”, destaca Luiz Cláudio.
O Sindicato vem negociando com as instituições financeiras o fim das terceirizações e uma política de recuperação dos empregos. Os lucros acumulados pelo Itaú – os R$ 592 milhões em 1995 foram substituídos pela cifra recorde de R$ 3,15 bi em 2003 – no mesmo período em que demitiu quase 18 mil trabalhadores denunciam a total ausência de responsabilidade social dessa empresa, a exemplo dos demais bancos do país.
Fonte: Folha Bancária – Seeb São Paulo
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