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Banco Itaú Unibanco lucra mais de R$ 10 bilhões em 9 meses e demite 14 mil trabalhadores em 18 meses

O banco Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (23) um lucro líquido de R$ 10,102 bilhões nos nove primeiros meses deste ano, alcançando o segundo maior lucro acumulado de janeiro a setembro entre os bancos de capital aberto brasileiro, segundo levantamento da consultoria Economatica.

Apesar desse resultado bilionário, o banco cortou 7.831 postos de trabalho até setembro. No trimestre, o número de trabalhadores recuou de 92.517 para 90.427, uma redução de 2.090 em três meses. Desta forma, o banco aprofundou ainda mais o processo de fechamento de empregos iniciado em abril do ano passado, totalizando a extinção de 13.595 vagas, conforme análise feita pelo Dieese.

“É um absurdo que o Itaú com esse todo esse lucro estrondoso elimine quase 20 mil de postos de trabalho em apenas um ano e meio, ao invés de contratar funcionários para acabar com a enorme sobrecarga de serviços e melhorar o atendimentos aos clientes e à população”, protesta Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

“O Itaú gasta milhões e milhões de reais com propaganda, mas o balanço revela que o banco não tem compromisso com o Brasil que cresce e se consolida no mundo. Além disso, a instituição mostra que não possui compromisso com os trabalhadores que produzem esse lucro gigantesco. O banco tem que sair da contramão e andar no rumo do desenvolvimento econômico e social com geração de empregos e distribuição de renda”, aponta o dirigente sindical.

“Com esses números, vamos intensificar a mobilização e retomar as negociações permanentes com o Itaú no próximo dia 6 de novembro, priorizando a defesa do emprego, o fim da rotatividade, novas contratações e a melhoria das condições de trabalho”, destaca. “Também vamos organizar um novo encontro nacional de dirigentes sindicais do Itaú para aumentar a pressão sobre o banco, pois a mobilização é a única linguagem que o banco entende”, enfatiza Cordeiro.

Truque da PDD

Embora o lucro líquido até setembro tenha sido 7,6% menor que o apurado no mesmo período do ano passado, ele teria sido muito maior se o banco não usasse outra vez a manobra contábil de superdimensionar as provisões para devedores duvidosos, que passaram de R$ 14.458.717 nos primeiros nove meses em 2011 para R$ 17.959.140 no mesmo período de 2012, um crescimento de 24,21%.

“Essa maquiagem é um velho truque dos bancos para diminuir os lucros. As instituições financeiras perseguem vários objetivos com essa mágica, como a redução da PLR dos bancários, a tentativa de justificar a contenção da oferta de crédito e a manutenção das altas taxas de juros, spreads e tarifas bancárias”, critica o presidente da Contraf-CUT.

A taxa de inadimplência real cresceu apenas 0,4 ponto percentual em relação a setembro de 2011 e caiu 0,1 ponto percentual em comparação a junho de 2012, o que demonstra estabilidade no período. “Nem a desculpa da inadimplência pode ser usada para justificar esse altíssimo provisionamento”, observa Cordeiro.

No terceiro trimestre, o Itaú apresentou lucro líquido de R$ 3,372 bilhões, uma queda de 11,4% ante igual período do ano passado. Os ativos totais alcançaram R$ 960,2 bilhões, quase na casa de R$ 1 trilhão, apresentando aumento de 8% em relação ao final do trimestre anterior e evolução de 14,7% sobre o mesmo período de 2011.

O patrimônio líquido cresceu 4,4% no terceiro trimestre e atingiu R$ 78,979 bilhões. Na comparação com setembro de 2011, a alta foi de 15,8%.

Receitas de tarifas crescem

A tese de que os bancos subiram as tarifas para compensar a redução cosmética das taxas de juros de algumas linhas de crédito também ficou comprovada no balanço do Itaú.

Houve aumento de aproximadamente 16% nas receitas de tarifas bancárias, passando de R$ 3,75 bilhões para R$ 4,35 bilhões, em comparação ao terceiro trimestre de 2011, e tiveram crescimento de 0,58% no trimestre. As demais receitas de prestação de serviços subiram 5,46%, chegando a R$ 10,77 bilhões em setembro.

Com isso, o excedente da cobertura das despesas de pessoal pelas receitas de prestação de serviços mais renda das tarifas bancárias cresceu 8,1 pontos percentuais, passando de 138,93% para 146,94%, comparativamente entre os nove primeiros nove meses de 2011 e 2012.

“Isso significa dizer que o banco paga os seus funcionários com essas receitas e ainda tem uma sobra equivalente a 46,94%”, explica Cordeiro.

Outros bancos

Mais três bancos se preparam para divulgar os seus balanços do terceiro trimestre. O Santander anuncia os resultados nesta quinta-feira (25); o Banco do Brasil, no dia 31; e o Banrisul, no dia 12 de novembro.

O Bradesco apurou lucro de R$ 8,6 bilhões até setembro, conforme números divulgados na segunda-feira (22).

Fonte: Contraf-CUT

Notícia colhida no sítio http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=32374

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Itaú lucra R$ 10,5 bilhões e demite milhares

Resultado refere-se aos nove primeiros meses de 2012. Em um ano, banco já dispensou aproximadamente 9 mil funcionários

São Paulo – A divulgação do lucro líquido recorrente de R$ 10,541 bilhões nos primeiros nove meses de 2012 do Itaú comprova o que o Sindicato afirma: o banco tem de contratar mais para melhorar as condições de trabalho que estão muito ruins nas unidades da empresa.

De acordo com o balanço do banco do terceiro trimestre divulgado nesta terça 23 a partir de análise do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), embora o lucro tenha recuado 3,8% em relação a igual período do ano passado, vários indicadores subiram.

Os ativos totais, por exemplo, alcançaram R$ 960,2 bilhões, apresentando aumento de 8% em relação ao final do trimestre anterior e evolução de 14,7% sobre o mesmo período de 2011. O patrimônio líquido cresceu 4,4% no terceiro trimestre de 2012 e atingiu R$ 78,979 bilhões – na comparação com setembro de 2011 a alta foi de 15,8%.

Emprego reduz – Mesmo com o aumento do trabalho que envolve diretamente o bancário – como a carteira de crédito que alcançou saldo de R$ 417,603 bilhões, elevação de 9,3% em relação aos primeiros nove meses do ano passado –, o Itaú reduziu drasticamente o número de postos de trabalho.

Segundo o balanço divulgado, entre junho e setembro deste ano o número de empregados recuou de 92.517 para 90.427. Ou seja, redução de 2.090 postos em três meses. Em um ano, entre setembro de 2011 e setembro de 2012, a quantidade de empregados caiu 9.393.

“Essa redução piorou a situação nas agências. Há locais em que gerentes nem sequer conseguem almoçar direito. Os poucos bancários dessas unidades estão sobrecarregados o que aumenta o risco de contraírem alguma doença em função das condições inadequadas de trabalho”, afirma a diretora executiva do Sindicato e funcionária do Itaú Marta Soares. “O Itaú tem de direcionar seu elevado lucro para a geração de mais empregos e valorizar seus trabalhadores.”

PDD – Também segundo o Dieese, um dos fatores que impactaram no recuo do lucro do banco foram as Provisionamento para Devedores Duvidosos (provisionamento) que, embora tenham caído 0,8% em relação ao segundo trimestre de 2012, apresentam alta de 19,4% em relação ao terceiro trimestre de 2011. No acumulado de nove meses, a elevação foi de 24,2%, atingindo R$ 18 bilhões, mesmo com a inadimplência caindo de 5,2% para 5,1% neste trimestre e com tendência de queda de acordo com o próprio banco.

Outro indicador é a redução da Taxa Selic, que afetou algumas receitas da empresa como as operações com títulos e valores mobiliários e o resultado das aplicações compulsórias, com queda de 1,4% e 34,6%, respectivamente.

As aplicações compulsórias (que são remuneradas pela Selic), segundo o Dieese, fazem parte da política econômica do governo. Elas correspondem a um percentual dos depósitos feitos nas instituições financeiras que devem ficar obrigatoriamente no Banco Central. O objetivo da medida é controlar o volume de dinheiro disponível aos bancos realizarem operações, permitindo que o governo possa controlar o aquecimento na economia. Ao reduzir a Selic, espera-se que os bancos passem a investir mais na concessão de crédito o que, de acordo com o Dieese, não ocorreu com o Itaú, onde o crescimento da carteira de crédito foi pequeno e insuficiente para compensar a queda da Selic.

Jair Rosa – 23/10/2012

Notícia colhida no sítio http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=2941

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