O Banco Rural vai começar a fechar mais de 30% de suas agências a partir desta sexta-feira. Em comunicado de quatro parágrafos encaminhado aos clientes, o Rural anuncia o fechamento de 13 (30,9%) de suas 42 agências espalhadas pelo Brasil, que resultará na demissão de metade dos seus funcionários: 392 de 800.
“O momento de dificuldades vivido pelo país, com impacto no mercado financeiro, sugere um aprofundamento da reforma estrutural iniciada pelo Banco Rural no início do ano passado”, diz uma parte do texto.
Para o presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, o Rural foi inviabilizado por questões políticas, principalmente pelo seu envolvimento em uma série de escândalos que acabou por minar sua credibilidade. “Mas é importante que a sociedade saiba que os funcionários do banco não têm nada a ver com essa imagem ruim. Nós somos contrários a essas demissões e vamos buscar as instâncias competentes, a Justiça, o Ministério do Trabalho, quem for, para buscar a garantia desses empregos”, afirmou.
Os funcionários que perderem seu empregos terão direito aos mesmos bônus oferecidos aos trabalhadores demitidos em novembro do ano passado. Os bancários com estabilidade serão mantidos mesmo que suas agências sejam fechadas. O banco garante que não haverá corte nos benefícios para os que ficam, mas não descarta novas demissões.
Segundo a assessoria de imprensa do Rural, os clientes que têm conta nas agências fechadas e que foram incorporadas por outras cidades não serão prejudicados com a medida – o banco afirma que os gerentes darão atendimento especial àqueles que trabalham com a instituição.
Apesar de assumir o compromisso, o Rural deverá enfrentar dificuldades logísticas para manter o mesmo tratamento aos seus clientes.
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