No melhor estilo “família vende tudo”, o Banco Central (BC) já começou a receber pela internet ofertas por cerca de cinco mil itens, entre móveis, eletrodomésticos e artigos de informática, que fazem parte do patrimônio do Banco Santos, em processo de liquidação extrajudicial. Marcado para a próxima terça-feira, o leilão será feito na sede do Santos, numa das regiões mais valorizadas de São Paulo.
Da sala que era ocupada pelo banqueiro Edemar Cid Ferreira, é possível admirar as mansões do bairro Jardim Paulistano. Do outro lado do prédio, que já não ostenta o antigo luminoso, a vista é das corridas no Jockey Club da cidade.
Os ativos foram divididos em 392 lotes diferentes, que se fossem vendidos por seu preço mínimo somariam R$ 281.613,33. Mas a expectativa do liquidante nomeado pelo BC, Vânio Aguiar, é de que a disputa pelas peças seja acirrada o suficiente para gerar uma receita de R$ 1,5 bilhão — mas ainda insuficiente para cobrir um rombo patrimonial de quase R$ 3 bilhões.
Da lista exposta na internet, o item com o maior valor unitário é uma TV de plasma de 52 polegadas, da marca Panasonic. Depois de três ofertas feitas, o produto está saindo por R$ 7.500. Além desse preço, o comprador terá de pagar diretamente ao leiloeiro uma taxa de 5%.
Recursos serão usados para pagar credores do banco
Só em computadores portáteis e de mesa há mais de 500 itens, a preços que variam de R$ 500 a mil reais. Entre os itens oferecidos no leilão existem também sofás de couro, mesas de centro, centrais telefônicas e cadeiras italianas que ornavam a sala de antigos diretores do Banco Santos.
Além de usar os recursos para o pagamento dos credores da instituição, o leilão tem uma finalidade mais imediata e física. Em atraso com as parcelas do aluguel, o banco terá de deixar até o fim deste mês o prédio de oito andares que ocupa hoje para se abrigar numa construção vizinha, de dois pavimentos.
— Precisamos esvaziar os andares porque nosso espaço físico vai se reduzir em 80% — calculou Aguiar.
Fonte: O Globo – Aguinaldo Novo
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