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Crédito garante lucro maior para a Caixa

A Caixa Econômica Federal anuncia nos próximos dias o lucro líquido de R$ 480 milhões referente ao primeiro trimestre de 2005, resultado 19% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O desempenho mais favorável foi possível graças à forte expansão na carteira de crédito e à recente alta na taxa básica de juros da economia.

Com cerca de metade de seus ativos investidos em títulos públicos, injetados na operação de saneamento feita pelo Tesouro Nacional em 2001, a Caixa teve suas receitas financeiras ampliadas com as recentes elevações dos juros básicos pelo Banco Central. A Selic efetiva em março passado foi de 18,97% ao ano, ante 16,19% ao ano observados no mesmo mês de 2004.

Apesar da inegável importância dos títulos públicos, o lucro da Caixa vem sendo cada vez mais sustentado por operações de crédito. Os empréstimos concedidos a pessoas físicas chegaram a R$ 4,826 bilhões no primeiro trimestre de 2005, um avanço de 22,09% em relação aos R$ 3,953 bilhões observados em igual período do ano anterior.

O crescimento do crédito a pessoas jurídicas foi ainda mais intenso. Essas operações somaram R$ 3,345 bilhões no primeiro trimestre de 2005, o que representa um avanço de 105,43% em relação aos valores do mesmo período de 2004. O avanço no crédito às empresas se deve à uma política mais agressiva de atuação nesse nicho. No segundo semestre de 2004, o banco anunciou cortes nas taxas cobradas de pessoas jurídicas, num desdobramento da estratégia adotada a partir de 2003 no segmento de pessoas físicas.

Houve aumento expressivo também nos financiamentos para habitação: os desembolsos atingiram a marca de R$ 1,082 bilhão, o que representa um avanço de 28% em relação ao primeiro trimestre de 2004. O desempenho é atribuído, de um lado, à expansão da renda individual do cidadão (até o ano passado ocorria apenas crescimento dos salários do conjunto de trabalhadores) e, de outro, aos aperfeiçoamentos na regulamentação do crédito imobiliário – que ampliaram garantias tanto dos bancos como de quem toma empréstimos habitacionais.

As operações na área de saneamento e infra-estrutura, que no primeiro trimestre do ano passado ficaram próximo de zero, chegaram a R$ 289 milhões. A expectativa é que neste ano os valores emprestados para o saneamento possam chegar a R$ 2 bilhões, graças ao grande volume contratado no ano passado, dentro da excepcionalidade aberta no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para contratar R$ 2,9 bilhões em financiamentos para saneamento do setor público. A Caixa também vem adotando a política de intensificar a contratação de financiamentos de saneamento para empresas privadas, que não estão sujeitas aos limites de endividamento os quais devem obedecer o setor público.

O balanço da Caixa registra ainda um aumento de 14% nos depósitos totais, quando comparado ao primeiro trimestre de 2004 – o que fez com que a instituição financeira atingisse a marca de R$ 100 bilhões em depósitos. A velocidade de crescimento dos depósitos em 2005 tem sido de 3,4%, quase o dobro do observado no início de 2004.

Fonte: Valor Econômico – Alex Ribeiro

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Crédito garante lucro maior para a Caixa

A Caixa Econômica Federal anuncia nos próximos dias o lucro líquido de R$ 480 milhões referente ao primeiro trimestre de 2005, resultado 19% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O desempenho mais favorável foi possível graças à forte expansão na carteira de crédito e à recente alta na taxa básica de juros da economia.
Com cerca de metade de seus ativos investidos em títulos públicos, injetados na operação de saneamento feita pelo Tesouro Nacional em 2001, a Caixa teve suas receitas financeiras ampliadas com as recentes elevações dos juros básicos pelo Banco Central. A Selic efetiva em março passado foi de 18,97% ao ano, ante 16,19% ao ano observados no mesmo mês de 2004.
Apesar da inegável importância dos títulos públicos, o lucro da Caixa vem sendo cada vez mais sustentado por operações de crédito. Os empréstimos concedidos a pessoas físicas chegaram a R$ 4,826 bilhões no primeiro trimestre de 2005, um avanço de 22,09% em relação aos R$ 3,953 bilhões observados em igual período do ano anterior.
O crescimento do crédito a pessoas jurídicas foi ainda mais intenso. Essas operações somaram R$ 3,345 bilhões no primeiro trimestre de 2005, o que representa um avanço de 105,43% em relação aos valores do mesmo período de 2004. O avanço no crédito às empresas se deve à uma política mais agressiva de atuação nesse nicho. No segundo semestre de 2004, o banco anunciou cortes nas taxas cobradas de pessoas jurídicas, num desdobramento da estratégia adotada a partir de 2003 no segmento de pessoas físicas.
Houve aumento expressivo também nos financiamentos para habitação: os desembolsos atingiram a marca de R$ 1,082 bilhão, o que representa um avanço de 28% em relação ao primeiro trimestre de 2004. O desempenho é atribuído, de um lado, à expansão da renda individual do cidadão (até o ano passado ocorria apenas crescimento dos salários do conjunto de trabalhadores) e, de outro, aos aperfeiçoamentos na regulamentação do crédito imobiliário – que ampliaram garantias tanto dos bancos como de quem toma empréstimos habitacionais.
As operações na área de saneamento e infra-estrutura, que no primeiro trimestre do ano passado ficaram próximo de zero, chegaram a R$ 289 milhões. A expectativa é que neste ano os valores emprestados para o saneamento possam chegar a R$ 2 bilhões, graças ao grande volume contratado no ano passado, dentro da excepcionalidade aberta no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para contratar R$ 2,9 bilhões em financiamentos para saneamento do setor público. A Caixa também vem adotando a política de intensificar a contratação de financiamentos de saneamento para empresas privadas, que não estão sujeitas aos limites de endividamento os quais devem obedecer o setor público.
O balanço da Caixa registra ainda um aumento de 14% nos depósitos totais, quando comparado ao primeiro trimestre de 2004 – o que fez com que a instituição financeira atingisse a marca de R$ 100 bilhões em depósitos. A velocidade de crescimento dos depósitos em 2005 tem sido de 3,4%, quase o dobro do observado no início de 2004.
Fonte: Valor Econômico – Alex Ribeiro

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