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BANCOS BRASILEIROS SOBEM EM RANKING GLOBAL

Gazeta Mercantil – Adriana Cotias

Os bancos brasileiros ganharam posições em um ranking internacional – abrangendo países norte e ibero-americanos – de instituições financeiras de capital aberto.

Estudo feito pela consultoria Economatica, com base nos balanços de 2003, traz quatro nacionais entre os maiores pelo critério de ativos (em dólar), numa amostragem de 50 conglomerados: Banco do Brasil (BB), Bradesco, Itaú e Unibanco, todos subiram na escala em relação a 2002.

O levantamento incluiu Estados Unidos, Espanha e, na América Latina, México, Venezuela, Colômbia, Peru, Chile e Argentina e Brasil.

O sócio da Economatica, Einar Rivero, ressalta que o efeito cambial – com a valorização de 18% do real em relação ao dólar de 2002 para 2003 – explica parte do movimento.

O ranking é, predominantemente, dominado pelos gigantes americanos, com ativos que superam o US$ 1 trilhão, no caso do Citigroup, que encabeça a lista.

Como a base de 2003 ainda não incluía a fusão do Bank of America com o Fleet Boston, a instituição ainda aparece na terceira posição, abaixo do JP Morgan Chase.

Entre os brasileiros, vários se sobressaíram a despeito da variação de moedas. O Bradesco, por exemplo, saiu da 31ª posição em 2002 para o 24º lugar no ano passado, sendo o terceiro banco a subir mais degraus no ranking.

O salto decorreu, em grande parte, das investidas que fez no mercado, comprando o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBV Brasil) e a área de gestão de recursos do JP Morgan Fleming, além do Banco Zogbi (operação concluída neste ano e que, portanto, não integrava os ativos ao fim de 2003).

“Desenvolvemos uma agressiva política de expansão dos negócios, que visou ao crescimento orgânico e por aquisições”, diz o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano.

“Esse trabalho vem sendo tocado há vários anos, num processo que envolveu, ainda, a segmentação do atendimento, investimento significativo em tecnologia e o lançamento de novos produtos como os planos de consórcio.”

Cypriano destacou também o processo de bancarização da baixa renda, obtido, principalmente pelo avanço do Banco Postal, parceria com o Correios.

“O resultado é que, ao lado da expansão, também estamos evoluindo nas taxas de retorno do nosso negócio, além de ganhos expressivos de escala.”

Pelo levantamento da Economatica, o Itaú, o segundo maior entre os bancos privados brasileiros, ganhou quatro posições no ranking, passando do 40º posto para o 36º; o Unibanco, que estava fora dos 50 maiores em 2002, aparece na 48ª posição, enquanto o Banco do Brasil subiu um degrau, ocupando o 20º lugar.

“O crescimento em crédito explica isso”, diz o gerente de Relações com Investidores do BB, Marco Giovanne Tobias da Silva. “Na concorrência com os privados, o banco se antecipou a um cenário de recuperação econômica, menor nível de taxa de juros e queda dos spreads.”

De 2002 para 2003, as operações de crédito chegaram a R$ 69,6 bilhões, um crescimento de 27,2%, acima da indústria bancária, que apontou expansão de 12,7%.

A carteira de títulos e valores mobiliários praticamente empata com os recursos emprestados, em R$ 69 bilhões.

No incremento das carteiras, a instituição se beneficiou do “boom” do agronegócio, conforme destaca Tobias da Silva.

“Ao longo da história, o banco adquiriu expertise neste nicho e hoje está presente em toda a cadeia produtiva, englobando desde o pequeno produtor até os grandes ‘traders’, processadores de alimentos e fornecedores de insumos.”

Só neste setor, o portfólio do BB cresceu 61,6%, a R$ 27,2 bilhões.

Cypriano, do Bradesco, acredita que o crédito será mesmo o caminho natural para os bancos de varejo. “O Bradesco quer se fortalecer no mercado local, ganhar em escala e eficiência. Há uma população desbancarizada grande e devemos passar por um processo de integração dessas pessoas”, diz.

Além disso, devemos enfrentar o desafio do aumento dos volumes de crédito com juros mais baixos. Esse processo nos coloca uma perspectiva muito grande de novos negócios.”

Por 11:44 Notícias

BANCOS BRASILEIROS SOBEM EM RANKING GLOBAL

Gazeta Mercantil – Adriana Cotias
Os bancos brasileiros ganharam posições em um ranking internacional – abrangendo países norte e ibero-americanos – de instituições financeiras de capital aberto.
Estudo feito pela consultoria Economatica, com base nos balanços de 2003, traz quatro nacionais entre os maiores pelo critério de ativos (em dólar), numa amostragem de 50 conglomerados: Banco do Brasil (BB), Bradesco, Itaú e Unibanco, todos subiram na escala em relação a 2002.
O levantamento incluiu Estados Unidos, Espanha e, na América Latina, México, Venezuela, Colômbia, Peru, Chile e Argentina e Brasil.
O sócio da Economatica, Einar Rivero, ressalta que o efeito cambial – com a valorização de 18% do real em relação ao dólar de 2002 para 2003 – explica parte do movimento.
O ranking é, predominantemente, dominado pelos gigantes americanos, com ativos que superam o US$ 1 trilhão, no caso do Citigroup, que encabeça a lista.
Como a base de 2003 ainda não incluía a fusão do Bank of America com o Fleet Boston, a instituição ainda aparece na terceira posição, abaixo do JP Morgan Chase.
Entre os brasileiros, vários se sobressaíram a despeito da variação de moedas. O Bradesco, por exemplo, saiu da 31ª posição em 2002 para o 24º lugar no ano passado, sendo o terceiro banco a subir mais degraus no ranking.
O salto decorreu, em grande parte, das investidas que fez no mercado, comprando o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBV Brasil) e a área de gestão de recursos do JP Morgan Fleming, além do Banco Zogbi (operação concluída neste ano e que, portanto, não integrava os ativos ao fim de 2003).
“Desenvolvemos uma agressiva política de expansão dos negócios, que visou ao crescimento orgânico e por aquisições”, diz o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano.
“Esse trabalho vem sendo tocado há vários anos, num processo que envolveu, ainda, a segmentação do atendimento, investimento significativo em tecnologia e o lançamento de novos produtos como os planos de consórcio.”
Cypriano destacou também o processo de bancarização da baixa renda, obtido, principalmente pelo avanço do Banco Postal, parceria com o Correios.
“O resultado é que, ao lado da expansão, também estamos evoluindo nas taxas de retorno do nosso negócio, além de ganhos expressivos de escala.”
Pelo levantamento da Economatica, o Itaú, o segundo maior entre os bancos privados brasileiros, ganhou quatro posições no ranking, passando do 40º posto para o 36º; o Unibanco, que estava fora dos 50 maiores em 2002, aparece na 48ª posição, enquanto o Banco do Brasil subiu um degrau, ocupando o 20º lugar.
“O crescimento em crédito explica isso”, diz o gerente de Relações com Investidores do BB, Marco Giovanne Tobias da Silva. “Na concorrência com os privados, o banco se antecipou a um cenário de recuperação econômica, menor nível de taxa de juros e queda dos spreads.”
De 2002 para 2003, as operações de crédito chegaram a R$ 69,6 bilhões, um crescimento de 27,2%, acima da indústria bancária, que apontou expansão de 12,7%.
A carteira de títulos e valores mobiliários praticamente empata com os recursos emprestados, em R$ 69 bilhões.
No incremento das carteiras, a instituição se beneficiou do “boom” do agronegócio, conforme destaca Tobias da Silva.
“Ao longo da história, o banco adquiriu expertise neste nicho e hoje está presente em toda a cadeia produtiva, englobando desde o pequeno produtor até os grandes ‘traders’, processadores de alimentos e fornecedores de insumos.”
Só neste setor, o portfólio do BB cresceu 61,6%, a R$ 27,2 bilhões.
Cypriano, do Bradesco, acredita que o crédito será mesmo o caminho natural para os bancos de varejo. “O Bradesco quer se fortalecer no mercado local, ganhar em escala e eficiência. Há uma população desbancarizada grande e devemos passar por um processo de integração dessas pessoas”, diz.
Além disso, devemos enfrentar o desafio do aumento dos volumes de crédito com juros mais baixos. Esse processo nos coloca uma perspectiva muito grande de novos negócios.”

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