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Bancos devem aproveitar cenário favorável para expandir atuação internacional, defende Mantega

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a afirmar que os bancos brasileiros devem aproveitar o atual cenário econômico para expandir sua presença no exterior. Ao participar, em São Paulo (SP), da assinatura do memorando que visa à criação de uma holding com participação do Banco do Brasil e do Bradesco e também do Banco Espírito Santo, de Portugal, Mantega destacou que a “solidez” das instituições brasileiras permite que elas mirem outros mercados, inclusive o norte-americano.

” Acho que os bancos brasileiros têm essa vocação [expansionista], pois estão entre os mais sólidos, tendo demonstrado competência e capacidade [após a recente crise financeira mundial] e, portanto, poderão se expandir até mesmo nos Estados Unidos”, declarou o ministro.

Mantega ainda assegurou que a orientação do governo federal para que o Banco do Brasil intensifique seu processo de internacionalização também deve servir de estímulo às instituições privadas.

“Estamos interessados que tanto os bancos públicos quanto os privados tenham um raio de operação maior, dando suporte às operações das empresas brasileiras e aos muitos brasileiros que vivem no exterior”, disse o ministro, lembrando que tanto o BB quanto o Bradesco e o Itaú já detêm escritórios em outros países.

Em abril deste ano, o Banco do Brasil não só comprou uma das maiores instituições financeiras da Argentina, o Banco Patagônia, como obteve do Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, o status de Financial Holding Company, o que lhe permite ampliar suas operações nos Estados Unidos. Já na ocasião, analistas de mercado interpretaram a compra do Patagônia como um primeiro passo para a internacionalização defendida pessoalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Hoje, ao saudar a eventual parceria entre o Banco do Brasil, o Bradesco e o Banco Espírito Santo (segundo maior banco comercial privado de Portugal e já presente na África), Mantega declarou que a atenção agora voltada ao Continente Africano não deve se dar em detrimento da expansão do setor bancário por outros continentes, inclusive a América Latina.

“Os países africanos estão com forte expansão econômica e já há ali uma forte presença de empresas brasileiras. A África é o futuro, principalmente para nós que estamos próximos. E hoje vemos o mundo saindo de uma crise internacional com os países avançados ainda enfrentando dificuldades e nós, os países emergentes, saindo dela mais rapidamente e aproveitando as oportunidades que se apresentaram e ocupando os espaços que foram deixados por estes países avançados que continuaram em dificuldades”, disse Mantega.

O mesmo tom foi adotado pelo presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine. Ao evitar comentar as expectativas de retorno dos investimentos em países africanos, Bendine destacou a oportunidade de os grupos brasileiros expandirem sua atuação.

“Na verdade, o movimento [de investimento na África] é estratégico. Ainda não estamos voltados à questão da rentabilidade. Estamos apostando no futuro e na globalização. Com a consolidação do mercado interno nos últimos anos, os bancos brasileiros mostraram uma força que lhes permite alçar voos maiores e ter uma estratégia de maior crescimento”, afirmou o executivo.

Por Alex Rodrigues – Repórter Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.

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BB e Bradesco querem ampliar participação no Continente Africano

São Paulo – O Banco do Brasil e o Bradesco devem se somar ao português Banco Espírito Santo (BES) para ampliar suas participações no Continente Africano, cujo fluxo comercial com o Brasil vem aumentando ao longo dos últimos anos: desde 2002, as exportações e importações brasileiras para a África cresceram, respectivamente, 28,7% e 23,5%.

Hoje (9), ao assinar, na sede do Banco do Brasil em São Paulo (SP), o Memorando de Entendimentos para a realização de estudos que consolidem a parceria, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, explicou que a associação entre as três instituições deverá gerar uma nova marca (ou bandeira), mas que tanto isso quanto a composição societária e a forma de atuação ainda serão discutidas.

Segundo o presidente do BES, Ricardo Salgado, uma nova holding, a BES Africa, será criada, tendo o Banco do Brasil, o Bradesco e o próprio Banco Espírito Santo como seus principais acionistas. Caberá à futura holding consolidar as operações que o BES já mantêm na África, coordenando os investimentos futuros no continente das três instituições.

O BES já atua em Angola, na Líbia, em Cabo Verde, Marrocos e estuda investir na Argélia, mas, segundo o comunicado ao mercado divulgado hoje, a efetivação da operação, além de sujeita à realização de estudos técnicos, está sujeita ao cumprimento das leis e dos marcos regulatórios de cada país.

De acordo com o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, além de acompanhar o movimento de internacionalização das empresas brasileiras, a parceria permitirá que os bancos brasileiros se beneficiem da experiência e da presença do BES na África para garantir presença em um mercado crescente. O executivo, contudo, evitou comentar as expectativas do banco quanto aos possíveis lucros advindos da operação.

“A África é um continente que oferece oportunidades e em vez de termos estas três instituições disputando [mercado] entre si, elas se somam para aproveitar essa oportunidade”, afirmou Cappi.

Presente à assinatura do convênio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu que o empreendimento permitirá uma maior integração entre o Brasil e os países africanos.

“Os países africanos estão com forte expansão econômica e já há ali uma forte presença de empresas brasileiras. A África é o futuro, principalmente para nós que estamos próximos. E hoje vemos o mundo saindo de uma crise internacional com os países avançados ainda enfrentando dificuldades e nós, os países emergentes, saindo dela mais rapidamente e aproveitando as oportunidades que se apresentaram e ocupando os espaços que foram deixados por estes países avançados que continuaram em dificuldades”, disse Mantega.

Por Alex Rodrigues – Repórter Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.

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