fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 19:15 Sem categoria

Bancos HSBC e Citibank na ordem do dia das notícias internacionais

Com peso de ações do HSBC, bolsas europeias fecham em queda

LONDRES (Reuters) – Os índices de ações europeus fecharam em queda nesta quarta-feira, pela sexta sessão seguida, com o HSBC liderando a baixa entre os bancos, a partir das preocupações de que a instituição vai precisar levantar capital para impulsionar seu balanço.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 4,31 por cento, para 804 pontos, menor patamar em três semanas.

As ações do HSBC afundaram 9,8 por cento após analistas do Morgan Stanley terem dito que o banco deve reduzir à metade o pagamento de seus dividendos e pode precisar levantar até 30 bilhões de dólares em uma emissão direta.

“É uma combinação de muitas coisas vindo de uma vez”, disse Gareth Williams, estrategista de ações da ING. “É o setor bancário, as vendas no varejo dos Estados Unidos, o pedido de proteção contra a falência da Nortel. Tudo isso deve estar precificado, mas vindo ao mesmo tempo, aumentam as preocupações sobre a escala das notícias ruins no próximo trimestre.”

A quarta-feira contou com o aparecimento de mais evidências sobre o enfraquecimento econômico global. A economia da Alemanha contraiu acentuadamente no último trimestre de 2008, e a produção industrial na zona do euro recuou em novembro, fortalecendo as expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) venha a reduzir fortemente a taxa de juro da região na quinta-feira.

Nos Estados Unidos, as vendas no varejo caíram 2,7 por cento em dezembro.

As ações do Royal Bank of Scotland despencaram 17 por cento. Outros ativos de bancos, incluindo BNP Paribas, Banco Santander e Credit Suisse, mergulharam entre 6,9 e 8,6 por cento.

O Barclays divulgou que está reduzindo mais empregos na Grã-Bretanha em seus negócios bancários de varejo e comerciais, com uma fonte próxima ao assunto afirmando que o banco ainda deve cortar mais 2,100 postos de trabalho. As ações da instituição afundaram 14,4 por cento.

Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em queda de 4,97 por cento, a 4.180 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX cedeu 4,63 por cento, para 4.422 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 caiu 4,56 por cento, para 3.052 pontos.

Em MILÃO, o índice Mibtel encerrou em queda de 3,16 por cento, a 14.738 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 4,03 por cento, para 8.692 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 teve recuo de 3,34 por cento, para 6.278 pontos.

(Reportagem de Brian Gorman)

=================================================

Citi deve vender mais ativos após acordo com Morgan Stanley

NOVA YORK (Reuters) – O Citigroup aceitou fundir sua corretora Smith Barney com a unidade de gestão de fortunas do Morgan Stanley e deve fazer mais vendas de ativos para levantar capital e isolar ativos tóxicos do restante do banco.

O Citigroup, que já foi o maior banco do mundo, pode anunciar planos em 22 de janeiro para formalmente eliminar o conceito de “supermercado financeiro” que já foi capitaneado pelo ex-presidente-executivo Sanford “Sandy” Weill, mas que agora não é apoiado pelo atual presidente Vikram Pandit. No mesmo dia, o banco deve divulgar um grande prejuízo relativo ao quarto trimestre.

O banco está planejando adotar o equivalente a uma estrutura de “banco bom, banco ruim”, na qual vai se reduzir a um modelo de negócios que lembrará o antigo Citicorp, informou uma fonte com conhecimento dos planos.

A estratégia visa focar em operações para empresas, investimento e de banco de varejo e manterá uma área menor para trading, enquanto transfere ativos e negócios indesejados como dívidas complexas para uma estrutura separada, informou a fonte pedindo para não ser identificada.

O lado “ruim” do Citigroup terá cerca de 600 bilhões de dólares em ativos, quase um terço do balanço da instituição, e pode ser eventualmente vendido ou separado do restante do grupo, disse a fonte.

Ativos que podem ser vendidos incluem a unidade Primerica, que vende seguro de vida, fundos mútuos e outros produtos financeiros.

O Citigroup não comentou seus planos de longo prazo.

O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou em discurso em Londres na terça-feira que o governo norte-americano pode considerar comprar ativos com problemas, fornecendo garantias, definindo ou criando instituições para compra de ativos de bancos em troca por dinheiro e ações.

O Citigroup recebeu 25 bilhões de dólares do governo norte-americano em outubro e mais 20 bilhões de dólares em capital em novembro, como parte do pacote de resgate.

A joint-venture com o Morgan Stanley vai criar a maior corretora dos Estados Unidos, a Morgan Stanley Smith Barney, com mais de 20 mil corretores e 1,7 trilhão de dólares em ativos de clientes. O número de corretores vai superar o do Bank of America, que comprou o antigo primeiro lugar do ranking, a Merrill Lynch.

O Morgan Stanley vai pagar ao Citigroup 2,7 bilhões de dólares em dinheiro por uma participação inicial de 51 por cento na parceria que pode crescer para 100 por cento depois de cinco anos.

Weil criou o Citigroup em 1998 quando o seu Travelers Group comprou o Citicorp, esperando criar uma instituição única para atendimento de consumidores e empresas.

Mas ele nunca investiu o bastante em infraestrutura e na tecnologia para fazer o império, que opera atualmente em mais de 100 países, funcionar bem.

“O modelo do Citigroup era vamos ficar maiores e isso vai nos tornar melhores”, disse Robert Millen, da Jensen Investment Management. “Não funcionou dessa maneira.”

Depois que Weill escolheu Charles Prince como seu sucessor, o banco ingressou profundamente em operações com hipotecas e outras dívidas complexas, deixando a instituição exposta à enormes perdas com crédito e baixas contábeis com o início da crise financeira internacional.

Hoje o terceiro maior banco dos EUA em ativios, depois do Bank of America e do JPMorgan Chase, o Citigroup perdeu 20,3 bilhões de dólares no ano encerrado em 30 de setembro e deve registrar prejuízo de vários bilhões de dólares no quarto trimestre.

Por Dan Wilchins e Joseph A. Giannone.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.reuters.com.br.

================================================

Ações do Citi despencam mais de 20% com temor de investidores

SÃO PAULO – As ações do Citigroup despencam mais de 20% nesta tarde em Nova York, após o Wall Street Journal noticiar que a instituição deve se desfazer de boa parte de suas unidades, focando suas operações no mercado de varejo tradicional em alguns países selecionados e na área de atacado, atendendo grandes corporações.

A revelação, não confirmada oficialmente, vem em conjunto com o anúncio da formação de uma joint venture com o Morgan Stanley para o segmento de corretagem e gestão de recursos. A nova empresa se chamará Morgan Stanley Smith Barney.

Os agentes temem que tais decisões estejam sendo tomadas menos por motivos estratégicos e mais por necessidade de levantar capital para voltar a operar normalmente. O balanço referente ao quarto trimestre, que seria divulgado no dia 22, foi antecipado para amanhã, antes da abertura dos mercados em Nova York. A previsão é de forte prejuízo.

Com o temor dos investidores sobre a saúde financeira do gigante bancário, o spread do Credit-Default Swap (CDS) – uma espécie de seguro de crédito – do Citi saltou para 400 pontos base, o maior desde que o governo dos EUA lançou mão de um pacote para salvar o banco em novembro passado.

(Valor Online, com agências internacionais)

==================================================

Setor bancário volta a sofrer e bolsas européias caem mais de 4%

ÃO PAULO – As perdas do setor bancário, especialmente o balanço antecipado do Deutsche Bank divulgado hoje, justificaram a forte baixa nas bolsas européias nesta jornada, a sexta consecutiva de perdas na região.

O FTSE-100, de Londres, tombou 4,97%, para 4.180 pontos. Em Frankfurt, o DAX cedeu 4,63% e fechou aos 4.422 pontos. O CAC 40, de Paris, encerrou em 3.052 pontos, em baixa de 4.56%.

No mercado londrino, as ações do HSBC lideraram a desvalorização, com baixa de 8,01%, após analistas do Morgan Stanley divulgarem nota informando que talvez o banco, um dos maiores da Inglaterra, tenha que elevar seu capital em total de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões. O banco não comentou a análise

Ainda na bolsa de Londres, as ações do Barclays declinaram 23,80% em meio a comentários de que o banco pode vir a eliminar cerca de 4 mil empregos de sua folha de pagamento.

No caso do Deutsche Bank, os papéis caíram 9% devido ao desempenho do quarto trimestre de 2008, quando o banco registrou prejuízo de 4,8 bilhões de euros.

As baixas cotações dos preços do petróleo no mercado futuro também têm afetado as petroleiras da região, com expectativa de resultados ruins para essas companhias. As ações da Shell caíram 5,11% em Londres e as da BP recuaram 5,19%.

Adicionalmente os investidores também continuam tendo notícias ruins sobre a economia americana, que viu as vendas no varejo declinarem 2,7% no mês de dezembro. Na Europa, a produção industrial caiu 1,6% no mês de novembro, com recuo de 7,7% em termos anualizados.

(Valor Online, com agências internacionais)

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.valoronline.com.br.

===============================================

Citi prepara grande operação e vai encolher

O Citigroup Inc., que está sob pressão para se enxugar o mais rápido possível, prepara uma grande reorganização que vai representar um novo passo no sentido de desmantelar-se, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Além de desmembrar sua corretora Smith Barney numa joint venture com o Morgan Stanley, o Citigroup está se preparando para reduzir sua missão a duas áreas, dizem essas pessoas. O conglomerado financeiro nova-iorquino planeja se focar em banco de atacado para grandes clientes corporativos e banco de varejo para pessoas físicas em mercados selecionados ao redor do mundo, disseram ontem pessoas informadas sobre as discussões.

O Citi e o Morgan informaram ontem que chegaram a um acordo para criar a joint venture de corretagem. O Citi ficará com 49% da joint venture, a ser chamada Morgan Stanley Smith Barney, e o Morgan ficará com os 51% restantes. O Citi receberá US$ 2,7 bilhões. Espera-se que a joint venture obtenha economia de custos de US$ 1,1 bilhão.

James Gorman, um dos diretores-gerais do Morgan, será presidente do conselho da nova companhia.

Charles Johnston, que foi mais recentemente diretor-geral da divisão de Gestão Global de Riquezas do Citi nos EUA e Canadá, será diretor-geral.

A transação, aprovada pelos conselhos de ambas as companhias, deve ser fechada no terceiro trimestre.

Os planos praticamente desfazem grandes peças do supermercado financeiro criado quando o Citicorp e o Travelers Group se fundiram em 1998 para formar o Citigroup. A sacudida tem o objetivo de cortar cerca de um terço dos ativos do balanço do Citigroup, hoje em torno de US$ 2 trilhões, segundo uma pessoa a par dos planos da companhia.

Entre as outras empresas em vias de serem cortadas estão operações de financiamento ao consumidor, como a Primerica Financial Services e a CitiFinancial, cartões de crédito emitidos por terceiros e muitos do negócios relacionados a pessoas físicas que o Citigroup tem no Japão. A companhia também planeja reduzir bastante sua atividade de investimento de recursos próprios, também conhecida como “proprietary trading”, que vinha consumindo grandes quantidades de escasso capital.

A mudança estratégica deve ser anunciada quando o Citigroup divulgar os resultados do quarto trimestre, dia 22. Uma porta-voz do Citigroup preferiu não comentar, ontem.

Até recentemente, o diretor-presidente do Citigroup, Vikram Pandit, sempre deu apoio ao modelo de “banco universal” da companhia. Mas agora que conselheiros e diretores estão se preparando para um prejuízo operacional de pelo menos US$ 10 bilhões no quarto trimestre e autoridades americanas temem quanto ao resultado de esforços anteriores de reforma, o Citi decidiu que é necessária ação mais drástica, segundo pessoas familiarizadas com a questão.

Enxugar o Citigroup não vai ser fácil nem rápido. A companhia está designando equipes de gestores para lidar com o corte gradual de unidades e outros ativos, mas uma pessoa a par do assunto enfatizou que o Citigroup não planeja fazer uma venda “na bacia das almas”. Esforços para encontrar compradores também serão complicados pelas condições incertas do mercado e pela recessão.

O Citigroup já fez algumas tentativas de downsizing. Por exemplo, executivos têm tentado há meses reduzir sua exposição ao Japão, onde a alta da inadimplência está afetando os lucros. O Citigroup também tem procurado há cerca de um ano um comprador para a Primerica, que vende fundos mútuos, seguros e outros produtos financeiros.

O leilão não resultou em venda por causa da escassez de compradores dispostos a pagar o que o Citigroup considera um preço razoável, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Como parte do novo plano, executivos do Citigroup estão considerando a possibilidade de criar o que é conhecido como “estrutura banco bom, banco ruim”, disseram essas pessoas. Sob tal estrutura, o Citigroup iria criar uma nova entidade para abrigar o que ele considera seus negócios principais. A entidade enfrentaria complicações contábeis, e o Citigroup ainda não decidiu sobre essa estratégia, disseram pessoas familiarizadas.

As ações do Citigroup fecharam ontem em alta de 5,36% na bolsa de Nova York, a US$ 5,90 cada.

Por David Enrich, The Wall Street Journal

Fonte: The Wall Street Journal.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

Close