Fenaban foi informada em 23 de setembro sobre decisão dos bancários de recusar proposta. Na data CNB/CUT fez pedido de reabertura das negociações, que banqueiros não responderam. Preferiram chamar a polícia para bater em bancários e censurar Sindicato
As declarações de Márcio Cypriano, presidente da Febraban/Fenaban, nesta terça-feira, dia 04/10/2005, revelam desconhecimento ou uma tentativa de confundir a sociedade sobre a greve dos bancários marcada para a partir de 6 de outubro.
Quando declara que os bancários estão radicalizando e que não houve nenhuma resposta à proposta da Fenaban, o presidente desconhece carta enviada e protocolada em 23/09/2005 que comunica a decisão das assembléias de bancários por todo o país de recusar a proposta e pede a reabertura das negociações. Pedido que não teve resposta até hoje.
Quanto à radicalização, essa foi a postura dos bancos desde o começo das negociações. Recusaram todas as reivindicações da categoria, propuseram redução salarial (reajuste abaixo da inflação) e retirada de direitos da Convenção Coletiva Nacional. Postura estranha no setor que mais lucra no país, que só neste primeiro semestre teve resultados 60% superiores ao mesmo período do ano passado (média dos seis maiores bancos). E que vai na contramão de outros setores empresariais, conforme atestam pesquisas que mostram que 85% dos acordos neste ano foram fechados com aumento real de salário.
Mas a intransigência e violência dos banqueiros também é demonstrada quando chamam a polícia para bater em bancários e sindicalistas na campanha da categoria. Como ocorreu na matriz do banco de Cypriano, o Bradesco, no mês passado, em que duas pessoas foram agredidas e dois sindicalistas presos.
Mesma intransigência e violência usadas para censurar o Sindicato dos Bancários de São Paulo, cuja campanha “Banqueiro não é Flor que se Cheire”, que denunciava o mau atendimento, as filas e a cobrança excessiva de tarifas, foi proibida por liminar na Justiça. Lembrando a censura do tempo da Ditadura.
Ao final, fica um desafio, que o presidente do Bradesco e da Fenaban vá às agências para conhecer a realidade dos bancários e dos clientes e constatar se não existe clima para a greve. E que prove a participação de desempregados e sem-terra nas atividades.
Vagner Freitas
Presidente da Confederação Nacional dos Bancários, CNB/CUT
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Por Mhais• 5 de outubro de 2005• 09:38• Sem categoria
Banqueiros radicalizam e desconhecem a verdade
Fenaban foi informada em 23 de setembro sobre decisão dos bancários de recusar proposta. Na data CNB/CUT fez pedido de reabertura das negociações, que banqueiros não responderam. Preferiram chamar a polícia para bater em bancários e censurar Sindicato
As declarações de Márcio Cypriano, presidente da Febraban/Fenaban, nesta terça-feira, dia 04/10/2005, revelam desconhecimento ou uma tentativa de confundir a sociedade sobre a greve dos bancários marcada para a partir de 6 de outubro.
Quando declara que os bancários estão radicalizando e que não houve nenhuma resposta à proposta da Fenaban, o presidente desconhece carta enviada e protocolada em 23/09/2005 que comunica a decisão das assembléias de bancários por todo o país de recusar a proposta e pede a reabertura das negociações. Pedido que não teve resposta até hoje.
Quanto à radicalização, essa foi a postura dos bancos desde o começo das negociações. Recusaram todas as reivindicações da categoria, propuseram redução salarial (reajuste abaixo da inflação) e retirada de direitos da Convenção Coletiva Nacional. Postura estranha no setor que mais lucra no país, que só neste primeiro semestre teve resultados 60% superiores ao mesmo período do ano passado (média dos seis maiores bancos). E que vai na contramão de outros setores empresariais, conforme atestam pesquisas que mostram que 85% dos acordos neste ano foram fechados com aumento real de salário.
Mas a intransigência e violência dos banqueiros também é demonstrada quando chamam a polícia para bater em bancários e sindicalistas na campanha da categoria. Como ocorreu na matriz do banco de Cypriano, o Bradesco, no mês passado, em que duas pessoas foram agredidas e dois sindicalistas presos.
Mesma intransigência e violência usadas para censurar o Sindicato dos Bancários de São Paulo, cuja campanha “Banqueiro não é Flor que se Cheire”, que denunciava o mau atendimento, as filas e a cobrança excessiva de tarifas, foi proibida por liminar na Justiça. Lembrando a censura do tempo da Ditadura.
Ao final, fica um desafio, que o presidente do Bradesco e da Fenaban vá às agências para conhecer a realidade dos bancários e dos clientes e constatar se não existe clima para a greve. E que prove a participação de desempregados e sem-terra nas atividades.
Vagner Freitas
Presidente da Confederação Nacional dos Bancários, CNB/CUT
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