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HSBC tenta cumprir a Lei das Filas com muito assédio moral

O HSBC encontrou uma maneira de respeitar a Lei das Filas em São Paulo sem ter que contratar um funcionário sequer. A receita é simples: aumentar o assédio moral sobre os bancários, com pitadas de ameaças escancaradas e uma boa dose de discriminação contra os clientes mais pobres.
Em mensagens enviadas esta semana pelo diretor regional de São Paulo, Odair Dutra, e o gerente de operações, Reginaldo Cardoso, às agências, o HSBC mostra como é fácil agilizar o atendimento à custa de assédio moral: “precisamos nas agências (todas) migrar os serviços para não corrermos riscos de superar os 15 minutos de atendimento no caixa. A multa que debitará na agência será de quase R$ 600 cada, e isso poderá levar o PTI e PPR embora”, ameaça um comunicado da Rede de Agências São Paulo.
“Parece piada; uma brincadeira de mau gosto. O HSBC mantém hoje apenas um caixa em grande parte das agências, descumprindo, inclusive, a lei que dá preferência de atendimento a idosos e deficientes. Além de sobrecarregar o bancário de trabalho por causa da falta de pessoal, o banco agora ameaça descontar a multa do PPR e do PTI? É tão absurda esta ameaça que o único comentário que posso fazer é: vá ser mesquinho assim na Inglaterra!”, afirmou Sérgio Siqueira, diretor Executivo da CNB/CUT.
Segundo ele, na última reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) com o HSBC, os bancários solicitaram à direção a contratação imediata de mais dois funcionários por agência. “É humanamente impossível atender o cliente em tempo hábil com o reduzido número de funcionários. Se enquadrar à Lei dos 15 Minutos é um problema do banco e não uma ‘missão de todos os funcionários’, como diz o HSBC em seus comunicados internos. Não somos bobos e se os bancários receberem mais ameaças, a direção terá de se entender com a Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Até porque, soubemos que esta semana tinha gerentes trabalhando de caixa para atender no prazo”, ressaltou Siqueira.
Discriminação – Além da total falta de respeito com os bancários, os comunicados internos do banco revelam que o HSBC não dá valor nem mesmo aos seus próprios clientes. Numa das mensagens, da Diretoria de Operações Agências (DOA) de São Paulo, o HSBC diz com todas as letras como pretende controlar o horário de atendimento: “É muito importante o trabalho de triagem na porta e depois nas filas”. E diz que os bancários devem empurrar quem puder para os “ATMs, telebanco, internet, malotinhos, débitos automáticos….”
“É cúmulo do desrespeito e da discriminação, porque quem tem um bom dinheiro no banco não será ‘empurrado’ porta afora. Na verdade o HSBC quer barrar a entrada dos mais pobres, que terão de se virar com o atendimento eletrônico”, explicou Sérgio Siqueira.
Fonte: CNB/CUT

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HSBC tenta cumprir a Lei das Filas com muito assédio moral

O HSBC encontrou uma maneira de respeitar a Lei das Filas em São Paulo sem ter que contratar um funcionário sequer. A receita é simples: aumentar o assédio moral sobre os bancários, com pitadas de ameaças escancaradas e uma boa dose de discriminação contra os clientes mais pobres.

Em mensagens enviadas esta semana pelo diretor regional de São Paulo, Odair Dutra, e o gerente de operações, Reginaldo Cardoso, às agências, o HSBC mostra como é fácil agilizar o atendimento à custa de assédio moral: “precisamos nas agências (todas) migrar os serviços para não corrermos riscos de superar os 15 minutos de atendimento no caixa. A multa que debitará na agência será de quase R$ 600 cada, e isso poderá levar o PTI e PPR embora”, ameaça um comunicado da Rede de Agências São Paulo.

“Parece piada; uma brincadeira de mau gosto. O HSBC mantém hoje apenas um caixa em grande parte das agências, descumprindo, inclusive, a lei que dá preferência de atendimento a idosos e deficientes. Além de sobrecarregar o bancário de trabalho por causa da falta de pessoal, o banco agora ameaça descontar a multa do PPR e do PTI? É tão absurda esta ameaça que o único comentário que posso fazer é: vá ser mesquinho assim na Inglaterra!”, afirmou Sérgio Siqueira, diretor Executivo da CNB/CUT.

Segundo ele, na última reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) com o HSBC, os bancários solicitaram à direção a contratação imediata de mais dois funcionários por agência. “É humanamente impossível atender o cliente em tempo hábil com o reduzido número de funcionários. Se enquadrar à Lei dos 15 Minutos é um problema do banco e não uma ‘missão de todos os funcionários’, como diz o HSBC em seus comunicados internos. Não somos bobos e se os bancários receberem mais ameaças, a direção terá de se entender com a Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Até porque, soubemos que esta semana tinha gerentes trabalhando de caixa para atender no prazo”, ressaltou Siqueira.

Discriminação – Além da total falta de respeito com os bancários, os comunicados internos do banco revelam que o HSBC não dá valor nem mesmo aos seus próprios clientes. Numa das mensagens, da Diretoria de Operações Agências (DOA) de São Paulo, o HSBC diz com todas as letras como pretende controlar o horário de atendimento: “É muito importante o trabalho de triagem na porta e depois nas filas”. E diz que os bancários devem empurrar quem puder para os “ATMs, telebanco, internet, malotinhos, débitos automáticos….”

“É cúmulo do desrespeito e da discriminação, porque quem tem um bom dinheiro no banco não será ‘empurrado’ porta afora. Na verdade o HSBC quer barrar a entrada dos mais pobres, que terão de se virar com o atendimento eletrônico”, explicou Sérgio Siqueira.

Fonte: CNB/CUT

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