Valor – Mônica Izaguirre e Azelma Rodrigues
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil assinaram ontem um acordo de compartilhamento de todos os terminais de auto-atendimento localizados fora de agências. O contrato inclui também os correspondentes bancários lotéricos da Caixa, o que eleva para 14.794 o número total de pontos de atendimento compartilhados. Ao anunciar a formalização da parceria, os presidentes das duas instituições, Jorge Mattoso, da Caixa, e Cássio Casseb, do BB, manifestaram a intenção de se unir também a outros bancos no futuro.
O objetivo do projeto anunciado ontem é aumentar a oferta de máquinas e estabelecimentos para uso da clientela, sem a necessidade de fazer grandes investimentos. Além de suas 8.914 casas lotéricas, a Caixa disponibilizará aos correntistas do BB 1.080 caixas eletrônicos. O BB, por sua vez, colocará à disposição dos clientes da Caixa cerca de 4.800 terminais.
Uma empresa conjunta será criada para gerenciar as operações. A previsão é de que a implementação do projeto em todo o país seja concluída no final de maio. Até lá, serão realizadas experiências em três praças, duas delas já definidas: Brasília e Curitiba. A terceira será escolhida na próxima semana. Inicialmente, a rede toda poderá ser usada pelos clientes só para saques e extratos. Mas a idéia é incluir outras transações.
“Acredito que Banco do Brasil e Caixa estão induzindo o mercado a um processo que vai ser extremamente benéfico ao país”, observou Cássio Casseb, presidente do BB, ao comentar a intenção de estender a parceria a outras instituições. “Temos um novo mundo, um novo nível de juros e um novo nível de equilíbrio a que os bancos terão de se ajustar”, complementou ele, referindo-se à necessidade de racionalizar custos.
Mattoso também defendeu a expansão do acordo: “Outros bancos serão muito bem-vindos a esse processo”, afirmou. Na opinião dele, diante do cenário de redução de juros e, por conseqüência, das receitas bancárias, o compartilhamento de redes de atendimento é uma boa alternativa para otimizar os investimentos em infra-estrutura de atendimento e, com isso, reduzir custos. Em países com economia mais desenvolvida, lembrou Mattoso, o uso compartilhado de redes pelas instituições financeiras é uma experiência bem-sucedida.
O presidente da Federação Brasileira de Bancos, Gabriel Jorge Ferreira, concorda. Para ele, o compartilhamento pode servir tanto a bancos grandes quanto a instituições de médio e pequeno portes, sem prejudicar a concorrência no sistema financeiro.
Experiências de compartilhamento de redes não são inéditas no Brasil. O Banco 24 Horas, do qual o próprio BB participa, é um exemplo. Outro exemplo é da Rede Verde Amarela, formada por bancos estaduais comerciais.
No futuro, o Banco Central poderá induzir ao uso compartilhado de redes de atendimento bancário. Esse seria, segundo fontes da instituição, um dos objetivos da segunda fase do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), implementado em maio de 2001. Não há, porém, um prazo definido para que o projeto comece a ser debatido com o sistema financeiro.
Notícias recentes
- Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no período
- Contraf-CUT lamenta o falecimento do dirigente sindical Daniel Machado Gaio
- A reação de Lula à decisão do Senado de rejeitar Messias para o STF
- Após estratégias para reduzir os preços da gasolina e do diesel, governo Lula lança pacote para subsidiar o gás de cozinha
- Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa
Comentários
Por Mhais• 21 de janeiro de 2004• 13:22• Sem categoria
BB E CAIXA SELAM PARCERIA PARA O USO DE TERMINAIS E PONTOS DE ATENDIMENTO
Valor – Mônica Izaguirre e Azelma Rodrigues
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil assinaram ontem um acordo de compartilhamento de todos os terminais de auto-atendimento localizados fora de agências. O contrato inclui também os correspondentes bancários lotéricos da Caixa, o que eleva para 14.794 o número total de pontos de atendimento compartilhados. Ao anunciar a formalização da parceria, os presidentes das duas instituições, Jorge Mattoso, da Caixa, e Cássio Casseb, do BB, manifestaram a intenção de se unir também a outros bancos no futuro.
O objetivo do projeto anunciado ontem é aumentar a oferta de máquinas e estabelecimentos para uso da clientela, sem a necessidade de fazer grandes investimentos. Além de suas 8.914 casas lotéricas, a Caixa disponibilizará aos correntistas do BB 1.080 caixas eletrônicos. O BB, por sua vez, colocará à disposição dos clientes da Caixa cerca de 4.800 terminais.
Uma empresa conjunta será criada para gerenciar as operações. A previsão é de que a implementação do projeto em todo o país seja concluída no final de maio. Até lá, serão realizadas experiências em três praças, duas delas já definidas: Brasília e Curitiba. A terceira será escolhida na próxima semana. Inicialmente, a rede toda poderá ser usada pelos clientes só para saques e extratos. Mas a idéia é incluir outras transações.
“Acredito que Banco do Brasil e Caixa estão induzindo o mercado a um processo que vai ser extremamente benéfico ao país”, observou Cássio Casseb, presidente do BB, ao comentar a intenção de estender a parceria a outras instituições. “Temos um novo mundo, um novo nível de juros e um novo nível de equilíbrio a que os bancos terão de se ajustar”, complementou ele, referindo-se à necessidade de racionalizar custos.
Mattoso também defendeu a expansão do acordo: “Outros bancos serão muito bem-vindos a esse processo”, afirmou. Na opinião dele, diante do cenário de redução de juros e, por conseqüência, das receitas bancárias, o compartilhamento de redes de atendimento é uma boa alternativa para otimizar os investimentos em infra-estrutura de atendimento e, com isso, reduzir custos. Em países com economia mais desenvolvida, lembrou Mattoso, o uso compartilhado de redes pelas instituições financeiras é uma experiência bem-sucedida.
O presidente da Federação Brasileira de Bancos, Gabriel Jorge Ferreira, concorda. Para ele, o compartilhamento pode servir tanto a bancos grandes quanto a instituições de médio e pequeno portes, sem prejudicar a concorrência no sistema financeiro.
Experiências de compartilhamento de redes não são inéditas no Brasil. O Banco 24 Horas, do qual o próprio BB participa, é um exemplo. Outro exemplo é da Rede Verde Amarela, formada por bancos estaduais comerciais.
No futuro, o Banco Central poderá induzir ao uso compartilhado de redes de atendimento bancário. Esse seria, segundo fontes da instituição, um dos objetivos da segunda fase do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), implementado em maio de 2001. Não há, porém, um prazo definido para que o projeto comece a ser debatido com o sistema financeiro.
Deixe um comentário