fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 12:03 Notícias

BB ESPERA CRESCER 70% NA COORDENAÇÃO DE EMISSÕES

Valor – Janes Rocha, De São Paulo
Aldo Luiz Mendes, do BB: “Com a queda dos juros, o mercado de dívida corporativa começa a ficar interessante”
O mercado de dívida corporativa está no alvo do BB Banco de Investimentos, subsidiária do Banco do Brasil. A meta é aumentar as receitas de intermediação (“underwritting”) em 70% em 2004, em comparação com 2003, quando as emissões de títulos das empresas (basicamente debêntures e Commercial Papers, ou CP) gerou R$ 14 milhões em receitas para o banco.
Aldo Luiz Mendes, que acaba de assumir a Diretoria de Mercado de Capitais e Investimentos do BB, explica que essa meta não vai exigir novos investimentos em estrutura. Depois de dois anos fracos para o mercado de capitais, de queda pela metade das emissões corporativas devido à desaceleração da economia, o que o BB quer é ocupar a “capacidade ociosa” da instituição. “Podemos trabalhar com nossa capacidade de geração e distribuição, sem aportar novos recursos.”
De acordo com o ranking de originação de debêntures e CP, elaborado pela Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid) e divulgado no início da semana, o BB ficou em primeiro lugar em 2003, saindo do 4º lugar em 2002, como coordenador de dez das 32 operações realizadas no ano passado. Do movimento financeiro total representado por aquelas 32 operações, de R$ 7,3 bilhões, o BB foi responsável por R$ 1,5 bilhão.
O cenário traçado pelo banco para o mercado em 2004 é otimista. Prevê a retomada da atividade econômica, com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 3,5% em comparação a 2003. Com a redução da taxa de juros, diz Mendes, os investidores tendem a buscar aplicações mais rentáveis que os títulos públicos, movimento que, segundo ele, já pode ser observado pela forte demanda registrada em algumas poucas colocações públicas de papéis de grandes empresas feitas de dezembro para cá.
“Com a queda dos juros, o mercado de dívida corporativa começa a ficar interessante”, afirma o diretor do BB. É a hora de aproveitar a disposição dos gestores de recursos de terceiros, principalmente os independentes que dobraram o volume de dinheiro administrado no ano passado, vários deles ultrapassando a marca do um bilhão de reais em carteira. Mendes aponta também o “novo ambiente regulatório”, criado com a Instrução 400 da Comissão de Valores Mobiliários, divulgada no início de janeiro.
A Instrução revisou e modernizou toda a regulamentação das ofertas públicas de valores mobiliários, tornando a captação de recursos no mercado de capitais mais atrativa para as empresas.
A nova regra agiliza o registro de ofertas voltadas aos chamados “investidores qualificados” – gestores de fundos, instituições financeiras, pessoas físicas com pelo menos R$ 250 mil aplicados em mercado de capitais e pessoas jurídicas com patrimônio acima de R$ 5 milhões -, reduzindo o tempo de aprovação e os custos envolvidos na burocracia do registro.
Além disso, cria o chamado registro de prateleira, cuja primeira emissão será feita pela Cemig (veja matéria ao lado), da qual o BB pretende participar.
Mendes diz que o banco também tem interesse em participar de operações de renda variável (lançamento de ações e IPO), mas não vê ainda condições de recuperação desse mercado. Outro plano é retomar as atividades da área de Fusões e Aquisições, porém vai buscar parcerias com outras instituições financeiras com mais experiência nesse segmento. “Essa é uma área em que estamos fincando a placa do BB”, afirmou o diretor.

Por 12:03 Sem categoria

BB ESPERA CRESCER 70% NA COORDENAÇÃO DE EMISSÕES

Valor – Janes Rocha, De São Paulo

Aldo Luiz Mendes, do BB: “Com a queda dos juros, o mercado de dívida corporativa começa a ficar interessante”

O mercado de dívida corporativa está no alvo do BB Banco de Investimentos, subsidiária do Banco do Brasil. A meta é aumentar as receitas de intermediação (“underwritting”) em 70% em 2004, em comparação com 2003, quando as emissões de títulos das empresas (basicamente debêntures e Commercial Papers, ou CP) gerou R$ 14 milhões em receitas para o banco.

Aldo Luiz Mendes, que acaba de assumir a Diretoria de Mercado de Capitais e Investimentos do BB, explica que essa meta não vai exigir novos investimentos em estrutura. Depois de dois anos fracos para o mercado de capitais, de queda pela metade das emissões corporativas devido à desaceleração da economia, o que o BB quer é ocupar a “capacidade ociosa” da instituição. “Podemos trabalhar com nossa capacidade de geração e distribuição, sem aportar novos recursos.”

De acordo com o ranking de originação de debêntures e CP, elaborado pela Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid) e divulgado no início da semana, o BB ficou em primeiro lugar em 2003, saindo do 4º lugar em 2002, como coordenador de dez das 32 operações realizadas no ano passado. Do movimento financeiro total representado por aquelas 32 operações, de R$ 7,3 bilhões, o BB foi responsável por R$ 1,5 bilhão.

O cenário traçado pelo banco para o mercado em 2004 é otimista. Prevê a retomada da atividade econômica, com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 3,5% em comparação a 2003. Com a redução da taxa de juros, diz Mendes, os investidores tendem a buscar aplicações mais rentáveis que os títulos públicos, movimento que, segundo ele, já pode ser observado pela forte demanda registrada em algumas poucas colocações públicas de papéis de grandes empresas feitas de dezembro para cá.

“Com a queda dos juros, o mercado de dívida corporativa começa a ficar interessante”, afirma o diretor do BB. É a hora de aproveitar a disposição dos gestores de recursos de terceiros, principalmente os independentes que dobraram o volume de dinheiro administrado no ano passado, vários deles ultrapassando a marca do um bilhão de reais em carteira. Mendes aponta também o “novo ambiente regulatório”, criado com a Instrução 400 da Comissão de Valores Mobiliários, divulgada no início de janeiro.

A Instrução revisou e modernizou toda a regulamentação das ofertas públicas de valores mobiliários, tornando a captação de recursos no mercado de capitais mais atrativa para as empresas.

A nova regra agiliza o registro de ofertas voltadas aos chamados “investidores qualificados” – gestores de fundos, instituições financeiras, pessoas físicas com pelo menos R$ 250 mil aplicados em mercado de capitais e pessoas jurídicas com patrimônio acima de R$ 5 milhões -, reduzindo o tempo de aprovação e os custos envolvidos na burocracia do registro.

Além disso, cria o chamado registro de prateleira, cuja primeira emissão será feita pela Cemig (veja matéria ao lado), da qual o BB pretende participar.

Mendes diz que o banco também tem interesse em participar de operações de renda variável (lançamento de ações e IPO), mas não vê ainda condições de recuperação desse mercado. Outro plano é retomar as atividades da área de Fusões e Aquisições, porém vai buscar parcerias com outras instituições financeiras com mais experiência nesse segmento. “Essa é uma área em que estamos fincando a placa do BB”, afirmou o diretor.

Close