Compesação de horas: BB intimida grevistasVárias denúncias de correios eletrônicos enviados pela Superintendência do Paraná sobre a cobrança das horas de greve com teor de ameaça, com o uso do termo “cumprir INTEGRALMENTE” (em caixa alta), no mínimo, reflete o desconhecimento por parte dos gestores e seus orientadores de Brasília. A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) prevê a possibilidade de compensação das horas da greve até o dia 15 de dezembro e o não desconto dos dias parados. Em menos de duas semanas, o BB já extrapolou mais de uma vez os limites legais e contratuais previstos na cláusula 56ª da CCT, na legislação brasileira e nas convenções 98 e 111 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) assinadas pelo Brasil. O banco publicou a Instrução 361, dizendo que quem não compensar as horas poderá ser submetido à “análise sob o aspecto disciplinar”, o que não está previsto no acordo coletivo. A Contraf enviou ofício ao BB cobrando mais esta postura de caráter ditatorial e de descumprimento das normas assinadas. Lembramos ainda que qualquer exposição ou ranqueamento de colegas que fizeram greve (via abjetas listas de grevistas) é ilegal e será encaminhada ao Ministério Público do Trabalho. Desde 2006, com a realização de uma audiência na DRT, a super estadual do BB no Paraná vem utilizando o expediente de exposição e ranqueamento, ainda que tenha se comprometido a não mais realizá-lo. Haverá reação. Reiteramos que a compensação de horas deverá ser feita dentro da necessidade do serviço e da possibilidade do funcionário, como lactantes, grávidas ou pessoas que tenham compromissos como aula, pegar filhos em creches, etc. Em tempo – Foi agendada reunião com representantes da superintendência estadual para cobranças e esclarecimentos quanto às denúncias elencadas.
SEEB Curitiba================================================BB viola acordo e Contraf-CUT cobra mudança de norma sobre dias da greve |
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A Contraf-CUT enviou ofício à direção do Banco do Brasil nesta quinta-feira 18 para criticar a edição e uso de normativo interno que viola a Convenção Coletiva dos Bancários sobre compensação dos dias da greve deste ano, além de cobrar da empresa que faça alterações na norma, de forma a que se adeque ao acordo coletivo, evitando assim prejuízos aos funcionários.Leia aqui a íntegra da carta da Contra-CUT ao BB.“Com surpresa, tomamos conhecimento do Normativo Interno nº 361 que trata da compensação dos dias não trabalhados na greve nacional dos bancários de 2012, na medida em que o item 4.5.4 contraria flagrantemente a cláusula 56ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2012/2013, assinada entre a Contraf-CUT, federações e sindicatos com a Fenaban”, afirma a carta da confederação dirigida ao diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas, Carlos Eduardo Leal Neri.Segundo esse item do normativo do banco, “os afastamentos abonados previstos até 15.12.2012 (abonos, férias, licença-prêmio) deverão ser reavaliados, priorizando o pagamento do saldo das horas referente aos dias não trabalhados”.Para a Contraf-CUT, “tal estranha orientação não está prevista na cláusula da CCT e, portanto, não pode ser baixada pelo BB, pois viola o processo negocial e caracteriza descumprimento do acordo, além de ferir as Convenções 98 e 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”.A Contraf-CUT denuncia ainda na carta que gestores do BB estão utilizando esse procedimento irregular e prejudicando dezenas de funcionários que haviam planejado o gozo de abonos, férias e licença-prêmio.“Em nome do respeito aos trabalhadores e da boa fé nas negociações – conclui a Contraf-CUT na carta -, propomos a alteração imediata desse normativo do Banco, como forma de garantir o cumprimento integral da cláusula referida da CCT e valorizar os direitos e conquistas dos funcionários do Banco, principais responsáveis pelo fortalecimento do BB como banco público e pelos excelentes resultados alcançados pela instituição.”Fiscalize o acordo“Não adianta o BB soltar boletins com ameaças aos trabalhadores. Os bancários devem denunciar a seus sindicatos qualquer abuso do banco com relação à compensação dos dias da greve”, sugere William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.Fonte: Contraf-CUT |

