O Globo – Mirelle de França
O acordo com a americana AES Corp., controladora da Eletropaulo, no fim de 2003, permitiu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) encerrar o ano passado com lucro de R$ 1,038 bilhão, o maior de sua história.
O resultado é 88,7% superior ao do período anterior, de R$ 550 milhões. O recorde até então fora registrado em 1996, quando o balanço mostrou lucro de R$ 963 milhões.
Sem o acordo com a empresa americana, no entanto, o banco teria prejuízo estimado de R$ 2 bilhões, o primeiro desde sua criação, há 52 anos.
— No ano passado, vivemos grandes dificuldades, tendo resultados negativos. Ao final de novembro estávamos com prejuízo de R$ 2,125 bilhões.
Mas, com a concretização da operação com a AES, conseguimos reverter essa posição e fechamos com lucro de R$ 1,038 bilhão, ou seja, céu azul — disse o diretor da área financeira do banco, Roberto Timótheo da Costa.
O acordo com a AES resultou na renegociação de uma dívida de US$ 1,3 bilhão. Foi criada uma empresa, a Brasiliana, na qual o BNDES passou a ser ter participação de 50% menos uma ação.
O crédito a receber da AES obrigava o banco a fazer provisões (reserva financeira para créditos duvidosos) no balanço que prejudicavam os resultados. As provisões, que eram de R$ 7,1 bilhões em setembro, antes do acordo, caíram para R$ 3,7 bilhões no fim do ano.
Segundo o superintendente da área financeira do BNDES, José Roberto Fiorêncio, o resultado positivo de 2003, aliado à decisão do banco de distribuir apenas 25% dos dividendos para o Tesouro Nacional (acionista do BNDES), permitirá que a instituição cumpra o orçamento de R$ 47,3 bilhões previsto para este ano. Em 2003, o banco distribuiu 100% dos dividendos.
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Por Mhais• 26 de março de 2004• 11:13• Sem categoria
BNDES TEM LUCRO RECORDE DE R$ 1 BI
O Globo – Mirelle de França
O acordo com a americana AES Corp., controladora da Eletropaulo, no fim de 2003, permitiu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) encerrar o ano passado com lucro de R$ 1,038 bilhão, o maior de sua história.
O resultado é 88,7% superior ao do período anterior, de R$ 550 milhões. O recorde até então fora registrado em 1996, quando o balanço mostrou lucro de R$ 963 milhões.
Sem o acordo com a empresa americana, no entanto, o banco teria prejuízo estimado de R$ 2 bilhões, o primeiro desde sua criação, há 52 anos.
— No ano passado, vivemos grandes dificuldades, tendo resultados negativos. Ao final de novembro estávamos com prejuízo de R$ 2,125 bilhões.
Mas, com a concretização da operação com a AES, conseguimos reverter essa posição e fechamos com lucro de R$ 1,038 bilhão, ou seja, céu azul — disse o diretor da área financeira do banco, Roberto Timótheo da Costa.
O acordo com a AES resultou na renegociação de uma dívida de US$ 1,3 bilhão. Foi criada uma empresa, a Brasiliana, na qual o BNDES passou a ser ter participação de 50% menos uma ação.
O crédito a receber da AES obrigava o banco a fazer provisões (reserva financeira para créditos duvidosos) no balanço que prejudicavam os resultados. As provisões, que eram de R$ 7,1 bilhões em setembro, antes do acordo, caíram para R$ 3,7 bilhões no fim do ano.
Segundo o superintendente da área financeira do BNDES, José Roberto Fiorêncio, o resultado positivo de 2003, aliado à decisão do banco de distribuir apenas 25% dos dividendos para o Tesouro Nacional (acionista do BNDES), permitirá que a instituição cumpra o orçamento de R$ 47,3 bilhões previsto para este ano. Em 2003, o banco distribuiu 100% dos dividendos.
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