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Bons resultados no Ideb não garantem ensino de qualidade em todas as escolas, diz estudo

Brasília – A qualidade do ensino oferecido nas escolas públicas brasileiras tem melhorado, segundo os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados no mês passado pelo Ministério da Educação (MEC). Mas o bom desempenho de um estado ou município na avaliação não garante que todas as crianças daquela região tenham acesso a uma aprendizagem de qualidade. É o que aponta um estudo do Movimento Todos pela Educação feito a partir dos dados do Ideb de 2009.

A evolução das notas não é acompanhada por equidade, ou seja, dentro de uma mesma rede, há uma grande variação de resultados entre as escolas. “Embora as notas estejam crescendo, as desigualdades entre as escolas não estão sendo reduzidas”, aponta o conselheiro do Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos.

O Ideb foi criado em 2005 e funciona como um termômetro da qualidade do ensino público. Cada escola, rede municipal e estadual recebe uma nota calculada a partir dos dados sobre aprovação escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A média nacional em 2009 foi de 4,6 pontos, em uma escala de 0 a 10. A meta é que o país atinja a nota 6 até 2022.

Em 14 das 27 redes estaduais a disparidade entre os índices das escolas cresceu de 2005 para 2009, segundo o estudo. Nas redes municipais também existe essa variação. Nas capitais, chega a 51% a diferença entre as notas máximas e mínimas das escolas municipais, como ocorre em Vitória (ES). No Rio de Janeiro e em Palmas a variação também é superior a 40%.

Na avaliação do conselheiro, o resultado indica que o secretário de Educação deve olhar o resultado do Ideb do seu estado ou município com “uma lupa” para evitar que as crianças de uma mesma rede tenham “perspectivas de desenvolvimento educacional diferentes”.

“Se ele está procurando oferecer oportunidades similares a seus alunos, deve olhar como está cada escola e fazer um trabalho mais de perto com aquelas que estão com baixo desempenho. Não basta só comemorar que o Ideb da rede aumentou”, recomenda.

A análise revela ainda que quanto menor a nota do Ideb de uma rede (municipal ou estadual), maior é a variação das notas entre as escolas. Nas redes com melhor desempenho, mais alunos têm acesso à educação de qualidade.

Entre as regiões, o Sul e o Sudeste apresentam maior qualidade e mais equidade, enquanto o Nordeste, que tem os piores resultados, é o local em que há mais disparidade entre as notas das escolas.

Por Amanda Cieglinski – Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade e Lílian Beraldo.

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Ideb sobe para 4,6 e aponta melhoria na educação pública

Brasília – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) subiu de 4,2 pontos em 2007 para 4,6 em 2009, segundo divulgou hoje (01//07) o Ministério da Educação (MEC). O resultado supera em 0,4 ponto a meta prevista para o ano passado (4,2).

O indicador foi criado em 2005 e funciona como um termômetro da qualidade do ensino público. O Ideb varia de zero a dez e a meta é que o país atinja a nota 6 até 2022.

O índice é aferido a cada dois anos e há metas estabelecidas para cada período. Ele é calculado com base na nota obtida pelos alunos na Prova Brasil e dos índices de reprovação. A meta prevista para as séries iniciais do ensino fundamental em 2009 era 4,2, resultado que já foi atingido em 2007. A nota 4,6 era a meta prevista para 2011.

O Ideb atribui uma nota para cada escola, assim como para as redes municipais e estaduais, que precisam cumprir metas bienais para melhorar a qualidade do ensino. É a partir dessas avaliações que é calculada a média nacional.

O ministério também atribui um Ideb para os anos finais do ensino fundamental e para o ensino médio. Nas séries finais do ensino fundamental, o indicador subiu de 3,8 em 2007 para 4,0 em 2009. A meta para o ano passado era 3,7.

Já no ensino médio, o crescimento foi menor. O Ideb passou de 3,5 em 2007 para 3,6 em 2009. Mas atingiu a meta prevista para o período, que era de 3,5 pontos. Na próxima semana o MEC vai divulgar o Ideb dos estados, municípios e escolas.

Por Amanda Cieglinski – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.

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Haddad defende revisão das metas do Ideb para escolas e redes de ensino

Brasília – O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse hoje (01/07) que as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para as escolas e redes de ensino poderão ser revistas a partir da próxima avaliação, já que os objetivos têm sido antecipados nas duas últimas edições do índice.

“Entendo que o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, responsável pela avaliação] pode convidar um grupo de pesquisadores para começar a avaliar a necessidade e a oportunidade de fazer isso agora”, disse.

Mas, segundo ele, as metas nacionais do índice não devem ser alteradas por enquanto. “Temos que ter um pouco mais de cautela, porque o esforço para melhorar é cada vez maior e vai exigir mais ciência, mais interação entre os entes federados para que possamos atingir os nossos objetivos”, disse.

Os números do Ideb, divulgados hoje pelo Ministério da Educação, mostram que o índice no ano passado foi de 4,6 para os anos iniciais do ensino fundamental, meta prevista para 2011. Em 2007, o Ideb foi de 4,2, que era a meta de 2009. Em 2005, quando foi criado, a média nacional foi de 3,8 pontos (em uma escala de 0 a 10) para os primeiros anos do ensino fundamental.

O Plano de Desenvolvimento da Educação estabelece a meta de que o Brasil atinja a nota 6 no Ideb até 2022 – média que corresponde a um sistema educacional de qualidade comparável à dos países desenvolvidos. Para Haddad, apesar de estar longe de suas metas, o país está no caminho certo.

“Temos condição de, mantido esse passo, cumprir a cada dois anos as metas de qualidade e chegar em uma situação confortável em 2021, quando teremos uma educação na qual a média de proficiência das crianças equivale à das crianças dos países mais desenvolvidos do mundo”, avaliou.

O Ideb mede a qualidade do ensino oferecido pelas escolas públicas com base na nota da Prova Brasil e nos índices de reprovação. No ano passado, a Prova Brasil foi aplicada nos anos iniciais do ensino fundamental em 5.467 municípios para 2,5 milhões de alunos. Nos anos finais, a prova foi aplicada em 5.498 municípios para 2 milhões de alunos. Também participaram da avaliação 56,3 mil alunos do 3° ano do ensino médio em 750 escolas.

Haddad disse que o crescimento das notas do Ideb pode diminuir um pouco daqui para frente, mas isso já foi previsto pelo Inep. “Provavelmente observaremos daqui para a frente um crescimento um pouco mais modesto nos anos iniciais, mais forte nos anos finais e no ensino médio, que vão colher o esforço que foi feito para que as crianças tivessem um aprendizado melhor”, avaliou. Segundo o ministro, o Ideb serve para combater as indústrias da repetência e da aprovação automática.

Em todos os níveis avaliados, o rendimento escolar, que mede a taxa de aprovação dos alunos, aumentou de 2005 para 2009. Também houve um aumento nas notas da Prova Brasil, tanto em língua portuguesa quanto em matemática.

Na próxima semana, o Ministério da Educação vai publicar no Diário Oficial da União os dados por escola e rede, abrindo prazo de 30 dias para que eventuais equívocos na remessa de dados para o Inep possam ser corrigidos.

Por Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.

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Localização da escola também pode interferir na qualidade do ensino

Brasília – Pesquisa do Movimento Todos pela Educação mostra que escolas de uma mesma rede (estadual ou municipal) podem apresentar diferentes níveis de qualidade de ensino, mesmo quando o município ou o estado atinge bons resultados em avaliações como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, essa realidade é comum principalmente nas grandes cidades. Escolas em regiões periféricas sofrem mais com problemas sociais e de violência que afetam o desempenho dos alunos.

“Há uma problemática muito específica nas grandes cidades que são as periferias. E é bom lembrar que a desigualdade social tem um impacto muito grande no desempenho da escola”, afirma.

Na avaliação do conselheiro do Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, além da localização, outros fatores podem influenciar no desempenho da escola em avaliações, ainda que o investimento por aluno dentro de uma rede seja semelhante. Ele acredita que o projeto pedagógico e a direção da unidade podem fazer a diferença no resultado.

“Ja vi situações de escolas que ficam no mesmo bairro, eram separadas apenas por um muro, e uma tinha um resultado excelente e o da outra era pífio. A diferença é que em uma delas havia o trabalho de um gestor que tinha liderança entre os professores e se articulava com a comunidade”, compara.

Pilar recomenda que os secretários de Educação, ao identificarem as escolas “mais frágeis” do ponto de vista educacional, desenvolvam uma política específica para aquelas unidades.

Por Amanda Cieglinski – Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade e Lílian Beraldo.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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