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Bradesco amplia crédito imobiliário

O Bradesco já tem esse ano, somente até junho, um volume contratado de crédito imobiliário superior ao total alcançado no ano de 2005. “Já temos contratações de R$ 780,255 milhões este ano”, contou o diretor do departamento de empréstimos e financiamentos do Bradesco, Alexandre da Silva Gluher, que participou ontem de um encontro com empresários do setor na sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-Rio). Segundo ele, no mesmo período do ano passado foram contratados cerca de R$ 244 milhões e, no total de 2005, R$ 700 milhões. Os números do ano passado já representavam um acréscimo de 50% em relação a 2004.
A meta do banco é crescer muito nesse segmento. “Nosso objetivo é chegar a R$ 2 bilhões esse ano, mas sabemos que esse valor é um piso, nada impede que o volume seja superior”, afirma o executivo. “Em nenhum outro produto o banco consegue manter um relacionamento com o cliente por 20 anos, é uma oportunidade muito interessante.”
Segundo Gluher, pelas contas do Bradesco, o banco ganhou também em participação de mercado. No primeiro trimestre de 2005, o volume do banco respondia por uma fatia de cerca de 15% e agora já é equivalente a 22%. De acordo com os dados apresentados pelo Bradesco, o mercado já tem um volume de crédito imobiliário de cerca de R$ 3,3 bilhões entre janeiro e junho de 2006.
Apesar dos resultados, o diretor disse que o Bradesco está reaprendendo a fazer crédito imobiliário. “Esse segmento ficou muito parado por quase 15 anos”, disse. Agora, segundo projeções apresentadas por Marina Santos, economista do banco, o momento é muito promissor.
“Há um déficit habitacional concentrado na renda até cinco salários mínimos e, com a retomada do emprego e da renda e o aumento da massa salarial, esse segmento é beneficiado”, disse Marina. “Além disso, os números de inadimplência no crédito imobiliário caíram muito e houve muito avanço na segurança jurídica, com o patrimônio de afetação, a lei do incontroverso e a alienação fiduciária”, disse. Para a economista, a chegada do Grau de Investimento, prevista por eles para meados de 2008, também trará muito investimento no setor: “Os investidores institucionais estrangeiros costumam gostar de ativos reais.”
Sobre o interesse do banco nos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Gluher explicou que existe apetite, mas principalmente para cumprir as exigibilidades de aplicação do Banco Central. “Já temos cerca de R$ 250 milhões em CRIs em carteira”, diz. O banco não descarta no futuro criar um braço de securitização para estruturar emissões.
Fonte: Valor Online

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Bradesco amplia crédito imobiliário

O Bradesco já tem esse ano, somente até junho, um volume contratado de crédito imobiliário superior ao total alcançado no ano de 2005. “Já temos contratações de R$ 780,255 milhões este ano”, contou o diretor do departamento de empréstimos e financiamentos do Bradesco, Alexandre da Silva Gluher, que participou ontem de um encontro com empresários do setor na sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-Rio). Segundo ele, no mesmo período do ano passado foram contratados cerca de R$ 244 milhões e, no total de 2005, R$ 700 milhões. Os números do ano passado já representavam um acréscimo de 50% em relação a 2004.

A meta do banco é crescer muito nesse segmento. “Nosso objetivo é chegar a R$ 2 bilhões esse ano, mas sabemos que esse valor é um piso, nada impede que o volume seja superior”, afirma o executivo. “Em nenhum outro produto o banco consegue manter um relacionamento com o cliente por 20 anos, é uma oportunidade muito interessante.”

Segundo Gluher, pelas contas do Bradesco, o banco ganhou também em participação de mercado. No primeiro trimestre de 2005, o volume do banco respondia por uma fatia de cerca de 15% e agora já é equivalente a 22%. De acordo com os dados apresentados pelo Bradesco, o mercado já tem um volume de crédito imobiliário de cerca de R$ 3,3 bilhões entre janeiro e junho de 2006.

Apesar dos resultados, o diretor disse que o Bradesco está reaprendendo a fazer crédito imobiliário. “Esse segmento ficou muito parado por quase 15 anos”, disse. Agora, segundo projeções apresentadas por Marina Santos, economista do banco, o momento é muito promissor.

“Há um déficit habitacional concentrado na renda até cinco salários mínimos e, com a retomada do emprego e da renda e o aumento da massa salarial, esse segmento é beneficiado”, disse Marina. “Além disso, os números de inadimplência no crédito imobiliário caíram muito e houve muito avanço na segurança jurídica, com o patrimônio de afetação, a lei do incontroverso e a alienação fiduciária”, disse. Para a economista, a chegada do Grau de Investimento, prevista por eles para meados de 2008, também trará muito investimento no setor: “Os investidores institucionais estrangeiros costumam gostar de ativos reais.”

Sobre o interesse do banco nos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Gluher explicou que existe apetite, mas principalmente para cumprir as exigibilidades de aplicação do Banco Central. “Já temos cerca de R$ 250 milhões em CRIs em carteira”, diz. O banco não descarta no futuro criar um braço de securitização para estruturar emissões.

Fonte: Valor Online

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