(São Paulo) O Bradesco lucrou R$ 2.621 bilhões no primeiro semestre. O ganho foi 109,7% maior aos R$ 1,25 bilhão, obtidos no mesmo período do ano passado. O lucro líquido do Bradesco supera mesmo o do Itaú (R$ 2,475 bilhões) em igual intervalo, até então o mais lucrativo do país.
O crescimento da carteira de crédito, aliado ao aumento de tarifas e da base de clientes, potencializados pelos mais altos juros do mundo foram os responsáveis pela disparada dos lucros do Bradesco e do restante do sistema financeiro.
A lucratividade recorde do setor financeiro do país se deve em grande parte ao esforço dos bancários que extrapolam as jornadas de trabalho por pressão das chefias que exigem o cumprimento das metas impostas pelos bancos para atingir a máxima eficiência.
Ao cumprir as exigências o trabalhador abdica da saúde e na maioria das vezes do bem-estar. A categoria bancária é a mais acometida de doenças ocupacionais como as Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT); mas também por doenças mentais que são originadas na falta de segurança e condições de trabalho.
Uma saída sempre reivindicada pela representação dos bancários, é ressaltada pelo diretor da Fetec/SP, Pedro Sardi. “Os banqueiros devem contratar mais funcionários para não sobrecarregar o quadro que é insuficiente para atender a demanda. Os empregados precisam se desdobrar para cumprir as metas, inseridas na lógica do capitalismo predador, que visa somente o lucro”, analisa.
PLR
Por todo esse esforço, a Campanha Nacional dos Bancários deste ano, amplia a proposta de distribuição do lucro aos funcionários, que será entregue à Fenaban junto às demais reivindicações que integram a Minuta Mínima Unificada neste dia 11 de agosto, quinta-feira.
Até o ano passado, a Participação dos Lucros e Resultados (PLR) paga aos bancários era composta de 80% do salário mais valor fixo de R$ 705, em 2004, limitada ao máximo de R$ 5.010.
Pela nova proposta, aprovada na 7ª Conferência Nacional dos Bancários, a PLR é constituída de um salário, mais o valor fixo de R$ 788, acrescidos de 5% do lucro líquido de cada banco, distribuídos linearmente entre todos os funcionários.
A PLR deste ano visa recompor o poder de compra do bancário, que proporcionalmente vêm ganhando menos. Pela nova proposta, quem ganha R$ 2.000, receberia R$ 2.788 mais sua parte nos 5%.
Se o banco lucrasse R$ 1 bilhão, R$ 50 milhões seriam repartidos igualmente pelos empregados e acrescidos ao valor da regra. “Em 1995 e 1996, os bancos pagavam em média, de 12% de seus lucros como PLR, hoje gastam de 7% a 8%. Temos de recuperar nossa parte, já que o lucro vem do esforço cada bancário”, afirma Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT.
Por Carolina Coronel – CNB/CUT
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Por Mhais• 8 de agosto de 2005• 21:58• Sem categoria
Bradesco divulga lucro recorde, superior ao do Itaú
(São Paulo) O Bradesco lucrou R$ 2.621 bilhões no primeiro semestre. O ganho foi 109,7% maior aos R$ 1,25 bilhão, obtidos no mesmo período do ano passado. O lucro líquido do Bradesco supera mesmo o do Itaú (R$ 2,475 bilhões) em igual intervalo, até então o mais lucrativo do país.
O crescimento da carteira de crédito, aliado ao aumento de tarifas e da base de clientes, potencializados pelos mais altos juros do mundo foram os responsáveis pela disparada dos lucros do Bradesco e do restante do sistema financeiro.
A lucratividade recorde do setor financeiro do país se deve em grande parte ao esforço dos bancários que extrapolam as jornadas de trabalho por pressão das chefias que exigem o cumprimento das metas impostas pelos bancos para atingir a máxima eficiência.
Ao cumprir as exigências o trabalhador abdica da saúde e na maioria das vezes do bem-estar. A categoria bancária é a mais acometida de doenças ocupacionais como as Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT); mas também por doenças mentais que são originadas na falta de segurança e condições de trabalho.
Uma saída sempre reivindicada pela representação dos bancários, é ressaltada pelo diretor da Fetec/SP, Pedro Sardi. “Os banqueiros devem contratar mais funcionários para não sobrecarregar o quadro que é insuficiente para atender a demanda. Os empregados precisam se desdobrar para cumprir as metas, inseridas na lógica do capitalismo predador, que visa somente o lucro”, analisa.
PLR
Por todo esse esforço, a Campanha Nacional dos Bancários deste ano, amplia a proposta de distribuição do lucro aos funcionários, que será entregue à Fenaban junto às demais reivindicações que integram a Minuta Mínima Unificada neste dia 11 de agosto, quinta-feira.
Até o ano passado, a Participação dos Lucros e Resultados (PLR) paga aos bancários era composta de 80% do salário mais valor fixo de R$ 705, em 2004, limitada ao máximo de R$ 5.010.
Pela nova proposta, aprovada na 7ª Conferência Nacional dos Bancários, a PLR é constituída de um salário, mais o valor fixo de R$ 788, acrescidos de 5% do lucro líquido de cada banco, distribuídos linearmente entre todos os funcionários.
A PLR deste ano visa recompor o poder de compra do bancário, que proporcionalmente vêm ganhando menos. Pela nova proposta, quem ganha R$ 2.000, receberia R$ 2.788 mais sua parte nos 5%.
Se o banco lucrasse R$ 1 bilhão, R$ 50 milhões seriam repartidos igualmente pelos empregados e acrescidos ao valor da regra. “Em 1995 e 1996, os bancos pagavam em média, de 12% de seus lucros como PLR, hoje gastam de 7% a 8%. Temos de recuperar nossa parte, já que o lucro vem do esforço cada bancário”, afirma Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT.
Por Carolina Coronel – CNB/CUT
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