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Bradesco é assaltado pela terceira vez em menos de 15 dias; cadê a abertura da CAT ?

Mais uma agência sem porta de segurança foi assaltada. Desta vez, a Trianon

São Paulo – Por volta das 12h30 desta terça-feira, dia 4, a agência Bradesco Trianon, na Av. Paulista, foi invadida por quatro homens armados. Clientes e funcionários tiveram objetos como telefones celulares e carteiras roubados.

Um funcionário foi agredido no caixa. Não ficou ferido, mas sofreu forte abalo psicológico. Todos os funcionários que estavam na agência e também os que estavam em horário de expediente e tinham saído para o almoço manifestaram medo e insegurança.

No dia 22 de agosto a agência Cruz Preta foi assaltada. No dia 29 foi a vez da unidade que fica da Rua Líbero Badaró. Agora, com a Trianon, somam-se três assaltos em menos de 15 dias em agências do Bradesco e nenhuma delas tinha porta de segurança. O item é uma das exigências dos trabalhadores na Campanha Nacional 2007. Durante o primeiro bloco de negociação a Fenaban alegou que a questão das portas de segurança nas agências é um problema técnico e de segurança interna dos bancos. Os dirigentes sindicais vão insistir na questão.

Trauma – O Sindicato chegou à agência assaltada uma hora depois do incidente e permaneceu no local pedindo a dispensa dos funcionários, que estavam traumatizados com a situação. Alguns foram substituídos por bancários de outras agências e tiveram acompanhamento psicológico. Mesmo fechada, a agência continuou a funcionar e a direção do banco dispensou apenas os funcionários que julgou estarem mais abalados.

“As seqüelas vão continuar por muito tempo, o banco deveria valorizar seus empregados. Estamos pressionando para que seja emitida a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho)”, diz a diretora do Sindicato Neiva Ribeiro.

Segurança bancária – Uma das reivindicações da Campanha Nacional 2007 é que a CAT seja aberta para funcionários que presenciarem assaltos em seus locais de trabalho. Doenças como a síndrome do pânico e o estresse pós-traumático são conseqüências de situações violentas.

“Nosso objetivo é mostrar aos bancos o desenvolvimento dessas doenças em bancários vítimas de violência. O CAT não se restringe apenas ao âmbito da saúde, mas também ao de segurança bancária”, destacou Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato. Os bancários devem entrar em contato com o Sindicato e denunciar se foram vítima de assalto e se sofreram seqüelas.

Gisele Coutinho – 04/09/2007.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
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Agosto encerra com assalto em Sentinela do Sul

Cinco assaltantes invadiram o Posto de Atendimento do Banrisul de Sentinela do Sul, município de 5.100 habitantes, localizado a 36 quilômetros de Camaquã. O grupo armado com espingardas calibre 12, revólveres e pistolas, invadiu o estabelecimento por volta das 12h30 do dia 31, rendeu o vigilante e anunciou o assalto. Com mais esse registro, subiu para 12 o número de ataques verificados em agosto.

Os clientes que estavam no interior do posto foram agredidos e obrigados a deitar no chão, enquanto o único funcionário foi forçado a abrir o cofre e entregar o dinheiro. O momento de maior tensão foi quando os ladrões dispararam vários tiros dentro da unidade. Não houve feridos. Os bandidos contavam com o pagamento dos funcionários municipais, porém os servidores tinham sido pagos no dia anterior.

Segundo os dirigentes do Sindicato dos Bancários de Camaquã, as condições de segurança em Sentinela do Sul são precárias. A única viatura disponível da BM estava fora de circulação no dia do assalto, devido a problemas mecânicos.

“A situação da segurança nas agências é tão precária quanto à segurança pública no Estado. Os bancos não investem em equipamentos e planos de segurança e o governo estadual não destina recursos suficientes para a área. Precisamos mobilizar a sociedade para reverter esta situação”, observa o presidente do Sindicato dos Bancários, Sandro Cheiran.

De acordo com o levantamento do Sindicato, com base em notícias da imprensa e informações da categoria, foram apurados 116 ocorrências em 2007, incluindo assaltos, arrombamentos, roubos, tentativas e seqüestros.

A onda de violência nos bancos será discutida na próxima reunião do Grupo de Trabalho de Segurança Bancária, que passou a ser coordenado pela Polícia Federal, com a participação de bancários, vigilantes, bancos, empresas e trabalhadores em transporte de valores, Brigada Militar, Polícia Civil e Secretaria da Segurança Pública. O encontro está marcado para o dia 12 de setembro, às 14h, na Casa dos Bancários.

Ataques a bancos no Rio Grande do Sul
(assaltos, tentativas, seqüestros, furtos e arrombamentos)

Porto Alegre
Interior
Total

2006

Maio
4
7
11

Junho
5
8
13

Julho
11
15
26

Agosto
9
14
23

Setembro
16
13
29

Outubro
13
11
24

Novembro
11
12
23

Dezembro
4
17
21

Total
73
97
170

2007

Janeiro
9
8
17

Fevereiro
3
8
11

Março
8
12
20

Abril
6
9
15

Maio
0
6
6

Junho
4
5
9

Julho
4
9
13

Agosto
6
6
12

Total
44
72
116

Fonte: notícias da imprensa e informações da categoria

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariospoa.com.br.
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Assalto a bancos, uma triste rotina na região de Paranavaí

Em São Pedro do Paraná, ladrões assaltam banco, fazem bancário de refém e ainda levam seu automóvel

O que deveria ser esporádico, vem se tornando rotina no interior do Estado. Depois do assalto à agência do Bradesco, em Mauá da Serra (base do Sindicato dos Bancários de Apucarana e Região) na última quinta-feira (30), outro assalto a banco foi registrado no interior, desta vez, em São Pedro do Paraná, base do Sindicato dos Bancários de Paranavaí e Região. O assalto aconteceu na última sexta-feira (31) em uma agência do banco Itaú do município.

Depois de assaltarem o banco, os ladrões levaram como refém o único funcionário da agência em seu próprio carro e depois o liberaram numa rodovia próxima ao município. Bastante abalado psicologicamente, o trabalhador bancário procurou o Sindicato que por sua vez, já tomou as devidas providências, exigindo inclusive a abertura de uma CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho).

Neil Emídio Junior, trabalhador bancário no Itaú e diretor do SEEB/Paranavaí, diz que a prática está se tornando cada vez mais comum na região e nada tem sido feito para coibir esse tipo de ocorrência. Neil lembrou que a agência que foi assaltada não possui porta eletrônica e conta com apenas um vigilante. “Infelizmente, o índice de roubos a bancos em nossa região continua alto e os bancos preferem fazer vista grossa. Até quando vamos ter que conviver com esse tipo de insegurança?”, indagou o dirigente sindical, destacando que o departamento de assistência social do sindicato está buscando informações junto ao banco e cobrando sistematicamente um padrão de segurança para que os trabalhadores bancários possam desempenhar suas funções com tranqüilidade.

O Sindicato dos Bancários de Paranavaí e Região possui em sua base 67 trabalhadores. Nos últimos doze meses, onze assaltos foram registrados na região.

FETEC-CUT-PR

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