O Sindicato solicitou à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) uma vistoria nas condições de trabalho no Bankfone, em São Cristóvão, onde estão lotados atualmente 213 funcionários, 31 dos quais afastados pelo INSS. O banco já foi autuado por não emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) por diagnóstico de doença relacionada ao trabalho.
No Bankfone, a onda de pressões, humilhações, perseguições, enfim, toda sorte de assédio moral vem sendo intensificada, segundo denúncias que chegaram ao Sindicato. Nas reuniões, são definidas metas e com elas vêm as intimidações. Numa dessas reuniões uma gerente lembrou que quem não se adaptasse ao regime de metas e não as cumprisse, “que repensasse sua vida”, numa clara alusão à possibilidade de demissão.
Remédio – Depois que o setor passou a funcionar como ponto de vendas, o atendente tem que oferecer aos clientes os produtos do Itaú. Se um cliente ligar para saber o saldo, leva a oferta de um PIC; se ligar para o telefone da agência onde tem conta, recebe a proposta de levar um cartão de crédito. E assim por diante.
Ai do funcionário que não oferecer algum produto. A situação está de tal forma difícil, que há atendente vivendo sob o efeito de remédio de tarja preta.
O diretor do Sindicato Adriano Campos disse que o Sindicato já recebeu várias denúncias desse tipo de prática no setor.
“É o caso de perguntar: cadê a responsabilidade social tão valorizada pelo Itaú em suas campanhas publicitárias?” Adriano entende que a diretoria do banco precisa intervir nesse tipo de gestão, que está causando doenças nos bancários. “Não é possível que o banco que teve o maior lucro do primeiro semestre utilize métodos arcaicos para alcançar mais de R$4 bilhões”, finalizou.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosrio.com.br.