O Bradesco não tem jeito. Mesmo depois que o ABN/Real e o HSBC anunciaram para o próximo dia 24 o pagamento da Participação nos Lucros e Reultados (PLR), o maior banco privado do país e que lucra bilhões as custas da exploração dos funcionários, ainda se nega a ampliar a parcela do lucro líquido distribuída aos funcionários.
Os funcionários querem apenas uma PLR de dois salários, que o banco pode muito bem pagar. Basta lembrar que desde a conquista da PLR, na campanha salarial de 1995, o percentual distribuído vem se defasando em relação aos lucros dos bancos.
No Bradesco, o total de PLR distribuído entre os funcionários representava pouco mais de 12% de seu lucro líquido, em 95. Agora, que deve registrar o resultado recorde de R$ 5,5 bilhões em 2005, a parcela do lucro líquido destinada à PLR não deve chegar sequer ao mínimo de 5% estipulado pela convenção dos bancários.
O banco justifica que só abrirá o debate para esta questão depois de divulgado o balanço final do ano. Apesar de outros bancos já estarem negociando com os funcionários, o Bradesco se recusa a sentar à mesa para discutir.
Fonte: Seeb Bahia
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